 |
|
150 a.C.– O jogo de sombras,
surgido em países como China e
Indonésia, é um dos precursores
do cinema. Por meio de imagens
projetadas na luz, reproduzem-se
os movimentos de seres humanos e
animais.
Século XV – A câmara escura
criada por Leonardo da Vinci e a
lanterna mágica, uma caixa com
uma lâmpada usada para projetar
desenhos, introduzem alguns
princípios do cinema.
1832-1894– Várias máquinas são
inventadas antes de se chegar ao
cinema como é conhecido hoje.
Thomas Edison sintetiza essas
experiências em seu cinetoscópio
(1893), aparelho que permite a
um único espectador assistir à
projeção de um filme num visor.
A partir de 1894, o pioneiro
Edison filma em local fechado e
monta o Black Maria, o primeiro
estúdio norte-americano.
1895 – Com a invenção do
cinematógrafo pelos irmãos
franceses Louis e Auguste
Lumière, eles se tornam os
primeiros a conseguir passar o
filme num ritmo constante por
meio de uma película perfurada
nas laterais, puxadas por uma
engrenagem que permite projetar
as imagens numa tela. A primeira
sessão de cinema tem lugar num
café de Paris em 28 de dezembro.
A programação reúne nove filmes
curtos, entre eles A Chegada do
Trem à Estação de Ciotat.
1896 – Georges Méliès realiza na
França os primeiros filmes de
ficção, na maioria teatro
filmado, como A Escamoteação de
uma Dama. Desenvolve diversas
técnicas de filmagem e constrói
um estúdio em Montreiul, nos
arredores de Paris. É também o
autor da ficção científica
Viagem à Lua, um sucesso
comercial.
1903 – O norte-americano Edwin
Porter, com O Grande Roubo do
Trem, inaugura o filme de
mocinho e bandido e abre caminho
para gêneros como o policial e o
faroeste.
1910 – O diretor e ator francês
Max Linder cria o primeiro tipo
cômico do cinema em filmes como
Max Toma Banho.
1913 – Surge em Nova York, nos
Estados Unidos, a primeira sala
especialmente construída para a
projeção de filmes. A partir
daí, as salas de cinema
multiplicam-se.
1915– O francês Louis Feuillade
cria Fantomas, o primeiro
seriado policial. Na Itália,
Giovanni Pastrone roda as
primeiras superproduções épicas
e históricas, entre elas Cabíria
(1914).
1914-1918– Com a I Guerra
Mundial, assiste-se ao declínio
da produção européia e à
ascensão dos filmes
norte-americanos, com o
estabelecimento do cinema
espetáculo. Um grupo de
produtores cinematográficos
instala-se no povoado de
Hollywood, ao lado de Los
Angeles, e nasce ali a meca do
cinema e os grandes estúdios,
como a Fox (1916).
Autor de épicos como Nascimento
de uma Nação e Intolerância,
David Griffith é o responsável
pela consolidação da linguagem
do cinema. É um dos primeiros a
utilizar intencionalmente o
close, a montagem paralela
(mostrar duas ou mais situações
simultâneas por meio de cortes),
os suspenses e os movimentos de
câmera. Há um intenso
desenvolvimento da comédia em
torno de nomes como Mack
Sennett, Buster Keaton, Harold
Lloyd e Charles Chaplin.
1918 – Na França ocorre a
primeira fase expressionista,
inspirada na luminosidade da
pintura, que tem como
representantes os cineastas Abel
Gance (Napoleão) e Jean Epstein
(A Queda da Casa de Usher).
1919 – O expressionismo alemão
ganha reconhecimento
internacional a partir desse
ano, apesar de haver surgido em
1910. Os filmes mostram o estado
de alma dos personagens e
traduzem as angústias e as
frustrações do país após a
derrota na I Guerra Mundial. O
espírito do movimento é exposto
com fidelidade em O Gabinete do
Dr.Caligari (1919), de Robert
Wiene. Outros diretores são
Fritz Lang (Dr.Mabuse, O
Jogador; Metrópolis; M, o
Vampiro de Dusseldorf);
Friedrich Wilhelm Murnau
(Nosferatu); Ernst Lubitsch
(Madame Du Barry); e George
Wilhelm Pabst (A Caixa de
Pandora).
