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Como combinamos geneticamente nossos grupos sanguíneos?
O Sistema ABO.
A tabela abaixo, nos ajuda a entender
como combinamos geneticamente nossos grupos sanguíneos.
Através dela você determina como podem ser os grupos
sanguíneos dos filhos a partir dos grupos dos pais.
Lembre-se: quando nos referimos ao grupo sanguíneo de
uma pessoa, estamos nos referindo ao seu Fenótipo. Para
cada fenótipo pode existir mais de um Genótipo. Veja no
quadro abaixo os genótipos correspondentes para cada
fenótipo.
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FENÓTIPO (GRUPO) |
GENÓTIPO
|
|
A |
AO e AA |
|
O |
OO |
|
B |
BO e BB |
|
AB |
AB |
Se você é do grupo A, você deve possuir
um dos dois genótipos: AA e AO
Se você é do grupo O seu genótipo é OO
Para utilizar a tabela abaixo,
primeiramente determine os genótipos possíveis dos pais.
Exemplo 1: O pai é do grupo A e a mãe é do grupo
AB. Determinando os genótipos:
Pai = fenótipo = A, genótipos possíveis=
AA e AO
Mãe= fenótipo= AB, genótipos possíveis= AB
Para pesquisar na tabela abaixo, localize
na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais,
no nosso exemplo localize os genótipos AA e AO, do Pai.
Na primeira coluna à esquerda, localize o genótipo da
mãe: AB. O cruzamento das linhas a partir dos genótipos
nos dá:
Para o Pai com genótipo AA, filhos AA e
AB
Para o Pai com genótipo A0, filhos AB, AA, BO e AO
Exemplo 2:
O pai é do grupo 0 e a mãe é do grupo O. Determinando os
genótipos:
Pai = fenótipo = O, genótipos possíveis=
OO
Mãe= fenótipo= O, genótipos possíveis= OO
Para pesquisar na tabela abaixo, localize
na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais,
no nosso exemplo localize os genótipos OO, do Pai. Na
primeira coluna à esquerda, localize o genótipo da mãe:
OO. O cruzamento das linhas a partir dos genótipos nos
dá:
Para Pai e Mãe com genótipos OO, filhos
OO.
O sistema Rh
Para o sistema Rh, temos os seguintes
genótipos possíveis para os fenótipos correspondentes:
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FENÓTIPO (Rh) |
GENÓTIPO
|
|
Rh + |
RhRh e Rhrh |
|
Rh - |
rhrh |
Veja na tabela abaixo como se dá a herança a partir dos
genótipos conhecidos:
Se você é Rh +, você deve possuir um dos
dois genótipos: RhRh ou Rhrh
Se você é Rh - seu genótipo é rhrh
Para utilizar a tabela abaixo,
primeiramente determine os genótipos possíveis dos pais.
Exemplo 1: O pai é Rh + e a mãe é Rh +.
Determinando os genótipos:
Pai = fenótipo = Rh +, genótipos
possíveis= RhRh ou Rhrh
Mãe= fenótipo= Rh +, genótipos possíveis= RhRh ou Rhrh
Para pesquisar na tabela abaixo, localize
na linha superior da tabela os genótipos de um dos pais,
no nosso exemplo localize os genótipos RhRh e Rhrh, do
Pai. Na primeira coluna à esquerda, localize os genótipo
da mãe: RhRh e Rhrh . O cruzamento das linhas a partir
dos genótipos nos dá:
Para o Pai com genótipo RhRh, e mãe RhRh,
filhos RhRh
Para o Pai com genótipo RhRh, e mãe Rhrh, filhos RhRh e
Rhrh
Para o Pai com genótipo Rhrh, e mãe Rhrh, filhos RhRh e
Rhrh e rhrh
(invertendo os genótipos dos pais, obteremos o mesmo
resultado)
COMPATIBILIDADE ENTRE OS TIPOS SANGUINEOS
Quem pode doar para quem? Como os tipos
sanguíneos se combinam entre si?
O Sistema ABO.
Para entendemos como os grupos sangüíneos
podem ser combinados entre si, precisamos entender
alguns conceitos. A compatibilidade entre os vários
tipos de sangue humano tem a ver com antígeno e
Anticorpos. Aqui nos referimos a Antígenos
Eritrocitários, ou seja, Antígenos existentes (ou não)
nas nossas hemácias.
