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Movimento da música popular
brasileira que surge no final
dos anos 50, com João Gilberto,
Tom Jobim, Vinicius de Moraes e
jovens cantores e compositores
de classe média da Zona Sul
carioca. Caracteriza-se por
maior integração entre melodia,
harmonia e ritmo, pelas letras
mais elaboradas e ligadas ao
cotidiano, pela valorização da
pausa e do silêncio e pela
maneira de cantar mais despojada
e intimista que o estilo que
vigorava até então. Inicia-se
com o lançamento, em 1958, do LP
Canção do Amor Demais, gravado
por Elizeth Cardoso (1920-1990),
com músicas de Tom Jobim e
letras de Vinicius de Moraes. O
acompanhamento de duas faixas
–Chega de Saudade e Outra Vez –
é feito pelo violão de João
Gilberto que introduz uma nova
batida, identificada mais tarde
com a bossa nova.
No começo da década de 50, o
jazz influencia cantores
brasileiros como Dick Farney
(1921-1987), Lúcio Alves
(1927-1993) e Johnny Alf
(1929-), os precursores da bossa
nova. Eles são acompanhados por
jovens da Zona Sul do Rio de
Janeiro, como Carlos Lyra
(1933-), Roberto Menescal
(1937-), Nara Leão (1942-1989) e
Ronaldo Bôscoli (1929-1994), que
passam a se reunir para tocar
violão e cantar músicas próprias
e de outros compositores.
Inspiradas pela linguagem
informal e pela temática
cotidiana do samba, as letras
simples e coloquiais da bossa
nova freqüentemente retratam o
universo desses jovens, como em
Corcovado e Garota de Ipanema.
Um show no Rio de Janeiro, em
1958, inaugura as apresentações
públicas da bossa nova. A
expressão, que já era usada para
denominar o novo estilo, surge
em Desafinado, gravada por João
Gilberto. Em 1962, o Festival de
Bossa Nova realizado no Carnegie
Hall, em Nova York, Estados
Unidos, dá projeção
internacional ao movimento. A
partir de 1963, alguns de seus
iniciadores, como Nara Leão e
Carlos Lyra, abandonam a
temática original e voltam-se
para as raízes do samba de morro
e para a música nordestina. |
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