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CINEMA NOVO

Movimento do cinema brasileiro iniciado no começo da década de 60 que ressalta a importância do autor e rejeita o predomínio do produtor e da indústria na realização de um filme. Com o lema "Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", jovens cineastas propõem a elaboração de obras voltadas à realidade brasileira e defendem uma linguagem mais adequada à situação social do país. De baixo custo, boa parte desses trabalhos se caracteriza por imagens com pouco movimento, falas geralmente longas e cenários simples. Muitos são rodados em preto-e-branco. 

O cinema novo é a versão brasileira de estéticas cinematográficas nascidas após a II Guerra Mundial, como o neo-realismo italiano e a nouvelle vague francesa, que contestam as grandes produções da época, o artificialismo, e se recusam a ser apenas diversão. Primeira experiência importante no cinema do terceiro mundo, pretende promover a discussão política com filmes que enfocam problemas sociais. 

No início, a temática centraliza-se no trabalhador rural e na miséria nordestina, como em Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos (1928-), marco inicial do movimento; em Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha (1938-1981), principal nome do cinema novo; e em Os Fuzis, de Ruy Guerra (1931-). Posteriormente, predominam temas urbanos relacionados à classe média, como em A Grande Cidade (1965), de Cacá Diegues (1940-). Após o golpe militar de 1964, os filmes utilizam metáforas para tentar driblar a censura. É o caso de Terra em Transe (1966), de Glauber Rocha, e de Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988). O movimento começa a perder força no final dos anos 60, quando surge o cinema marginal ou underground.

 


 
 
 
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