|
480
a.C.
– O
sábio
grego
Leucipo
afirma,
pela
primeira
vez,
que
todas
as
substâncias
são
feitas
de
partículas
microscópicas,
chamadas
átomos.
Átomo,
em
grego,
significa
o
que
não
pode
ser
dividido.
Eles
seriam
então
os
menores
"pedaços"
de
qualquer
substância.
Demócrito
(460
a.C.-370
a.C.),
discípulo
de
Leucipo,
difunde
o
conceito,
mas
a
maioria
dos
filósofos
gregos,
à
época,
rejeita
a
idéia.
260
a.C.
– O
grego
Arquimedes
(287a.C.?-212
a.C.)
faz
algumas
das
grandes
descobertas
de
sua
época.
Já
se
sabia
que
as
alavancas
mais
compridas
levantam
pesos
maiores,
mas
é
ele
que
ensina
a
fazer
o
cálculo
exato.
Mostra
que,
dobrando
o
comprimento,
se
levanta
um
peso
duas
vezes
maior.
Triplicando-o,
triplica-se
o
peso,
e
assim
por
diante.
Ele
descobre
também
que
os
corpos
flutuam
porque
"empurram"
um
pouco
de
líquido
para
os
lados.
O
líquido,
então,
tende
a
voltar
para
onde
estava,
empurrando
o
corpo
para
o
alto.
TRUQUE
DOS
ESPELHOS
–
Diz
a
lenda
que
Arquimedes
teria
queimado
navios
inimigos
que
tentavam
ocupar
sua
cidade,
Siracusa,
usando
um
painel
de
espelhos
capaz
de
direcionar
a
luz
solar
para
um
mesmo
ponto.
Os
cálculos,
porém,
indicam
tratar-se
apenas
de
uma
lenda.
Espelhos
com
o
tamanho
adequado
e na
quantidade
necessária
para
queimar
a
madeira
de
um
navio
não
poderiam
ser
construídos
nem
manipulados
com
os
meios
disponíveis
naquela
época.
1025
– O
árabe
Alhazen
(965-1039),
estudioso
da
ótica,
torna-se
o
primeiro
a
propor
que
os
olhos
funcionam
como
lentes
para
captar
a
luz.
Para
ele,
as
pessoas
vêem
porque
detectam
a
luz
refletida
pelos
objetos,
tal
como
se
concebe
hoje.
Alhazen
descobre
ainda
que
as
lentes
curvas
aumentam
os
objetos.
1269
– O
francês
Pèlerin
de
Maricourt
verifica
que
os
ímãs
têm
dois
pontos
em
que
a
força
magnética
é
mais
forte.
Esses
pontos
seriam
chamados
de
pólos
magnéticos.
Maricourt
observa
que
um
desses
pólos
atrai
ímãs,
enquanto
o
outro
os
afasta.
As
anotações
do
francês
são
consideradas
os
primeiros
tratados
escritos
de
acordo
com
o
método
científico
moderno.
1589
– O
italiano
Galileu
Galilei
(1564-1642)
funda
a
física
moderna
ao
descobrir
a
lei
que
determina
a
queda
dos
corpos.
Na
época
se
pensava
que
os
objetos
mais
pesados
caíam
mais
rápido,
regra
que
havia
sido
criada
mais
de
mil
anos
antes
pelo
grego
Aristóteles.
Galileu
mostra
que
tudo
cai
com
a
mesma
velocidade,
seja
uma
pena,
seja
uma
bola
de
ferro.
A
pena
só
desce
mais
devagar
porque
o ar
reduz
sua
velocidade.
No
vácuo,
onde
não
há
resistência
do
ar,
a
pena
e a
bola
de
ferro
chegariam
juntas
ao
chão.
par
1648
– O
francês
Blaise
Pascal
(1623-1662)
estuda
a
pressão
criada
pelo
peso
da
água
e
dos
gases.
O
peso
do
ar,
por
exemplo,
diminui
com
a
altura.
Pascal
mostra
que,
no
alto
de
uma
montanha,
a
pressão
do
ar é
menor
do
que
ao
nível
do
mar.