São estes Antígenos que diferenciam os
grupos sangüíneos entre si. Veja como:
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GRUPO SANGUINEO
|
ANTíGENO do sistema ABO |
|
A |
A |
|
B |
B |
|
AB |
A e B |
|
O |
(nenhum). |
Preste bem atenção. Antígeno é algo que
temos nas nossas hemácias ao nascermos, faz parte de sua
estrutura molecular, é determinado geneticamente pela
herança de nossos pais.
Observe que se você é do grupo O você não
tem nenhum Antígeno (do sistema ABO) em suas hemácias.
Indivíduos são do grupo A porque tem o Antígeno A em
suas hemácias, Os do grupo B tem o antígeno B, os do
grupo AB tem antígeno A e B.
Antígenos tem a propriedade de gerar
Anticorpos quando introduzidos em organismo que não o
contenha. Por exemplo, indivíduos do grupo A, que tem em
suas hemácias o antígeno A, não podem ter em seu plasma
o anticorpo Anti A. O mesmo ocorre com o indivíduo do
grupo B, em relação ao antígeno B. Se um indivíduo
tivesse em seu plasma um anticorpo oposto ao seu
antígeno correspondente todas as suas hemácias seriam
destruídas por ele.
Um conceito muito importante é que não
existe anticorpo anti O, uma vez que não existe antígeno
O.
Durante a infância sempre adquirimos
naturalmente os anticorpos referentes aos grupos
sangüíneos opostos, ou seja: Se você é do grupo O, em
seu plasma existe anticorpos Anti-A e Anti-B, adquiridos
naturalmente durante a infância.
Veja na tabela abaixo:
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GRUPO SANGUINEO |
ANTíGENO |
ANTICORPO |
|
A |
A |
Anti-B |
|
B |
B |
Anti-A |
|
AB |
A e B |
(nenhum) |
|
O |
(nenhum) |
Anti-A e Anti-B |
Fica fácil de entender agora como os
diversos tipos de sangue podem ser combinados entre si.
Se você é do grupo AB, então você não tem nenhum dos
anticorpos em seu plasma, daí você poderá tomar sangue
de todos os grupos: A, B, AB e O (receptor universal).
Se você é do grupo A você tem anti-B em
seu plasma, daí não poder tomar sangue do grupo B ou AB.
Pode tomar dos grupos A e O. Como não existe "anti-O" as
hemácias do grupo O podem teoricamente ser transfundidas
em pessoas de todos os outros grupos (doador universal).
E o Rh?
Bem, existe também o sistema Rh e ele
determina a presença de um Antígeno (também em suas
hemácias), denominado Antígeno D. Indivíduos que o tem
são Rh POSITIVOS e indivíduos que não o tem são Rh
NEGATIVOS. Veja a tabela.
|
Fator Rh |
Antígeno do sistema Rh |
|
POSITIVO |
Antígeno D |
|
NEGATIVO |
(nenhum) |
Não existem Anticorpos Anti-D adquiridos
naturalmente e, portanto ninguém tem Anti-D em seu
plasma a não ser que tenha sido inoculado de alguma
forma com sangue Rh POS., (pode ocorrer inoculação
durante o parto ou aborto, transfusão incompatível ou
compartilhamento de seringas em drogados).
Daí o conceito simples de que em relação
ao Rh, indivíduos Rh POS podem tomar sangue Rh POS e NEG,
enquanto indivíduos Rh NEG só podem tomar sangue Rh NEG.,
(na verdade poderiam tomar uma primeira transfusão Rh
POS, mais seriam sensibilizados e desenvolveriam Anti-D
e uma segunda transfusão poderia matá-los).
Eis abaixo um diagrama que ajuda a
compreender a relação entre os sangues. Visualize
primeiro sangues do mesmo Rh. Lembre-se: Rh positivo
pode receber sangue Rh negativo. O oposto não é
possível.
A HEMATOPOESE - A FORMAÇÃO DO SANGUE.
"Um processo que se inicia no embrião, em
torno do segundo mês, e se prolonga por toda a vida."
É da parede do útero materno que o
embrião retira os alimentos que necessita, nos primeiros
dias de vida. Em torno da terceira/quarta semana, porém,
seu sistema de alimentação sofre uma modificação
radical. O pequeno ser em formação passa a alimentar-se
através do sangue da mãe. E, para que os alimentos
possam ser distribuídos adequadamente pelo organismo
embrionário, é indispensável um eficiente sistema
transportador de elementos nutritivos.
Ao completar um mês, o embrião já possue
um sistema igual ao do adulto. Os vasos sangüíneos
percorrem o pequeno corpo, numa rede extensa e
intrincada que leva o sangue para todas as partes do
organismo. E, ao fim do primeiro mês, já existe um
coração rudimentar, que bombeia sangue para o corpo em
formação.
