» Quem somos | » Contatos | » Publicidade












 

 

 

   
 
 

 

CINEMA

150 a.C.– O jogo de sombras, surgido em países como China e Indonésia, é um dos precursores do cinema. Por meio de imagens projetadas na luz, reproduzem-se os movimentos de seres humanos e animais. 

Século XV – A câmara escura criada por Leonardo da Vinci e a lanterna mágica, uma caixa com uma lâmpada usada para projetar desenhos, introduzem alguns princípios do cinema. 

1832-1894– Várias máquinas são inventadas antes de se chegar ao cinema como é conhecido hoje. Thomas Edison sintetiza essas experiências em seu cinetoscópio (1893), aparelho que permite a um único espectador assistir à projeção de um filme num visor. A partir de 1894, o pioneiro Edison filma em local fechado e monta o Black Maria, o primeiro estúdio norte-americano. 

1895 – Com a invenção do cinematógrafo pelos irmãos franceses Louis e Auguste Lumière, eles se tornam os primeiros a conseguir passar o filme num ritmo constante por meio de uma película perfurada nas laterais, puxadas por uma engrenagem que permite projetar as imagens numa tela. A primeira sessão de cinema tem lugar num café de Paris em 28 de dezembro. A programação reúne nove filmes curtos, entre eles A Chegada do Trem à Estação de Ciotat. 

1896 – Georges Méliès realiza na França os primeiros filmes de ficção, na maioria teatro filmado, como A Escamoteação de uma Dama. Desenvolve diversas técnicas de filmagem e constrói um estúdio em Montreiul, nos arredores de Paris. É também o autor da ficção científica Viagem à Lua, um sucesso comercial. 

1903 – O norte-americano Edwin Porter, com O Grande Roubo do Trem, inaugura o filme de mocinho e bandido e abre caminho para gêneros como o policial e o faroeste. 

1910 – O diretor e ator francês Max Linder cria o primeiro tipo cômico do cinema em filmes como Max Toma Banho. 

1913 – Surge em Nova York, nos Estados Unidos, a primeira sala especialmente construída para a projeção de filmes. A partir daí, as salas de cinema multiplicam-se. 

1915– O francês Louis Feuillade cria Fantomas, o primeiro seriado policial. Na Itália, Giovanni Pastrone roda as primeiras superproduções épicas e históricas, entre elas Cabíria (1914). 

1914-1918– Com a I Guerra Mundial, assiste-se ao declínio da produção européia e à ascensão dos filmes norte-americanos, com o estabelecimento do cinema espetáculo. Um grupo de produtores cinematográficos instala-se no povoado de Hollywood, ao lado de Los Angeles, e nasce ali a meca do cinema e os grandes estúdios, como a Fox (1916). 

Autor de épicos como Nascimento de uma Nação e Intolerância, David Griffith é o responsável pela consolidação da linguagem do cinema. É um dos primeiros a utilizar intencionalmente o close, a montagem paralela (mostrar duas ou mais situações simultâneas por meio de cortes), os suspenses e os movimentos de câmera. Há um intenso desenvolvimento da comédia em torno de nomes como Mack Sennett, Buster Keaton, Harold Lloyd e Charles Chaplin. 

1918 – Na França ocorre a primeira fase expressionista, inspirada na luminosidade da pintura, que tem como representantes os cineastas Abel Gance (Napoleão) e Jean Epstein (A Queda da Casa de Usher). 

1919 – O expressionismo alemão ganha reconhecimento internacional a partir desse ano, apesar de haver surgido em 1910. Os filmes mostram o estado de alma dos personagens e traduzem as angústias e as frustrações do país após a derrota na I Guerra Mundial. O espírito do movimento é exposto com fidelidade em O Gabinete do Dr.Caligari (1919), de Robert Wiene. Outros diretores são Fritz Lang (Dr.Mabuse, O Jogador; Metrópolis; M, o Vampiro de Dusseldorf); Friedrich Wilhelm Murnau (Nosferatu); Ernst Lubitsch (Madame Du Barry); e George Wilhelm Pabst (A Caixa de Pandora). 