Outro
exemplo
é a
água
dentro
de
um
balde.
A
água,
diz
o
francês,
pressiona
as
paredes
do
balde
de
dentro
para
fora,
em
todas
as
direções.
E a
direção
da
pressão
faz
um
ângulo
reto
com
as
paredes
do
balde.
Esse
é o
chamado
Princípio
de
Pascal
e é
usado
até
hoje
nos
projetos
de
prensas
hidráulicas.
1657
– O
inglês
Robert
Hooke
(1635-1701)
comprova
a
Lei
de
Galileu
de
que
todos
os
corpos
caem
com
a
mesma
velocidade.
Ele
usa
uma
bomba
de
ar
para
criar
vácuo
dentro
de
um
cilindro
de
vidro
vertical.
Depois
solta
uma
pena
e
uma
moeda
de
metal
de
certa
altura,
dentro
do
cilindro.
A
moeda
e a
pena
chegam
ao
fundo
ao
mesmo
tempo.
1662
– O
irlandês
Robert
Boyle
(1635-1701)
demonstra
que
o ar
pode
ser
comprimido.
Ele
injeta
mercúrio
líquido
em
um
tubo
lacrado,
cheio
de
ar.
Com
a
entrada
do
mercúrio,
sobra
um
espaço
menor
para
o
ar,
que
é
espremido
em
um
volume
menor.
Boyle,
em
seguida,
dobra
o
peso
do
mercúrio
injetado.
Com
isso,
o
volume
de
ar
fica
duas
vezes
menor.
Essa
relação
entre
peso
e
volume
é
conhecida
como
a
Lei
de
Boyle.
1666
– O
inglês
Isaac
Newton
(1642-1727)
descobre
que
a
luz
é
composta
de
várias
"luzes"
diferentes,
que
são
as
cores.
Ele
faz
um
raio
de
sol
passar
por
um
prisma
e
observa
que
a
luz,
ao
penetrar
no
vidro,
é
branca,
mas,
quando
sai
do
outro
lado,
divide-se
em
raios
de
várias
cores,
como
um
arco-íris.
Depois,
colocando
outro
prisma
na
frente
dos
raios
coloridos,
vê
que
eles
voltam
a
formar
um
único
feixe
branco.
1678
– O
holandês
Christiaan
Huygens
(1629-1695)
defende
a
idéia
de
que
a
luz
se
propaga
como
onda.
Mas
não
consegue
demonstrar,
na
prática,
o
que
afirma.
Abre-se,
assim,
uma
polêmica
com
Isaac
Newton,
que,
também
sem
prova
conclusiva,
defende
que
os
raios
luminosos
são
feitos
de
partículas,
ou
átomos,
de
luz.
1687
–
Isaac
Newton
(1642-1727)
publica
o
livro
Princípios
Matemáticos
da
Filosofia
Natural,
no
qual
apresenta
as
três
leis
que
se
tornam,
daí
para
a
frente,
os
mandamentos
da
física.
Na
prática,
elas
ainda
estão
em
vigor.
Só
precisam
ser
corrigidas,
segundo
os
postulados
da
Teoria
da
Relatividade,
quando
se
lida
com
velocidades
muito
elevadas,
da
ordem
de
1.000.000
km/h.
No
mesmo
livro,
Newton
afirma
que
todos
os
corpos
atraem
uns
aos
outros
pela
força
da
gravidade,
que
é
gerada
pela
massa
dos
próprios
corpos.
O
Sol
e os
planetas
se
mantêm
juntos
sob
a
ação
dessa
força,
que
Newton
ensina
a
calcular.
AS
LEIS
FUNDAMENTAIS
– As
leis
fundamentais
de
Newton
continuam
sendo
um
alicerce
indispensável
em
todos
os
ramos
da
ciência
atual.
A
primeira
diz
que
todo
corpo
sempre
tende
a
ficar
parado
ou a
manter
a
velocidade
que
já
tem.
A
segunda
define
que,
se a
velocidade
muda,
é
porque
há
uma
força
em
ação.