Durante toda a vida uterina, o feto sofre
as transformações necessárias para adaptar o aparelho
circulatório à futura existência fora do útero. Mas,
desde o início de segundo mês, o sangue já está
presente, com seus glóbulos vermelhos (hemácias),
glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.
Nas três primeiras semanas de gestação, o
embrião humano apresenta-se ao lado de uma espécie de
bolsa de grandes dimensões, o chamado saco vitelino. Nos
vertebrados ovíparos esta bolsa funciona como um
reservatório de material nutritivo. No embrião humano, o
saco vitelino não tem função de reservatório alimentar,
mas possui também um papel valioso.
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É nele que se inicia a formação
dos vasos sangüíneos e dos glóbulos vermelhos do
embrião. Por volta de três semanas de gestação,
podem ser observadas na parede externa do saco
vitelino pequenas massas celulares. Pouco a
pouco, as células que formam esses aglomerados
sofrem uma transformação e originam pequenas
ilhotas sangüíneas, as chamadas ilhotas de Wolff. |
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As células que delimitam o
contorno das ilhotas vão originar as paredes dos
primeiros vasos sangüíneos. Gradualmente, o
interior dessas ilhotas vai ficando vazio e as
células mais internas transformam-se em glóbulos
vermelhos primitivos (megaloblastos). Assim,
vasos sangüíneos e glóbulos vermelhos se
originam a partir da mesma estrutura inicial,
situada fora do organismo do embrião. São,
portanto, de origem extra-embrionária. |
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Formados os primeiros vasos
sangüíneos, o processo se desencadeia e a
produção de células do sangue continua,
ininterruptamente, pelo resto da vida. Daí por
diante, quem se encarrega de fabricar novos
glóbulos vermelhos para o transporte da nutrição
do organismo embrionário são as células que
existem no interior dos vasos recém formados
(células reticulares). |
Pouco a pouco, o saco vitelino deixa de
ter qualquer função para a vida embrionária e começa a
evoluir. A partir daí, as células do sangue passam a ser
produzidas no interior do próprio organismo.
O organismo do embrião possui três
camadas fundamentais de tecidos. A mais exterior
denomina-se ectoderma e a mais interna, endoderma; a do
meio é o mesoderma. É nesta camada média que são
produzidos novos vasos e glóbulos sangüíneos. No início,
o mesoderma é constituído apenas por uma massa
gelatinosa de protoplasma, com núcleos dispersos. Não
existem limites evidentes entre as células, que se
comunicam livremente, caracterizando, assim, o chamado
sincício.
Pouco a pouco, o sincício mesodérmico dá
origem à rede de delgados vasos capilares, forrados de
endotélio; o protoplasma original se liquefaz e se
transforma no plasma, que é a parte líquida do sangue.
Em alguns pontos do endotélio, suas células proliferam e
se diferenciam, dando origem a glóbulos vermelhos. Assim
aparecem no interior dos capilares massas de células
portadoras de hemoglobina (pigmento vermelho
transportador de oxigênio), que preenchem e distendem o
espaço interno desses vasos recém-formados.
Quando estas células se tornam livres,
passam a circular pela corrente sanguínea, caminhando
pelo plasma que acabou de se formar. Finalmente, as
células perdem os núcleos e transforma-se em glóbulos
vermelhos, que normalmente não têm núcleo: são células
anucleadas.
Esse processo de formação do sangue que
ocorre no mesoderma é, ao que parece o único exemplo de
fabricação de hemáceas no interior de vasos. Durante o
resto da vida fetal, os glóbulos vermelhos serão
fabricados fora dos vasos.
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Após o terceiro mês de vida
fetal, a formação do sangue se processa, em
particular no fígado e também no baço; é a
chamada fase hepática da hematopoese (fabricação
de sangue) fetal. Entre os vasos sanguíneos e as
células que compõem esses órgãos, localiza-se o
mesêquima, tecido derivado do mesoderma. É a
partir daí que se formam os glóbulos vermelhos
do feto.
Um pouco mais tarde,
aproximadamente na metade do período de vida
fetal, a medula óssea começa a desempenhar o
papel de estrutura produtora de sangue. Tem
início a fase mielóide (de myelos, medula) de
produção do sangue, que, em regra, continua
durante toda a vida extra-uterina.
Em casos especiais em que o
organismo exige maior quantidade de sangue, o
fígado e o baço podem retomar a atividade de
formadores de sangue. O mesmo pode ocorrer no
caso de destruição extensa da medula óssea, por
irradiação intensa, tumores ou depressão por
drogas tóxicas. |
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