1921 – Na recém-criada União das
Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS), o grupo
Kinoglaz (Cine-Olho), de Dziga
Vertov, constrói o cinema
documental ao registrar o
dia-a-dia soviético. O cinema é
considerado instrumento de
difusão dos ideais
revolucionários. Cineastas como
Serguei Eisenstein (O
Encouraçado Potemkin), Vsevolod
Pudovkin (A Mãe) e Aleksandr
Dovjenko (Ivan) filmam a
revolução e criam uma inovadora
prática de montagem: enquanto o
cinema hollywoodiano adota uma
montagem quase imperceptível, o
grupo soviético propõe uma
articulação de planos visível ao
espectador. O objetivo é revelar
a união de diferentes imagens e
assim estabelecer novos
significados para o que se vê na
tela.
1927– A Warner Bros lança O
Cantor de Jazz, de Alan
Crosland, com Al Jolson. É o
primeiro filme com passagens
faladas e cantadas. No ano
seguinte, Brian Foy dirige Luzes
de Nova York, a mais antiga fita
inteiramente falada.
1928 – Na década de 20, a
vanguarda francesa, representada
por nomes como Luis Buñuel (Um
Cão Andaluz, LÂge dOr), René
Clair (A Nós a Liberdade) e Jean
Vigo (À Propos de Nice),
dedica-se a filmes
experimentais, inspirados em
movimentos artísticos como o
dadaísmo, o cubismo e o
surrealismo.
1928 – Na Dinamarca, o grande
representante é Carl Dreyer, que
roda na França O Martírio de
Joana dArc. Na Suécia, Victor
Sjöström (Mulher Divina) produz
uma obra marcada por intenso
lirismo.
1934 – Na França, Jean Vigo
realiza LAtalante, que aborda
problemas sociais com um traço
de lirismo. Nessa linha estão
também Jean Renoir (A Grande
Ilusão) e Marcel Carné (Cais de
Sombras).
1934 – O norte-americano Robert
Flaherty termina de filmar numa
ilha da Irlanda o documentário
Man of Aran, após dois anos de
trabalho. Ele influencia uma
geração inglesa de
documentaristas,ntegrada por
cineastas como Paul Rotha, Basil
Wright e o brasileiro Alberto
Cavalcanti.
1935– A diretora alemã Leni
Riefenstahl começa a dirigir
filmes encomendados por Hitler
para louvar a pureza da raça
ariana. O Triunfo da Vontade
(1936) é uma das obras máximas
de propaganda nazista.
1936 – Nos Estados Unidos, após
o recesso causado pela
Depressão, a indústria
cinematográfica vive uma
recuperação,m que se destacam a
comédia social de Frank Capra (O
Galante Mr.Deeds), o ecletismo
de Howard Hawks (Levada da
Breca), os painéis históricos de
John Ford (No Tempo das
Diligências e Vinhas da Ira) e o
talento narrativo de William
Wyler (O Morro dos Ventos
Uivantes). Conhecido como o
diretor de mulheres, George
Cukor filmaom Greta Garbo A Dama
das Camélias.
1939 – Estréia um dos maiores
fenômenos de mídia de todos os
tempos: o épico...E o Vento
Levou, produção de David O.
Selznick, com direção de Victor
Fleming.
1941 – Orson Welles desafia a
rigidez dos estúdios e renova a
linguagem cinematográfica em
Cidadão Kane,o quebrar a
habitual narrativa cronológica e
usar recursos inovadores de
iluminação. Ainda hoje o filme é
considerado um dos mais
importantes de todos os tempos.
1943– Premiado com o Oscar de
melhor filme e direção (Michael
Curtis), Casablanca conta a
história de um amor impossível.
Esse film noir foi apontado como
uma das obras mais importantes
da década de 40.