Essa
força
é
igual
à
massa
do
corpo
multiplicada
pela
aceleração
(que
indica
como
a
velocidade
está
crescendo
ou
decrescendo
com
o
tempo).
A
terceira
lei
afirma
que,
se
um
corpo
faz
força
sobre
outro,
como
numa
colisão,
ele
também
sofre
uma
força
igual
à
primeira,
em
sentido
contrário.
1738
– O
matemático
suíço
Daniel
Bernoulli
(1700-1782)
levanta
a
hipótese
de
que
os
gases
são
compostos
de
uma
infinidade
de
partículas
minúsculas,
sempre
em
movimento.
E
que
a
temperatura
de
um
gás
reflete
a
velocidade
dessas
partículas
Quanto
maior
o
calor,
mais
rápido
é o
movimento.
Essa
idéia
está
correta,
e
hoje
dizemos
que
as
partículas
são
átomos.
Naquela
época,
os
conceitos
de
Bernoulli
são
vistos
somente
como
especulações,
e
não
como
fatos
comprovados.
1752
– O
político
e
pesquisador
americano
Benjamim
Franklin
(1706-1790)
publica
o
resultado
de
suas
observações
sobre
os
raios.
É o
primeiro
a
propor
que
existem
dois
tipos
de
carga
elétrica,
a
positiva
e a
negativa.
Diz
ainda
que
duas
cargas
de
sinal
contrário
se
atraem
e as
de
mesmo
sinal
se
repelem.
1800
– O
astrônomo
inglês
William
Herschel
(1738-1822)
descobre
que
o
Sol,
além
de
luz,
emite
outro
tipo
de
raio:
os
raios
infravermelhos.
Atualmente
se
sabe
que,
apesar
de
invisíveis,
esses
raios
são
também
luz,
porém
de
uma
cor
que
os
olhos
não
podem
enxergar.
São
utilizados
no
controle
remoto
das
TVs
para
mudar
o
canal
ou
aumentar
o
volume.
1801
– O
físico
Thomas
Young
(1773-1829)
dá
uma
demonstração
prática
de
que
a
luz
é
uma
onda.
Ele
mostra
que
é
possível
combinar
duas
ondas
de
água
e
produzir
uma
terceira,
diferente
das
anteriores,
e o
mesmo
pode
ser
feito
com
dois
raios
de
luz.
Logo,
segundo
ele,
a
luz
também
deve
ser
um
tipo
de
onda.
1811
– O
italiano
Amedeo
Avogadro
(1776-1856)
sugere
que,
se
dois
gases
têm
o
mesmo
volume,
a
mesma
pressão
e a
mesma
temperatura,
então
eles
são
formados
pelo
mesmo
número
de
átomos.
A
Hipótese
de
Avogadro
marca
um
período
de
grande
fortalecimento
da
idéia
de
que
todas
as
substâncias
–
tudo
o
que
existe,
em
suma
–
são
feitas
de
partículas
pequenas
demais
para
ser
vistas.
São
os
átomos,
sobre
os
quais
os
gregos
antigos
já
haviam
especulado
mais
de 2
mil
anos
antes,
sem
sucesso.
O
átomo
só
seria
totalmente
aceito
no
início
do
século
XX,
quando
Einstein
descobre
um
meio
de
observá-los,
ainda
que
indiretamente.
1820
– O
físico
dinamarquês
Hans
Oersted
(1777-1851)
dá a
primeira
demonstração
prática
de
que
as
forças
elétricas
e
magnéticas
são
parecidas.
Oersted
aproximou
uma
bússola
de
um
fio
eletrificado,
mostrando
que
a
corrente
elétrica
podia
mover
o
ponteiro
da
bússola.
Menos
de
um
ano
depois,
André-Marie
Ampère,
francês,
reforça
a
idéia
de
Oersted.
Ele
faz
aparecer
uma
atração
magnética
entre
dois
fios
eletrificados.
1821
– O
inglês
Michael
Faraday
(1791-1867)
completa
as
experiências
de
Oersted
e
Ampère
sobre
forças
elétricas
e
magnéticas.
Ele
verifica,
primeiro,
que
um
fio
circular,
ao
ser
eletrificado,
faz
girar
um
ímã
próximo.