1921 – Na recém-criada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o grupo Kinoglaz (Cine-Olho), de Dziga Vertov, constrói o cinema documental ao registrar o dia-a-dia soviético. O cinema é considerado instrumento de difusão dos ideais revolucionários. Cineastas como Serguei Eisenstein (O Encouraçado Potemkin), Vsevolod Pudovkin (A Mãe) e Aleksandr Dovjenko (Ivan) filmam a revolução e criam uma inovadora prática de montagem: enquanto o cinema hollywoodiano adota uma montagem quase imperceptível, o grupo soviético propõe uma articulação de planos visível ao espectador. O objetivo é revelar a união de diferentes imagens e assim estabelecer novos significados para o que se vê na tela. 

1927– A Warner Bros lança O Cantor de Jazz, de Alan Crosland, com Al Jolson. É o primeiro filme com passagens faladas e cantadas. No ano seguinte, Brian Foy dirige Luzes de Nova York, a mais antiga fita inteiramente falada. 

1928 – Na década de 20, a vanguarda francesa, representada por nomes como Luis Buñuel (Um Cão Andaluz, LÂge dOr), René Clair (A Nós a Liberdade) e Jean Vigo (À Propos de Nice), dedica-se a filmes experimentais, inspirados em movimentos artísticos como o dadaísmo, o cubismo e o surrealismo. 

1928 – Na Dinamarca, o grande representante é Carl Dreyer, que roda na França O Martírio de Joana dArc. Na Suécia, Victor Sjöström (Mulher Divina) produz uma obra marcada por intenso lirismo. 

1934 – Na França, Jean Vigo realiza LAtalante, que aborda problemas sociais com um traço de lirismo. Nessa linha estão também Jean Renoir (A Grande Ilusão) e Marcel Carné (Cais de Sombras). 

1934 – O norte-americano Robert Flaherty termina de filmar numa ilha da Irlanda o documentário Man of Aran, após dois anos de trabalho. Ele influencia uma geração inglesa de documentaristas,ntegrada por cineastas como Paul Rotha, Basil Wright e o brasileiro Alberto Cavalcanti. 

1935– A diretora alemã Leni Riefenstahl começa a dirigir filmes encomendados por Hitler para louvar a pureza da raça ariana. O Triunfo da Vontade (1936) é uma das obras máximas de propaganda nazista. 

1936 – Nos Estados Unidos, após o recesso causado pela Depressão, a indústria cinematográfica vive uma recuperação,m que se destacam a comédia social de Frank Capra (O Galante Mr.Deeds), o ecletismo de Howard Hawks (Levada da Breca), os painéis históricos de John Ford (No Tempo das Diligências e Vinhas da Ira) e o talento narrativo de William Wyler (O Morro dos Ventos Uivantes). Conhecido como o diretor de mulheres, George Cukor filmaom Greta Garbo A Dama das Camélias. 

1939 – Estréia um dos maiores fenômenos de mídia de todos os tempos: o épico...E o Vento Levou, produção de David O. Selznick, com direção de Victor Fleming. 

1941 – Orson Welles desafia a rigidez dos estúdios e renova a linguagem cinematográfica em Cidadão Kane,o quebrar a habitual narrativa cronológica e usar recursos inovadores de iluminação. Ainda hoje o filme é considerado um dos mais importantes de todos os tempos. 

1943– Premiado com o Oscar de melhor filme e direção (Michael Curtis), Casablanca conta a história de um amor impossível. Esse film noir foi apontado como uma das obras mais importantes da década de 40. 

1945 – Nos Estados Unidos do pós-guerra, prosperam os musicais de Vincente Minnelli (Ziegfeld Follies), Gene Kelly (Cantando na Chuva) e Stanley Donen (Procura-se uma Estrela), além de comédias românticas e sofisticadas. A partir de 1950, as perseguições do macarthismo criam restrições ao cinema politizado. Mesmo seguindo o sistema convencional dos estúdios, cineastas como John Huston (O Tesouro de Sierra Madre), Alfred Hitchcock (Festim Diabólico), Billy Wilder (Crepúsculo dos Deuses), George Cukor (Nascida Ontem), George Stevens (Um Lugar ao Sol) e Fred Zinneman (A um Passo da Eternidade) realizam trabalhos de qualidade. 

1945–Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rosselini, é o primeiro grande filme do neo-realismo italiano, o mais importante movimento cinematográfico da época. Com poucos recursos, linguagem simples, atores não profissionais e a temática da ruína social do pós-guerra, ele nega o artificialismo de Hollywood. O neo-realismo influencia não só as gerações posteriores de cineastas italianos como também diretores de outros países. Os nomes mais importantes do período são Luchino Visconti (A Terra Treme), Vittorio De Sica (Ladrões de Bicicletas), Alberto Lattuada (O Bandido) e Pietro Germi (Em Nome da Lei), além do roteirista Cesare Zavattini. 

