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Gênero musical derivado do
rhythm and blues e do pós-bop
jazz moderno, de batida mais
vigorosa e dançante, cujo apogeu
se dá na década de 70. Utiliza
modernas harmonias e
concentra-se no suingue e nos
elementos da soul music. Sua
vocação de música para dançar
está no próprio nome. No inglês
coloquial, funk significa forte
odor, particularmente sexual,
que pode ser associado ao suor
de quem dança com entusiasmo.
Instrumentos como contrabaixo,
metais e bateria destacam-se nos
arranjos. As letras trocam o tom
romântico do blues e do rhythm
and blues por um estilo mais
agressivo e socialmente
engajado. Faz parte do conjunto
de gêneros musicais rotulados
como música negra (black music),
com o jazz e o blues.
O funk firma-se nos Estados
Unidos (EUA) nos anos 60, com o
apoio da gravadora Motown, que
lança os principais nomes da
música negra americana, como
Steve Wonder, Marvin Gaye,
Smokey Robinson, Supremes,
Temptations, Four Tops, Junior
Walker e Marvelletes. James
Brown é considerado o pai da
funk music ao lançar, no início
dos anos 60, o sucesso Make it
Funky. Contemporâneo de James
Brown, Little Richard é outro
nome importante do gênero.
No começo dos anos 70, o uso de
sintetizadores e grupos como
Chic e Earth Wind & Fire dão
nova força ao funk e
possibilitam o aparecimento da
disco music no decorrer da
década. Fortemente baseada no
funk, ela surge entre os negros
e gays, com elementos de black
pop, e vira moda nas
danceterias. Alguns dos
principais nomes da disco music
são Donna Summer, Village People,
Ritchie Family, Andrea True
Connection, Georgio Moroder e
Bee Gees. Fundadores do funk,
como James Brown, voltam-se
contra o estilo. Em 1979, ele
lança It’s Too Funky in Here
(Isto Está Funky Demais), como
sinal de reprovação. George
Clinton e sua Parliament
Funkadelic recriam o funk em
suas bases de rhythm and blues
mais originais, brutas e
enérgicas, apontando, assim,
novos caminhos. A partir de
então, o gênero adquire um
sentido mais amplo – como dança
pop negra ou até mesmo
jazz-funky. Em 1982, o funk
Thriller, de Michael Jackson,
vende 40 milhões de cópias, um
recorde na história da música.
No começo dos anos 80, o funk
assume formas e versões musicais
diferentes: uma se aproxima das
guitarras e do estilo heavy
metal, especialmente no trabalho
do grupo Red Hot Chilli Peppers
(inspirado em George Clinton);
outra se soma ao recém-criado
gênero pop chamado rap, como o
do grupo Run-DMC. O funk
inaugura um estilo de vida: o
jeito de se vestir, de andar, de
dançar e uma forma solta de
tocar música.
Funk no Brasil – Populariza-se
nos subúrbios do Rio de Janeiro,
principalmente nos anos 80, mas
só no final da década chama a
atenção do mercado fonográfico e
das emissoras de rádio. É um dos
gêneros musicais mais tocados no
Rio e torna-se parte da cultura
pop carioca. Um exemplo são os
bailes funk de fins de semana,
que reúnem milhares de pessoas
em galpões da periferia da
cidade. Os cariocas introduzem
duas variações do funk: o funk
melody, com batida mais rápida e
semelhante ao rap; e o charme,
um funk pós-disco, mais
sofisticado e maduro que a
"estética do barulho" presente
no hip hop (rap). Destacam-se na
música funk brasileira os
cariocas Tim Maia (1942-1998),
Gerson King Combo, Hildo,
Cassiano, Toni Tornado, Ed
Motta, Fernanda Abreu, Sandra de
Sá, Claudio Zolli e,
recentemente, Pedro Luís e A
Parede. Em São Paulo, os grupos
Funk Como Le Gusta e Zomba, da
cantora Paula Lima, e o cantor e
compositor Skowa. Em Minas
Gerais o destaque é o grupo pop
Jota Quest e o recém-lançado
Wilsom Sider. |
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