Depois
revela
que
um
ímã
em
movimento
pode
criar
corrente
elétrica
num
fio
desligado.
1822
–
Com
o
livro
Teoria
Analítica
do
Calor,
o
matemático
francês
Jean-Baptiste
Fourier
(1768-1830)
dá
início
ao
estudo
sistemático
da
propagação
do
calor
por
meio
de
diversas
substâncias.
Suas
fórmulas
descrevem
o
fluxo
do
calor
e
permanecem
úteis
até
hoje.
São
conhecidas
como
transformações
de
Fourier.
1824
– A
termodinâmica,
que
é o
estudo
do
calor,
tem
início
numa
tentativa
de
avaliar
a
eficiência
das
máquinas
a
vapor.
O
pioneiro
nesse
campo
é o
francês
Nicolas-Leonard-Sadi
Carnot
(1796-1832).
Para
ele,
o
calor
das
caldeiras
nunca
é
usado
integralmente
para
produzir
força
e
movimentar
engrenagens,
pois
uma
parte
sempre
se
perde.
Carnot
ensina
a
calcular
o
rendimento
máximo
das
máquinas.
1843
– O
físico
britânico
James
Prescott
Joule
(1818-1889)
mede,
pela
primeira
vez,
o
equivalente
mecânico
do
calor.
Ele
faz
uma
hélice
metálica
girar
dentro
de
um
tanque
com
água
e
verifica
que
a
temperatura
da
água
sobe.
Ou
seja,
a
rotação
da
hélice,
que
é
energia
em
forma
mecânica,
vira
calor.
Hoje,
a
unidade
de
energia
mecânica
é
chamada
joule.
Os
cálculos
mostram
que
1
joule
é
equivalente
a
0,24
caloria.
1847
– A
experiência
de
Joule
mostrando
que
a
energia
mecânica
vira
calor
leva
à
definição
de
uma
das
leis
mais
importantes
da
física:
a de
que
a
energia
não
pode
ser
criada
nem
destruída.
É a
chamada
Lei
de
Conservação
da
Energia,
ou
Primeira
Lei
da
Termodinâmica.
Ela
foi
definida
pelo
alemão
Hermann
Ludwig
Ferdinand
von
Helmholtz
(1821-1894).
1848
–
Verifica-se
que
a
temperatura
dos
corpos
não
pode
diminuir
indefinidamente.
Existe
um
limite
a
partir
do
qual
ela
não
cai
mais.
O
inglês
William
Thomson,
Lord
Kelvin
(1824-1907),
determina
esse
ponto,
denominado
zero
absoluto.
O
valor
atual
é de
273,15
graus
Celsius
negativos.
Em
homenagem
a
Thomson,
a
unidade
de
temperatura
mais
usada
atualmente
pela
ciência
é o
Kelvin.
1850
– O
alemão
Rudolf
Julius
Emanuel
Clausius
(1822-1888)
cria
a
Segunda
Lei
da
Termodinâmica.
Ela
diz
que,
sempre
que
a
energia
muda
de
forma,
uma
parte
vira
calor
e
não
pode
ser
aproveitada
.
Nas
hidrelétricas,
por
exemplo,
uma
queda-d’água
faz
girar
um
conjunto
de
ímãs,
o
que
gera
eletricidade.
A
energia
mecânica
de
rotação
vira
energia
elétrica.
Mas
não
totalmente,
porque,
ao
girar,
os
ímãs
sofrem
atrito
e
esquentam,
desperdiçando
energia
na
forma
de
calor.
1859
– Ao
estudar
o
brilho
de
substâncias
incandescentes,
o
alemão
Gustav
Robert
Kirchhoff
(1824-1887)
percebe
que
cada
elemento
químico
emite
luz
a
sua
maneira.
Cada
um
tem
suas
próprias
cores,
que
aparecem
se a
luz
é
decomposta
por
um
prisma.
O
conjunto
de
cores
de
um
elemento
chama-se
linhas
espectrais.
Hoje
sabemos
que
existem
92
átomos
na
natureza
e
cada
um
possui
suas
próprias
linhas
espectrais.