1951 – O cineasta japonês Akira Kurosawa é premiado no Festival de Veneza por Rashomon. Depois disso, as atenções do Ocidente voltam-se para os cineastas do Japão, que, no entanto, já acumulavam uma extensa produção. O primeiro filme notável do país, A Encruzilhada, de Teinosuke Kunigasa, data de 1929. Entre os diretores de expressão da fase clássica japonesa, que segue o modelo hollywoodiano, destacam-se Kenji Mizoguchi (Contos da Lua Vaga eIntendente Sansho) e Yasujiro Ozu (Bom-Dia). 

1953 – O diretor, ator e roteirista francês Jacques Tati realiza As Férias do Sr.Hulot, um dos marcos de seu tipo muito particular de humor. O humorista encarna o único personagem de seus filmes que não precisa falar para se comunicar ou fazer rir. 

1955 – O comediante Jerry Lewis e o diretor Frank Tashlin representam um renascimento do gênero comédia. Em parceria, rodaram vários filmes, entre eles Artistas e Modelos. 

1955 – O indiano Satyajit Ray estréia na direção com Canção da Estrada e é premiado em Cannes. Ele se torna o cineasta da Índia com maior reconhecimento internacional. 

1956– O cineasta sueco Ingmar Bergman lança O Sétimo Selo e ganha destaque fora de seu país. Realiza obras memoráveis, que falam da incomunicabilidade familiar, da ausência de Deus e do absurdo da condição humana. Exerce grande influência sobre cineastas de seu país, como Vilgot Sjöman (491), e do mundo inteiro. 

1957– Nos Estados Unidos, Sidney Lumet, cineasta oriundo da televisão, dirige Doze Homens e uma Sentença. Com ele nasce um cinema capaz de abordar temas polêmicos para a sociedade norte-americana, como o conflito de gerações (Nicholas Ray, A Bela do Bas-Fond), a sexualidade (Elia Kazan, Baby Doll), as injustiça sociais e os preconceitos (Stanley Kramer, Clamor Humano). 

1958 – Na Grã-Bretanha, os young angry men, surgidos do teatro e da literatura, desencadeiam o free cinema, movimento de muito humor e irreverência. Representam essa tendência Tony Richardson (Odeio Essa Mulher), Richard Lester (A Bossa da Conquista), John Schlesinger (Ainda Resta uma Esperança) e John Boorman (À Queima-Roupa). 

1959 – A nouvelle vague começa a se delinear na França e propõe um cinema de autor. Marcado por uma visão amarga do mundo, o movimento descarta o acabamento primoroso norte-americano e se preocupa com as técnicas narrativas. Lideram: François Truffaut (Os Incompreendidos), Jean-Luc Godard (Acossado),Claude Chabrol (Os Primos), Alain Resnais (Hiroshima, Meu Amor) e Louis Malle (Trinta Anos Esta Noite). A nouvelle vague irradia-se pelo mundo e influencia os cinemas novos do Japão e do Brasil. 

1960 – Michelangelo Antonioni lança A Noite, um dos filmes que marcam um período em que os cineastas italianos seguem caminhos bastante pessoais. Luchino Visconti dirige dramas intimistas refinados, muitos deles apoiados em fatos históricos, como Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo. Federico Fellini transita entre o drama e a comédia; em A Doce Vida e Oito e Meio reflete sobre a condição humana. Mario Monicelli realiza a comédia O Incrível Exército de Brancaleone. Quatro anos antes, Dino Risi, outro especialista em humor, havia rodado Uma Vida Difícil. 

1960 – Nos Estados Unidos, o cineasta britânico Alfred Hitchcock faz seu maior sucesso, Psicose. cena do assassinato no chuveiro se transforma numa das mais clássicas do cinema de suspense. 

1961 – Nos Estados Unidos surgem cineastas underground,ue rodam filmes em 16 milímetros e focalizam temas polêmicos. Shadows, de John Cassavetes, é um dos marcos e seu diretor um dos únicos a ter uma carreira de expressão. O cinema industrial incorpora temas como sexo, negros, militarismo e contestação estudantil.O resultado pode ser visto em obras de Stanley Kubrick, como Doutor Fantástico, de John Frankenheimer, como Sob o Domínio do Mal, e de Sidney Pollack como A Noite dos Desesperados. Blake Edwards renova a comédia com A Pantera Cor-de-Rosa. 