1945 – Nos Estados Unidos do
pós-guerra, prosperam os
musicais de Vincente Minnelli
(Ziegfeld Follies), Gene Kelly
(Cantando na Chuva) e Stanley
Donen (Procura-se uma Estrela),
além de comédias românticas e
sofisticadas. A partir de 1950,
as perseguições do macarthismo
criam restrições ao cinema
politizado. Mesmo seguindo o
sistema convencional dos
estúdios, cineastas como John
Huston (O Tesouro de Sierra
Madre), Alfred Hitchcock (Festim
Diabólico), Billy Wilder
(Crepúsculo dos Deuses), George
Cukor (Nascida Ontem), George
Stevens (Um Lugar ao Sol) e Fred
Zinneman (A um Passo da
Eternidade) realizam trabalhos
de qualidade.
1945–Roma, Cidade Aberta, de
Roberto Rosselini, é o primeiro
grande filme do neo-realismo
italiano, o mais importante
movimento cinematográfico da
época. Com poucos recursos,
linguagem simples, atores não
profissionais e a temática da
ruína social do pós-guerra, ele
nega o artificialismo de
Hollywood. O neo-realismo
influencia não só as gerações
posteriores de cineastas
italianos como também diretores
de outros países. Os nomes mais
importantes do período são
Luchino Visconti (A Terra
Treme), Vittorio De Sica
(Ladrões de Bicicletas), Alberto
Lattuada (O Bandido) e Pietro
Germi (Em Nome da Lei), além do
roteirista Cesare Zavattini.
1951 – O cineasta japonês Akira
Kurosawa é premiado no Festival
de Veneza por Rashomon. Depois
disso, as atenções do Ocidente
voltam-se para os cineastas do
Japão, que, no entanto, já
acumulavam uma extensa produção.
O primeiro filme notável do
país, A Encruzilhada, de
Teinosuke Kunigasa, data de
1929. Entre os diretores de
expressão da fase clássica
japonesa, que segue o modelo
hollywoodiano, destacam-se Kenji
Mizoguchi (Contos da Lua Vaga
eIntendente Sansho) e Yasujiro
Ozu (Bom-Dia).
1953 – O diretor, ator e
roteirista francês Jacques Tati
realiza As Férias do Sr.Hulot,
um dos marcos de seu tipo muito
particular de humor. O humorista
encarna o único personagem de
seus filmes que não precisa
falar para se comunicar ou fazer
rir.
1955 – O comediante Jerry Lewis
e o diretor Frank Tashlin
representam um renascimento do
gênero comédia. Em parceria,
rodaram vários filmes, entre
eles Artistas e Modelos.
1955 – O indiano Satyajit Ray
estréia na direção com Canção da
Estrada e é premiado em Cannes.
Ele se torna o cineasta da Índia
com maior reconhecimento
internacional.
1956– O cineasta sueco Ingmar
Bergman lança O Sétimo Selo e
ganha destaque fora de seu país.
Realiza obras memoráveis, que
falam da incomunicabilidade
familiar, da ausência de Deus e
do absurdo da condição humana.
Exerce grande influência sobre
cineastas de seu país, como
Vilgot Sjöman (491), e do mundo
inteiro.
1957– Nos Estados Unidos, Sidney
Lumet, cineasta oriundo da
televisão, dirige Doze Homens e
uma Sentença. Com ele nasce um
cinema capaz de abordar temas
polêmicos para a sociedade
norte-americana, como o conflito
de gerações (Nicholas Ray, A
Bela do Bas-Fond), a sexualidade
(Elia Kazan, Baby Doll), as
injustiça sociais e os
preconceitos (Stanley Kramer,
Clamor Humano).
1958 – Na Grã-Bretanha, os young
angry men, surgidos do teatro e
da literatura, desencadeiam o
free cinema, movimento de muito
humor e irreverência.
Representam essa tendência Tony
Richardson (Odeio Essa Mulher),
Richard Lester (A Bossa da
Conquista), John Schlesinger
(Ainda Resta uma Esperança) e
John Boorman (À Queima-Roupa).