1859
– O
inglês
James
Clerk
Maxwell
(1831-1879)
cria
a
Teoria
Cinética
dos
Gases.
Ela
ensina
a
calcular
a
velocidade
dos
átomos
de
um
gás
em
termos
estatísticos.
Por
exemplo:
usando
as
fórmulas
de
Maxwell
pode-se
descobrir
que
50%
dos
átomos
de
um
certo
gás
têm
a
velocidade
de 2
mil
quilômetros
por
hora;
30%,
de
1,5
mil
quilômetros
por
hora;
e
20%,
de
mil
quilômetros
por
hora.
O
conhecimento
da
velocidade
média
desses
átomos
permite
a
definição
de
sua
temperatura.
É um
aprimoramento
das
especulações
pioneiras
de
Daniel
Bernoulli
nesse
campo.
1865
– O
inglês
James
Clerk
Maxwell
demonstra
que
as
forças
elétrica
e
magnética
são
a
mesma
coisa.
Elas
são
efeitos
diferentes
de
uma
única
força,
chamada
então
de
força
eletromagnética.
Mais
do
que
isso,
Maxwell
revela,
na
mesma
teoria,
que
a
luz
é
apenas
energia
eletromagnética
em
movimento.
Se
colocarmos
detectores
no
caminho
de
um
raio
luminoso,
veremos
que
existe
força
elétrica
e
magnética
dentro
dele.
Ou
seja,
Maxwell
unifica
três
ciências:
a
eletricidade,
o
magnetismo
e a
ótica.
POR
DENTRO
DOS
FIOS
– Do
que
é
feita
a
eletricidade?
O
inglês
William
Crookes
(1832-1919)
concluiu
que
ela
consiste
em
partículas
microscópicas
hoje
chamadas
de
elétrons.
Em
suas
experiências,
ele
emprega
um
tubo
de
vidro,
de
forma
cilíndrica,
no
qual
faz
vácuo.
Numa
entrada
do
tubo
introduz
um
fio
ligado
a
uma
bateria;
na
outra
extremidade
coloca
uma
placa
de
metal,
também
conectada
à
bateria.
E
verifica
que
a
placa
emite
uma
luz
fraca
e
esverdeada.
Deduz
que
há
partículas
saindo
da
ponta
do
fio
na
entrada
do
tubo.
Elas
viajam
pelo
vácuo
até
o
outro
lado
e,
ao
bater
na
placa,
criam
o
brilho.
A
conclusão
não
é
definitiva
,
mas
Crookes
está
certo.
Tanto
que
seu
aparelho,
muito
usado
à
época,
funciona
exatamente
como
os
tubos
de
imagem
das
televisões
atuais.
Nessas,
no
lugar
da
placa
de
metal,
fica
a
tela.
1884
– A
mecânica
estatística,
desenvolvida
pelo
alemão
Ludwig
Eduard
Boltzmann
(1844-1906),
aprofunda
a
Teoria
Cinética
dos
Gases,
de
Maxwell.
As
novas
pesquisas
fortalecem
duas
idéias
que
são
decisivas
para
o
progresso
da
física
do
século
XX.
A
primeira
é
que
todas
as
substâncias
são
feitas
de
átomos;
portanto,
ao
estudar
o
comportamento
dos
átomos,
é
possível
entender
as
propriedades
gerais
das
substâncias,
como
a
temperatura
de
um
gás
ou a
quantidade
de
luz
que
ele
emite
ao
ser
aquecido.
A
segunda
é
que
esse
estudo
deve
ser
feito
de
maneira
estatística,
por
meio
do
cálculo
de
probabilidades.
1888
– O
alemão
Heinrich
Hertz
(1857-1894)
confirma
a
previsão
de
Maxwell
de
que
a
luz
é
composta
de
forças
elétricas
e
magnéticas.
Usando
descargas
elétricas,
Hertz
produz
as
primeiras
ondas
de
rádio,
uma
das
muitas
formas
de
luz
que
os
olhos
não
podem
enxergar.