1961 – O cubano Santiago Álvarez lança Morte ao Invasor e torna-se líder da escola documentarista de seu país. 

1962 – O espanhol Luis Buñuel realiza filmes importantes no México nas décadas de 50 e 60, como O Anjo Exterminador. Muitos com roteiro de Luis Alcoriza, que depois também passa a dirigir. 

1968 – Considerado um mestre do cinema político, o grego Constantin Costa-Gavras conquista o Oscar de melhor filme estrangeiro por Z. O cineasta cursou universidade e fez carreira na França, onde roda Estado de Sítio (1973) e Um Homem, uma Mulher, uma Noite (1979). Com produção norte-americana, Desaparecido – Um Grande Mistério (1982), leva a Palma de Ouro em Cannes. 

1970 – A partir da década de 70, diretores de quatro países do Leste Europeu destacam-se trabalhando em solo pátrio ou no exterior. Da Polônia: Roman Polanski (Chinatown), Andrei Wajda (O Homem de Mármore) e Krzystof Kieslowski (Decálogo); da Tchecoslováquia, Jirí Menzel (Trens Estreitamente Vigiados) e Milos Forman (Um Estranho no Ninho); da Hungria, Miklós Jancsó (Vícios Privados, Virtudes Públicas), Istvan Szabo (Mephisto); e da Iugoslávia, Dusan Makavejev (Montenegro ou Porcos e Pérolas) e Emir Kusturica (Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios). 

1970 – Nos Estados Unidos, Robert Altman, diretor de obras personalistas que dissecam a sociedade norte-americana, termina Mash. Outros diretores também marcantes são Francis Ford Coppola que lança o primeiro O Poderoso Chefão em 1972, e Martin Scorsese, diretor de Taxi Driver. Woody Allen renova o humor com filmes como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Bob Fosse mantém a tradição musical com Cabaret e O Show Deve Continuar. 

, que em 1974 lança O Enigma de Kaspar Hauser. 

Volker Schloendorff faz boas adaptações literárias, como O Tambor, e Margarethe von Trotta oferece a visão do universo feminino em obras como A Honra Perdida de uma Mulher. 

Wim Wenders filma O Amigo Americano em 1977 e, em 1984, nos Estados Unidos, Paris, Texas. 

1972 – Um dos mais bem-sucedidos diretores italianos dos anos 70, Bernardo Bertolucci roda o escandaloso e poético O Último Tango em Paris. Protagonizado por Marlon Brando, traz fortes cenas de sexo que chocam os padrões morais da época. O filme é proibido no Brasil. 

1974 – Na Itália, depois de haver realizado trabalhos que seguem de perto a estética neo-realista, Pier Paolo Pasolini finaliza As Mil e Uma Noites. Extremamente polêmica, a obra mostra seqüências de sexo e de tortura. 

1975– Depois de um recesso, o cinema no Reino Unido populariza o humor irreverente do grupoonty Pythonm filmes como Monty Python em Busca do Santo Graal, de Terry Gilliam e Terry Jones. 

Realizadores britânicos saídos da publicidade destacam-se nos Estados Unidos, como Alan Parker (O Expresso da Meia-Noite), Ridley Scott (Alien, o Oitavo Passageiro e Blade Runner, o Caçador de Andróides) e Adrian Lyne (9 1/2 Semanas de Amor). 

1975 – Na Itália, Ettore Scola lança Feios, Sujos e Malvados, comédia social com alta dose de humor corrosivo e, em 1977, o drama Um Dia Muito Especial. 

Nesse mesmo ano, os irmãos Taviani dirigem Pai Patrão, premiado com a Palma de Ouro em Cannes. 

1975 – O cineasta Steven Spielberg lança Tubarão, que assinala o retorno das superproduções no cinema norte-americano. 

Dois anos depois, George Lucas dirige o primeiro filme da trilogia Guerra nas Estrelas, que revoluciona o gênero ficção científica. 

1976 –Sylvester Stallone protagoniza e dirige Rocky, um Lutador, êxito de bilheteria com mais três seqüências. Stallone também é a estrela da série Rambo. 

