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Matrix e a Novela brasileira
Por Alesson Vinícius

    Até quando os brasileiros permanecerão alienados pelas telenovelas geradas, principalmente pela Rede Globo (o grande demônio de Descartes)?
   Esse vicío só vem a prejudicar os que perdem o seu escasso tempo do dia para assistir tais objetos de alienação. A novela transmite para o cidadão (telespectador) três fases: o inicio que é o máximo, todos felizes e sorridentes; o meio, onde surge as turbulências cotidianas, mortes e tudo mais; e o fim, onde de uma maneira hipócrita, as pessoas que são do “bem” terminam felizes e as pessoas que são do “mau” morrem ou são presos, como se na vida real fosse assim.
   Não querendo generalizar, (pois para que todo postulado seja aceito tem que haver uma exceção) mas o telespectador “inicia” uma novela e a “termina” com o mesmo nível intelectual e/ou de conhecimento.
  
A novela é a visão mais hipócrita de ficção, pois uma ficção tem que exibir algo que faça com que o telespectador possa deliberar acerca daquilo visto, a ficção cria suposições que possam ocorrer ou até mesmo que ocorrem em nossas vidas e a gente não tenha conhecimento. Podemos tomar como exemplo, a obra-prima dos irmãos Wachowsky, Matrix, que em uma trilogia, revolucionou não só a estrutura dos cinemas, mas a dos filósofos e a dos religiosos, pois no filme mostra que este mundo em que vivemos possa ser uma ilusão gerada por computadores ou grandes máquinas que retiram a nossa bioenergia e criam através de estímulos do nosso cérebro a nossa “realidade”.
    Essa obra interessou principalmente aos filósofos, pois a mesma faz uma alusão a “alegoria da caverna” de Platão, onde as pessoas ficavam presas ao mesmo lugar desde a infância e onde tudo que conseguiam ver eram sombras das pessoas e objetos que estavam lá fora, em síntese a obra mostra que as pessoas preferem ficar amarradas a caverna(onde o mundo é maravilhoso) do que encontrar a cruel, mas verdadeira realidade que está lá fora(parafraseando “Arquivo X”), ou seja, as pessoas gostam do simulacro, a imagem ao objeto. Um outro exemplo disso é o reality-show da Rede Globo que colocam em um ambiente, onde ali criam uma realidade “maquiada”, bonita, onde as pessoas vêem e se interessam, ficando horas frente a uma televisão se emocionando, gritando, blasfemando em torno de um simulacro, por uma imagem “arrumada” do objeto.
   Enfim Matrix e as novelas brasileiras são totalmente antagônicas, pois o filme quer ajudar a todos nós a compreendermos de modo simples a razão de nossa existência e obliterar a falsa realidade. Enquanto as novelas passam um mundo totalmente irreal onde a maioria dos personagens são ricos e brancos, logo posso e/ou podemos considerar a novela como uma justificativa para crê na obra-prima dos irmãos Wachowsky, chamada Matrix.
   Eu abomino os norte-americanos, mas devo admitir que em matéria de ficção eles são os melhores. Resta a você que leu estas centenas de palavras escritas por mim, decidir se prefere tomar a pílula azul( a novela(imagem)) ou a pílula vermelha( os fatos em si(objeto). A escolha é sua!

 
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