1959 – A nouvelle vague começa a
se delinear na França e propõe
um cinema de autor. Marcado por
uma visão amarga do mundo, o
movimento descarta o acabamento
primoroso norte-americano e se
preocupa com as técnicas
narrativas. Lideram: François
Truffaut (Os Incompreendidos),
Jean-Luc Godard
(Acossado),Claude Chabrol (Os
Primos), Alain Resnais
(Hiroshima, Meu Amor) e Louis
Malle (Trinta Anos Esta Noite).
A nouvelle vague irradia-se pelo
mundo e influencia os cinemas
novos do Japão e do Brasil.
1960 – Michelangelo Antonioni
lança A Noite, um dos filmes que
marcam um período em que os
cineastas italianos seguem
caminhos bastante pessoais.
Luchino Visconti dirige dramas
intimistas refinados, muitos
deles apoiados em fatos
históricos, como Rocco e Seus
Irmãos e O Leopardo. Federico
Fellini transita entre o drama e
a comédia; em A Doce Vida e Oito
e Meio reflete sobre a condição
humana. Mario Monicelli realiza
a comédia O Incrível Exército de
Brancaleone. Quatro anos antes,
Dino Risi, outro especialista em
humor, havia rodado Uma Vida
Difícil.
1960 – Nos Estados Unidos, o
cineasta britânico Alfred
Hitchcock faz seu maior sucesso,
Psicose. cena do assassinato no
chuveiro se transforma numa das
mais clássicas do cinema de
suspense.
1961 – Nos Estados Unidos surgem
cineastas underground,ue rodam
filmes em 16 milímetros e
focalizam temas polêmicos.
Shadows, de John Cassavetes, é
um dos marcos e seu diretor um
dos únicos a ter uma carreira de
expressão. O cinema industrial
incorpora temas como sexo,
negros, militarismo e
contestação estudantil.O
resultado pode ser visto em
obras de Stanley Kubrick, como
Doutor Fantástico, de John
Frankenheimer, como Sob o
Domínio do Mal, e de Sidney
Pollack como A Noite dos
Desesperados. Blake Edwards
renova a comédia com A Pantera
Cor-de-Rosa.
1961 – O cubano Santiago Álvarez
lança Morte ao Invasor e
torna-se líder da escola
documentarista de seu país.
1962 – O espanhol Luis Buñuel
realiza filmes importantes no
México nas décadas de 50 e 60,
como O Anjo Exterminador. Muitos
com roteiro de Luis Alcoriza,
que depois também passa a
dirigir.
1968 – Considerado um mestre do
cinema político, o grego
Constantin Costa-Gavras
conquista o Oscar de melhor
filme estrangeiro por Z. O
cineasta cursou universidade e
fez carreira na França, onde
roda Estado de Sítio (1973) e Um
Homem, uma Mulher, uma Noite
(1979). Com produção
norte-americana, Desaparecido –
Um Grande Mistério (1982), leva
a Palma de Ouro em Cannes.
1970 – A partir da década de 70,
diretores de quatro países do
Leste Europeu destacam-se
trabalhando em solo pátrio ou no
exterior. Da Polônia: Roman
Polanski (Chinatown), Andrei
Wajda (O Homem de Mármore) e
Krzystof Kieslowski (Decálogo);
da Tchecoslováquia, Jirí Menzel
(Trens Estreitamente Vigiados) e
Milos Forman (Um Estranho no
Ninho); da Hungria, Miklós
Jancsó (Vícios Privados,
Virtudes Públicas), Istvan Szabo
(Mephisto); e da Iugoslávia,
Dusan Makavejev (Montenegro ou
Porcos e Pérolas) e Emir
Kusturica (Quando Papai Saiu em
Viagem de Negócios).
1970 – Nos Estados Unidos,
Robert Altman, diretor de obras
personalistas que dissecam a
sociedade norte-americana,
termina Mash. Outros diretores
também marcantes são Francis
Ford Coppola que lança o
primeiro O Poderoso Chefão em
1972, e Martin Scorsese, diretor
de Taxi Driver. Woody Allen
renova o humor com filmes como
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa.