1976 – No Japão, Nagisa Oshimaealiza O Império dos Sentidos, um dos filmes mais polêmicos da década pelas cenas de sexo explícito. Da mesma escola do cinema novo japonês (espécie de nouvelle vague oriental), destaca-se o cineasta Shohei Imamura, de A Balada de Narayama. 

1976 – O diretor Carlos Saura termina na Espanha Cría Cuervos. O filme conquista prestígio em todo o mundo e contribui para que Saura se torne conhecido internacionalmente. 

1980 – Nos Estados Unidos, ao lançar trabalhos como Vestida para Matar, Brian De Palma obtém notoriedade como seguidor do mestre do suspense Alfred Hitchcock. 

Lawrence Kasdan, considerado bom roteirista, dirige Corpos Ardentes. 

Outros roteiristas que também passam à direção são Paul Schrader (A Marca da Pantera) e Oliver Stone (Platoon). 

1982– Na França, Jean-Jacques Beineix realiza Diva, filme precursor da nova tendência entre os diretores estreantes franceses de produzir obras mais ao estilo hollywoodiano – como Subway, de Luc Besson, e Sangue Ruim, de Leos Carax. 

1982 –O Ano Que Vivemos em Perigo, de Peter Weir, é lançado na Austrália. Depois do sucesso, Weir, o mais conhecido diretor australiano, transfere-se para os Estados Unidos. 

1984– Na Argentina, após a abertura política, ganham projeção nomes como Luis Puenzo, diretor de A História Oficial, e Fernando Solanas, de Tangos – Exílio de Gardel. 

1984 – Na França predomina um retrato intimista do cotidiano nos filmes de Bertrand Tavernier, como Um Sonho de Domingo, e de Eric Rohmer, como Le Rayon Vert (1985). Sempre ligado à comédia, Bertrand Blier dirige Meu Marido de Batom em 1986. 

1984 – Sem diálogos, usando apenas gestos e intenções, o holandês Jos Stelling cria O Ilusionista. E repete o êxito com O Homem da Linha (1985). 

1985 – Em Portugal, João Botelho, diretor de Um Adeus Português, é considerado um dos melhores da nova geração. 

Outro português a brilhar é Manoel de Oliveira, uma das mais duradouras carreiras da história do cinema. Ele começa a filmar em 1931 e seu último filme, A Carta, é de 1998. 

1985 –Minha Adorável Lavanderia, de Stephen Frears, marca o novo cinema britânico, que, em co-produções com a TV, revela cineastas como Derek Jarman (Caravaggio), Neil Jordan (Mona Lisa) e Peter Greenaway (O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante). 

1986 – A visão violenta e polêmica sobre a sociedade norte-americana captura o público em Veludo Azul, de David Lynch. 

Em Nova York, um cinema independente, feito com poucos recursos, revela Jim JarmuschDaunbailó). 

1986 – O Canadá ingressa no circuito cinematográfico internacional com O Declínio do Império Americano, de Denys Arcand. 

1987 – O espanhol Pedro Almodóvar obtém reconhecimento internacional com A Lei do Desejo e se notabiliza no ano seguinte por Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos. O cineasta investe em temas polêmicos, como o mundo das drogas, a homossexualidade e os valores morais, e se confirma como o mais importante cineasta da Espanha. Seu filme mais recente é Carne Trêmula (1998). 

Outros diretores espanhóis expressivos são Victor Erice (O Sul), Bigas Luna (Angústia) e Fernando Trueba (Sedução – Belle Epoque). 

1987 – O cinema da Dinamarca ganha prêmios internacionais com Gabriel Axel (A Festa de Babette) e Bille August (Pelle, o Conquistador). 

1989 – Com um ponto de vista muito particular sobre a questão racial nos Estados Unidos, Spike Lee dirige Faça a Coisa Certa. Em 1992 roda Malcom X, cinebiografia do líder e ativista negro. 

1991 – O cinema chinês consegue reconhecimento nos grandes festivais internacionais. Destacam-se diretores como Zhang Yimou, de Lanternas Vermelhas, e Chen Kaige, de Adeus Minha Concubina, que pertencem à quinta geração da Academia de Cinema Chinesa. 

Em Taiwan (Formosa), surgem bons cineastas, como Ang Lee, de Banquete de Casamento. 

