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Gênero musical em que o
compositor cria as obras com
sons juntados ao acaso e fornece
ao intérprete apenas uma
orientação básica. Nas
partituras há, por exemplo,
indicações de notas musicais ou
blocos de notas, ruídos
variados, efeitos de
instrumentos, sons vocais e até
regras para combinar
programações de rádio. Essas
marcações também podem ser
vagas, como "tocar no ritmo do
átomo ou do Universo". Para
apontar todos esses elementos,
as partituras empregam notações
especiais. Em uma delas vê-se um
canhão dando tiros para todos os
lados. Em outra estão
relacionadas algumas notas e
desenhado um labirinto por onde
o intérprete deve caminhar. O
resultado, imprevisível, varia a
cada execução. Embora possa ser
gravada, em geral destina-se a
apresentações ao vivo. A música
aleatória, baseada na liberdade
para improvisar, surge na década
de 50 nos Estados Unidos (EUA) e
na Europa como reação ao rigor
do serialismo e à autoridade do
compositor sobre o intérprete.
Seu líder é o norte-americano
John Cage (1912-1992), que
defende a liberdade total de
criação e de execução musical.
Ao compor esse tipo de música,
Cage baseia-se muitas vezes no
oráculo chinês I Ching, em que
moedas ou varetas jogadas ao
acaso conduzem a hexagramas que
contêm respostas para a questão
formulada. A cada hexagrama Cage
associa sons e silêncios. Ao
compor, joga as moedas e chega
aos "hexagramas sonoros", que,
combinados, resultam na obra. Em
Paisagem Imaginária, ele
radicaliza e deixa para o
intérprete o jogo que levará aos
hexagramas. |
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