Bob Fosse mantém a tradição
musical com Cabaret e O Show
Deve Continuar.
, que em 1974 lança O Enigma de
Kaspar Hauser.
Volker Schloendorff faz boas
adaptações literárias, como O
Tambor, e Margarethe von Trotta
oferece a visão do universo
feminino em obras como A Honra
Perdida de uma Mulher.
Wim Wenders filma O Amigo
Americano em 1977 e, em 1984,
nos Estados Unidos, Paris,
Texas.
1972 – Um dos mais bem-sucedidos
diretores italianos dos anos 70,
Bernardo Bertolucci roda o
escandaloso e poético O Último
Tango em Paris. Protagonizado
por Marlon Brando, traz fortes
cenas de sexo que chocam os
padrões morais da época. O filme
é proibido no Brasil.
1974 – Na Itália, depois de
haver realizado trabalhos que
seguem de perto a estética
neo-realista, Pier Paolo
Pasolini finaliza As Mil e Uma
Noites. Extremamente polêmica, a
obra mostra seqüências de sexo e
de tortura.
1975– Depois de um recesso, o
cinema no Reino Unido populariza
o humor irreverente do grupoonty
Pythonm filmes como Monty Python
em Busca do Santo Graal, de
Terry Gilliam e Terry Jones.
Realizadores britânicos saídos
da publicidade destacam-se nos
Estados Unidos, como Alan Parker
(O Expresso da Meia-Noite),
Ridley Scott (Alien, o Oitavo
Passageiro e Blade Runner, o
Caçador de Andróides) e Adrian
Lyne (9 1/2 Semanas de Amor).
1975 – Na Itália, Ettore Scola
lança Feios, Sujos e Malvados,
comédia social com alta dose de
humor corrosivo e, em 1977, o
drama Um Dia Muito Especial.
Nesse mesmo ano, os irmãos
Taviani dirigem Pai Patrão,
premiado com a Palma de Ouro em
Cannes.
1975 – O cineasta Steven
Spielberg lança Tubarão, que
assinala o retorno das
superproduções no cinema
norte-americano.
Dois anos depois, George Lucas
dirige o primeiro filme da
trilogia Guerra nas Estrelas,
que revoluciona o gênero ficção
científica.
1976 –Sylvester Stallone
protagoniza e dirige Rocky, um
Lutador, êxito de bilheteria com
mais três seqüências. Stallone
também é a estrela da série
Rambo.
1976 – No Japão, Nagisa
Oshimaealiza O Império dos
Sentidos, um dos filmes mais
polêmicos da década pelas cenas
de sexo explícito. Da mesma
escola do cinema novo japonês
(espécie de nouvelle vague
oriental), destaca-se o cineasta
Shohei Imamura, de A Balada de
Narayama.
1976 – O diretor Carlos Saura
termina na Espanha Cría Cuervos.
O filme conquista prestígio em
todo o mundo e contribui para
que Saura se torne conhecido
internacionalmente.
1980 – Nos Estados Unidos, ao
lançar trabalhos como Vestida
para Matar, Brian De Palma obtém
notoriedade como seguidor do
mestre do suspense Alfred
Hitchcock.
Lawrence Kasdan, considerado bom
roteirista, dirige Corpos
Ardentes.
Outros roteiristas que também
passam à direção são Paul
Schrader (A Marca da Pantera) e
Oliver Stone (Platoon).
1982– Na França, Jean-Jacques
Beineix realiza Diva, filme
precursor da nova tendência
entre os diretores estreantes
franceses de produzir obras mais
ao estilo hollywoodiano – como
Subway, de Luc Besson, e Sangue
Ruim, de Leos Carax.
1982 –O Ano Que Vivemos em
Perigo, de Peter Weir, é lançado
na Austrália. Depois do sucesso,
Weir, o mais conhecido diretor
australiano, transfere-se para
os Estados Unidos.