1991 – Com carreira iniciada no cinema independente, os irmãos Joel e Ethan Coen conquistam a Palma de Ouro em Cannes por Barton Fink. Desde o primeiro trabalho, Gosto de Sangue (1984), a dupla realiza obras que se transformam em cult movies. 

1992 – Quentin Tarantino lança o violento Cães de Aluguel e torna-se a revelação do cinema norte-americano. São recorrentes em seus filmes citações de obras que viu em vídeo. O reconhecimento internacional vem com a Palma de Outro em Cannes por Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994). 

1993 –Jane Campion, da Nova Zelândia, dirige O Piano, que a faz conhecida em todo o mundo. A cineasta constrói um conjunto de obras extremamente pessoais, que trazem como protagonistas mulheres de histórias inusitadas. 

1993 – O cinema cubano de ficção alcança projeção internacional com o filme Morango e Chocolate, de Tomás Gutiérrez Alea. 

1996– Representante da nova corrente do cinema dinamarquês – o Dogma 95–, Lars von Trier ganha a Palma de Ouro em Cannes com As Ondas do Destino. O movimento segue regras de produção que prevêem filmes feitos com baixo orçamento e bom roteiro e que recusam cenários artificiais, efeitos especiais e trilha sonora. Nessa linha incluem-se ainda Festa de Família (1998), de Thomas Vinterberg, Os Idiotas (1999), de Trier, e Mifune (1999), de Soren Kragh-Jacobsen. 

1997 –Titanic, de James Cameron, a produção mais cara da história do cinema, faz enorme sucesso de público. 

Takeshi Kitano, um dos nomes mais promissores do cinema japonês contemporâneo, realiza Hana-Bi – Fogos de Artifício. 

O Gosto de Cereja, do iraniano Abbas Kiarostami, obtém a Palma de Ouro em Cannes. Com autores não profissionais, o cinema iraniano mistura ficção e documentário. Outros destaques são Mohsen Makhmalbaf, diretor de Gabbeh (1996) e O Silêncio (1998), e sua filha Samira, que aos 18 anos estréia na direção com A Maçã (1998). Filhos do Paraíso, de Majid Majidi, é o primeiro iraniano a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1999. 

1998 – Depois de dirigir Parque dos Dinossauros (1993), o norte-americano Spielberg dedica-se com mais freqüência a dramas perturbadores, caso de O Resgate do Soldado Ryan. 

Theo Angelopoulos, o mais conhecido e premiado cineasta grego, faz nome após levar a Palma de Ouro em Cannes por A Eternidade e um Dia. Apesar de ter iniciado a carreira no fim dos anos 60, seu primeiro filme exibido comercialmente no Brasil foi Paisagem na Neblina (1988). 

Com bom roteiro elaborado pelo inglês Tom Stoppard e pelo norte-americano Marc Norman, Shakespeare Apaixonado, de John Madden, mistura realidade e ficção para contar a história de William Shakespeare. 

A Vida É Bela, comédia de Roberto Benigni sobre o nazismo, arrebata prêmios em muitos festivais internacionais. 

Retomadas no princípio dos anos 90, as refilmagens ganham força no fim da década. Dois trabalhos de Alfred Hitchcock voltam às telas: Psicose, de Gus Van Sant, e Um Crime Perfeito, de Andrew Davis. 

As séries de TV tornam-se outro filão, como Perdidos no Espaço, de Stephen Hopkins, e As Loucas Aventuras de James West, de Barry Sonnenfeld. 

Também entram em alta filmes de terror para adolescentes: Pânico, de Wes Craven, Prova Final, de Robert Rodriguez, e Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, de Danny Cannon. 

1999– Cercado por uma grandiosa campanha de marketing, Star Wars: Epsódio I – A Ameça Fantasma, de George Lucas, ocupa a condição de o mais aguardado filme do ano. Repleto dos mais modernos efeitos especiais, é o primeiro de uma trilogia concebida para contar a história anterior a Guerra nas Estrelas, cujos três primeiros episódios foram lançados nos anos 80. 

Sucesso de bilheteria, Matrix, de Larry e Andy Wachowski, é uma fita de ação no mundo da informática, repleta de efeitos especiais ao estilo dos videogames. Pela primeira vez os Estúdios Disney contam a história do rei das selvas em Tarzan, de Kevin Lima. A fita tem um efeito de profundidade (tela profunda) jamais visto num desenho animado.

 
 
 
© Copyright. IPLUGADOS. Todos os direitos autorais reservados.