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Chorinho
Gênero da música popular
brasileira que surge no final do
século XIX, no Rio de Janeiro.
Inicialmente não é considerado
estilo musical, mas uma forma
abrasileirada com que músicos da
época tocam ritmos estrangeiros
como polca, tango e valsa. Eles
utilizam, entre outros
instrumentos, violão, flauta,
cavaquinho, bandolim e
clarineta, que dão à música um
aspecto sentimental, melancólico
e choroso. O termo choro passa,
então, a denominar o estilo.
Influenciado por ritmos
africanos, como o batuque e o
lundu, sua principal
característica é a improvisação
instrumental, especialmente com
violão e cavaquinho. A função de
cada instrumento na música varia
de acordo com o virtuosismo dos
componentes do conjunto, que
podem assumir o papel de solo,
contraponto ou as duas coisas
alternadamente.
A partir de 1880, com a
proliferação dos conjuntos de
pau e corda, formados por dois
violões de cordas de aço, flauta
e cavaquinho, o estilo
populariza-se nos salões de
dança e nas festas da periferia
carioca. Um dos primeiros
chorões – nome dado aos
integrantes desses conjuntos – é
o flautista Joaquim Antônio da
Silva Calado (1848-1880).
Ernesto Nazareth e Chiquinha
Gonzaga criam as primeiras
composições que firmam o choro
como gênero musical com
características próprias.
Chorinho – No início do século
XX, o choro deixa de ser apenas
instrumental e passa a ser
cantado. Aproxima-se do maxixe e
do samba e adquire um ritmo mais
rápido, agitado e alegre, além
de maior capacidade de
improvisação. Surge o chorinho
ou samba-choro, também conhecido
como terno, por causa da
delicadeza e da sutileza de sua
melodia.
A partir da década de 30,
impulsionado pelo rádio e pelo
investimento das gravadoras de
disco, o choro torna-se sucesso
nacional. Uma nova geração de
chorões organiza-se em conjuntos
chamados regionais e introduz a
percussão nas composições. Nos
anos seguintes surgem vários
músicos, como Canhoto (1908-) e
seu regional, que tinha como
integrante Altamiro Carrilho
(1924-); conjunto Época de Ouro;
Luperce Miranda (1904-1977);
Zequinha de Abreu (1880-1935),
autor de Tico-Tico no Fubá; Jacó
do Bandolim (1918-1969); e
Nelson Cavaquinho (1910-).
O principal nome do período é
Pixinguinha, autor de mais de
uma centena de choros e um dos
mais importantes compositores da
música popular brasileira. Em
1928 cria Carinhoso, que recebe
letra de João de Barro (1907-),
o Braguinha, em 1937. Também se
destaca Valdir Azevedo
(1923-1980), autor de
Brasileirinho (1947), o maior
sucesso da história do gênero,
gravado por Carmen Miranda
(1909-1955) e, mais tarde, por
músicos de todo o mundo.
O choro também aparece na música
erudita. Um exemplo é a série
Choros, do maestro Heitor
Villa-Lobos. Na década de 50
começa a perder sua popularidade
em razão do surgimento das
grandes orquestras, inspiradas
nas jazz bands norte-americanas.
Mas mantém-se presente na
produção de vários artistas da
MPB, como Paulinho da Viola
(1942-), Guinga (1950-) e Arthur
Moreira Lima (1940-). É
redescoberto na década de 70,
quando são criados os Clubes do
Choro, que revelam novos
conjuntos de todo o país, e os
festivais nacionais. Em meados
dos anos 90 é fortalecido por
grupos que se dedicam a sua
modernização e divulgação, por
meio do lançamento de CDs e da
publicação de uma revista
especializada, a Rda de Choro. |
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