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Movimento musical surgido no
Brasil nos anos 60. É uma
variação suave do rock, batizada
no país de iê-iê-iê, com letras
românticas e descontraídas,
dirigidas ao público
adolescente. A expressão começa
a ser usada com a estréia do
programa de auditório dominical
Jovem Guarda, na TV Record, em
1965. Comandado por Roberto
Carlos, Erasmo Carlos (1941-) e
Wanderléa (1946-), apresenta ao
público os principais artistas
ligados ao movimento. O nome,
segundo integrantes do grupo,
surge em oposição à
velha-guarda, termo usado para
referir-se aos cantores que
precederam a chegada do rock ao
Brasil. O programa torna-se
popular e impulsiona o
lançamento de grifes de roupas e
acessórios, como a Calhambeque,
título de um dos grandes
sucessos da jovem guarda. Os
precursores do gênero são
cantores e compositores que,
influenciados pelo rock
norte-americano dos anos 50,
tentam reproduzir o ritmo com
letras em português ou cantando
no original. Destacam-se Ronnie
Cord (1943-), consagrado com Rua
Augusta, e Celly Campelo
(1942-), com Estúpido Cupido.
Outros expoentes da jovem guarda
são Jerry Adriani (1947-),
Wanderley Cardoso (1945-),
Martinha (1948-), Ronnie Von
(1944-), Silvinha (1951-),
Eduardo Araújo (1942-) e as
bandas Renato e Seus Blue Caps,
The Fevers e Os Incríveis. Entre
os principais sucessos estão
Festa de Arromba, Prova de Fogo,
Garota Papo Firme, Parei na
Contramão e É Proibido Fumar.
Criticado por fazer músicas
alienadas, desligadas da
realidade social e política do
país, o movimento perde
popularidade no início da década
de 70 com o avanço do rock
pesado. Nos anos 90, regravações
da jovem guarda por grupos de
rock fazem sucesso entre os
adolescentes. |
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