1984– Na Argentina, após a
abertura política, ganham
projeção nomes como Luis Puenzo,
diretor de A História Oficial, e
Fernando Solanas, de Tangos –
Exílio de Gardel.
1984 – Na França predomina um
retrato intimista do cotidiano
nos filmes de Bertrand
Tavernier, como Um Sonho de
Domingo, e de Eric Rohmer, como
Le Rayon Vert (1985). Sempre
ligado à comédia, Bertrand Blier
dirige Meu Marido de Batom em
1986.
1984 – Sem diálogos, usando
apenas gestos e intenções, o
holandês Jos Stelling cria O
Ilusionista. E repete o êxito
com O Homem da Linha (1985).
1985 – Em Portugal, João
Botelho, diretor de Um Adeus
Português, é considerado um dos
melhores da nova geração.
Outro português a brilhar é
Manoel de Oliveira, uma das mais
duradouras carreiras da história
do cinema. Ele começa a filmar
em 1931 e seu último filme, A
Carta, é de 1998.
1985 –Minha Adorável Lavanderia,
de Stephen Frears, marca o novo
cinema britânico, que, em
co-produções com a TV, revela
cineastas como Derek Jarman
(Caravaggio), Neil Jordan (Mona
Lisa) e Peter Greenaway (O
Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher
e o Amante).
1986 – A visão violenta e
polêmica sobre a sociedade
norte-americana captura o
público em Veludo Azul, de David
Lynch.
Em Nova York, um cinema
independente, feito com poucos
recursos, revela Jim
JarmuschDaunbailó).
1986 – O Canadá ingressa no
circuito cinematográfico
internacional com O Declínio do
Império Americano, de Denys
Arcand.
1987 – O espanhol Pedro
Almodóvar obtém reconhecimento
internacional com A Lei do
Desejo e se notabiliza no ano
seguinte por Mulheres à Beira de
um Ataque de Nervos. O cineasta
investe em temas polêmicos, como
o mundo das drogas, a
homossexualidade e os valores
morais, e se confirma como o
mais importante cineasta da
Espanha. Seu filme mais recente
é Carne Trêmula (1998).
Outros diretores espanhóis
expressivos são Victor Erice (O
Sul), Bigas Luna (Angústia) e
Fernando Trueba (Sedução – Belle
Epoque).
1987 – O cinema da Dinamarca
ganha prêmios internacionais com
Gabriel Axel (A Festa de
Babette) e Bille August (Pelle,
o Conquistador).
1989 – Com um ponto de vista
muito particular sobre a questão
racial nos Estados Unidos, Spike
Lee dirige Faça a Coisa Certa.
Em 1992 roda Malcom X,
cinebiografia do líder e
ativista negro.
1991 – O cinema chinês consegue
reconhecimento nos grandes
festivais internacionais.
Destacam-se diretores como Zhang
Yimou, de Lanternas Vermelhas, e
Chen Kaige, de Adeus Minha
Concubina, que pertencem à
quinta geração da Academia de
Cinema Chinesa.
Em Taiwan (Formosa), surgem bons
cineastas, como Ang Lee, de
Banquete de Casamento.
1991 – Com carreira iniciada no
cinema independente, os irmãos
Joel e Ethan Coen conquistam a
Palma de Ouro em Cannes por
Barton Fink. Desde o primeiro
trabalho, Gosto de Sangue
(1984), a dupla realiza obras
que se transformam em cult
movies.
1992 – Quentin Tarantino lança o
violento Cães de Aluguel e
torna-se a revelação do cinema
norte-americano. São recorrentes
em seus filmes citações de obras
que viu em vídeo. O
reconhecimento internacional vem
com a Palma de Outro em Cannes
por Pulp Fiction – Tempo de
Violência (1994).
1993 –Jane Campion, da Nova
Zelândia, dirige O Piano, que a
faz conhecida em todo o mundo. A
cineasta constrói um conjunto de
obras extremamente pessoais, que
trazem como protagonistas
mulheres de histórias
inusitadas.
