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JEAN PIAGET
Fonte: Wikipedia.org
Jean
Piaget nasceu em Neuchâtel e morreu em
Genebra, na Suíça, com 83 anos. Foi biólogo e
psicólogo com enorme produção na área de
Educação, professor de Psicologia na
Universidade de Genebra de 1929 a 1954,
conhecido principalmente por organizar o
desenvolvimento cognitivo em uma série de
estágios. Desenvolveu trabalhos no Laboratório
de Alfred Binet, em Paris, investigando o
desenvolvimento intelectual da criança a
partir de testes elaborados por ele. É este
traballho que o motivou a desenvolver as suas
pesquisas na área da Psicologia do
Desenvolvimento.
Com 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de Psicologia: A
Linguagem e o Pensamento na Criança. Em
1925, ocupou o cargo de professor de Filosofia
em sua cidade natal. Na década de 50, fundou,
congregando investigadores de vários ramos do
saber, o Centro Internacional de Epistemologia
Genética da Faculdade de Ciências da
Universidade de Genebra, de onde saíram
importantes obras de Psicologia Cognitiva.
Lecionou a disciplina de Psicologia da
Criança, a partir de 1952, na Sorbonne, Paris.
Durante esse período, cerca de onze anos,
desenvolveu trabalhos sobre a inteligência com
o grupo de investigadores da Escola de Binet e
Simon, autores do primeiro teste de
inteligência para crianças.
Piaget escreveu mais de 100 livros e artigos, alguns dos quais
contaram com a colaboração de Barbel Inhelder.
Entre eles, destacam-se: Seis Estudos de
Psicologia; A construção do Real na
Criança; A Epistemologia Genética;
O Desenvolvimento da Noção de Tempo na
Criança; Da Lógica da Criança à Lógica
do Adolescente; A Equilibração das Estruturas
Cognitivas.
Teoria de
Piaget
A construção do conhecimento ocorre quando
acontecem ações físicas ou mentais sobre
objetos que, provocando o desequilíbrio,
resultam em assimilação ou acomodação e
assimilação dessas ações e, assim, em
construção de esquemas ou conhecimento. Isto
é, uma vez que a criança não consegue
assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma
acomodação e, após isso, uma assimilação.
Desta forma, o equilíbrio é, então, alcançado.
A forma de raciocinar e de aprender da criança passa por estágios.
Por volta dos dois anos, ela evolui do estágio
sensório-motor - em que a ação envolve os
órgãos sensoriais e os reflexos neurológicos
básicos, e o pensamento se dá somente sobre as
coisas presentes na ação que desenvolve - para
o pré-operatório. Uma nova progressão ocorre
por volta dos sete anos, quando ela passa para
o estágio operacional-concreto e consegue
refletir sobre o inverso das coisas e dos
fenômenos e, para concluir um raciocínio, leva
em consideração as relações entre os objetos.
Por fim, por volta da adolescência, chega ao
estágio operacional-formal, em que pensa em
coisas completamente abstratas, sem necessitar
da relação direta com o concreto.
Aplicação do
método piagetiano
De certa forma, Piaget cria uma nova
Psicologia, cria um método que influencia na
Educação. Já naquela época, ele considerava
que para o conhecimento do indivíduo evoluir é
necessário o estímulo, a participação, o
respeito mútuo no lugar do professor como
único detentor do conhecimento e responsável
pela sua transmissão. "Essa linha de trabalho
coloca Piaget no mesmo patamar de Freud no que
diz respeito à importância de seu trabalho na
Psicologia. Aquilo que Freud realizou no campo
das emoções, Piaget fez no universo do
conhecimento", afirma o professor da Faculdade
de Educação da UFRGS (Universidade Federal do
Rio Grande do Sul), Fernando Becker. .
Apesar da teoria do conhecimento construída por Jean Piaget não ter
intenção pedagógica, ofereceu aos educadores
importantes princípios para orientar sua
prática. Para especialistas, estas
informações, quando bem utilizadas, ajudam o
professor em sala de aula. "O que permanece de
Piaget é a mensagem aos professores de que os
conteúdos devem ser apresentados aos alunos de
acordo com suas capacidades", conclui Becker.
Psicólogo
revolucionou a Educação
Há tempos que Psicologia e Educação andam
juntas. Afinal, para compreender os processos
de ensino e aprendizagem no indivíduo é
necessário acompanhar o meio em que está
inserido e as influências que ele exerce.
Estes são antigos paradigmas que, até a
chegada de Piaget, serviam como referência
para entender os mecanismos da Educação. Mas,
por que até Piaget? Pelo simples fato de que,
no início do século XX, com uma teoria até
então revolucionária, ele identificou que a
constituição do conhecimento do sujeito não
dependia apenas da ação do meio ou de sua
herança genética, mas também de sua própria
ação.
Em outras palavras, a teoria de Piaget mostra que o sujeito inativo
e submisso não é "ator" e, neste caso, a
estimulação de um professor por si só, por
exemplo, não produz nada. Além disso, mostrou
que a herança genética tampouco é
transformadora sem a ação do próprio indivíduo
em questão. Embora possa parecer grego, são
idéias do suíço que, há muito tempo, pregava
a, hoje, difusa idéia de que o indivíduo deve
atuar como sujeito de seu conhecimento.
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