1993 – O cinema cubano de ficção
alcança projeção internacional
com o filme Morango e Chocolate,
de Tomás Gutiérrez Alea.
1996– Representante da nova
corrente do cinema dinamarquês –
o Dogma 95–, Lars von Trier
ganha a Palma de Ouro em Cannes
com As Ondas do Destino. O
movimento segue regras de
produção que prevêem filmes
feitos com baixo orçamento e bom
roteiro e que recusam cenários
artificiais, efeitos especiais e
trilha sonora. Nessa linha
incluem-se ainda Festa de
Família (1998), de Thomas
Vinterberg, Os Idiotas (1999),
de Trier, e Mifune (1999), de
Soren Kragh-Jacobsen.
1997 –Titanic, de James Cameron,
a produção mais cara da história
do cinema, faz enorme sucesso de
público.
Takeshi Kitano, um dos nomes
mais promissores do cinema
japonês contemporâneo, realiza
Hana-Bi – Fogos de Artifício.
O Gosto de Cereja, do iraniano
Abbas Kiarostami, obtém a Palma
de Ouro em Cannes. Com autores
não profissionais, o cinema
iraniano mistura ficção e
documentário. Outros destaques
são Mohsen Makhmalbaf, diretor
de Gabbeh (1996) e O Silêncio
(1998), e sua filha Samira, que
aos 18 anos estréia na direção
com A Maçã (1998). Filhos do
Paraíso, de Majid Majidi, é o
primeiro iraniano a concorrer ao
Oscar de melhor filme
estrangeiro em 1999.
1998 – Depois de dirigir Parque
dos Dinossauros (1993), o
norte-americano Spielberg
dedica-se com mais freqüência a
dramas perturbadores, caso de O
Resgate do Soldado Ryan.
Theo Angelopoulos, o mais
conhecido e premiado cineasta
grego, faz nome após levar a
Palma de Ouro em Cannes por A
Eternidade e um Dia. Apesar de
ter iniciado a carreira no fim
dos anos 60, seu primeiro filme
exibido comercialmente no Brasil
foi Paisagem na Neblina (1988).
Com bom roteiro elaborado pelo
inglês Tom Stoppard e pelo
norte-americano Marc Norman,
Shakespeare Apaixonado, de John
Madden, mistura realidade e
ficção para contar a história de
William Shakespeare.
A Vida É Bela, comédia de
Roberto Benigni sobre o nazismo,
arrebata prêmios em muitos
festivais internacionais.
Retomadas no princípio dos anos
90, as refilmagens ganham força
no fim da década. Dois trabalhos
de Alfred Hitchcock voltam às
telas: Psicose, de Gus Van Sant,
e Um Crime Perfeito, de Andrew
Davis.
As séries de TV tornam-se outro
filão, como Perdidos no Espaço,
de Stephen Hopkins, e As Loucas
Aventuras de James West, de
Barry Sonnenfeld.
Também entram em alta filmes de
terror para adolescentes:
Pânico, de Wes Craven, Prova
Final, de Robert Rodriguez, e Eu
Ainda Sei o que Vocês Fizeram no
Verão Passado, de Danny Cannon.
1999– Cercado por uma grandiosa
campanha de marketing, Star
Wars: Epsódio I – A Ameça
Fantasma, de George Lucas, ocupa
a condição de o mais aguardado
filme do ano. Repleto dos mais
modernos efeitos especiais, é o
primeiro de uma trilogia
concebida para contar a história
anterior a Guerra nas Estrelas,
cujos três primeiros episódios
foram lançados nos anos 80.
Sucesso de bilheteria, Matrix,
de Larry e Andy Wachowski, é uma
fita de ação no mundo da
informática, repleta de efeitos
especiais ao estilo dos
videogames. Pela primeira vez os
Estúdios Disney contam a
história do rei das selvas em
Tarzan, de Kevin Lima. A fita
tem um efeito de profundidade
(tela profunda) jamais visto num
desenho animado. |
 |
|
|
|