Com
base
nessa
experiência,
torna-se
possível
pensar
em
novos
meios
de
comunicação,
como
o
rádio,
o
telégrafo
sem
fio
e a
televisão.
1895
–
Experiência
do
alemão
Wilheim
Konrad
Röntgen
(1845-1923)
revela
a
existência
dos
raios
X.
Mais
tarde
se
comprovaria
que
é
uma
forma
de
luz
invisível
aos
olhos
e
superenergética.
Röntgen
chama
os
raios
de X
para
salientar
que
a
ciência
nada
sabia
sobre
eles
até
então.
Por
ser
capaz
de
atravessar
o
corpo
humano,
deixando
ver
os
ossos,
eles
viram
manchete
dos
jornais
no
mundo
inteiro.
Hoje
são
empregados
para
fazer
radiografias.
1897
–
Fica
definitivamente
demonstrado
que
a
eletricidade
corre
nos
fios
na
forma
de
partículas
submicroscópicas,
que
são,
então,
batizadas
de
elétrons.
O
autor
da
prova
é o
inglês
Joseph-John
Thomson
(1856-1940).
1900
– É
dado
o
primeiro
passo
para
a
criação
da
mecânica
quântica,
a
mais
importante
teoria
física
do
século
XX,
ao
lado
da
Teoria
da
Relatividade.
O
estudo
pioneiro
é do
alemão
Max
Planck
(1858-1947).
Ele
estuda
uma
cavidade
capaz
de
aprisionar
certa
quantidade
de
luz
e
tenta
calcular
a
energia
total
concentrada
lá
dentro.
Fica
espantado
porque
suas
contas
só
dão
certo
quando
se
supõe
que
a
cavidade
possui
uma
infinidade
de
minúsculos
"pacotes"
de
luz.
Planck
chama
esses
pacotes
de
quanta.
Em
1905,
Einstein
declara
que
os
quanta
são
uma
nova
espécie
de
partículas:
os
átomos
de
luz.
1905
– O
alemão
nascido
na
Suíça
Albert
Einstein
(1879-1955)
desenvolve
a
Teoria
da
Relatividade,
modificando
pela
primeira
vez
fundamentos
da
física
desde
a
época
de
Newton.
A
mais
importante
alteração
trazida
pela
Relatividade
é
que
o
tempo
deixa
de
ser
absoluto.
Significa,
por
exemplo,
que,
se
um
relógio
está
em
movimento,
o
tempo
para
ele
passa
mais
devagar
que
para
um
que
esteja
parado.
1907
– A
Teoria
da
Relatividade
ganha
uma
formulação
matemática
mais
elegante
e
mais
prática
nas
mãos
do
alemão
Hermann
Minkowski
(1864-1909),
ex-professor
de
Einstein.
Nas
equações
de
Minkowski,
o
espaço
não
tem
apenas
largura,
comprimento
e
altura,
as
três
dimensões
usuais.
Há
também
uma
quarta
dimensão,
que
é o
tempo.
Impossível
de
imaginar,
esse
espaço
de
quatro
dimensões
tem
sido
comprovado
exaustivamente
desde
1919.
1908
–
Observa-se
pela
primeira
vez
de
maneira
indireta
o
tamanho
dos
átomos.
A
experiência,
feita
pelo
francês
Jean-Baptiste
Perrin
(1870-1942),
comprova
uma
sugestão
feita
por
Einstein,
em
1905:
de
que
as
moléculas
de
água,
praticamente
do
mesmo
tamanho
de
um
átomo,
poderiam
empurrar
partículas
bem
pequenas,
mas
ainda
visíveis
ao
microscópio.
Perrin
usou
grãos
de
resina
vegetal
e,
de
fato,
registrou
e
mediu
os
saltos
que
eles
davam
ao
ser
abalroados
pelas
moléculas
(elas
estão
sempre
em
movimento
frenético).
Por
meio
dessas
medidas,
ele
deduziu
o
tamanho
das
moléculas
que
empurravam
os
grãos
de
resina.
Eram
100
mil
vezes
menores
que
1
centímetro
–
exatamente
o
tamanho
que
se
esperava.
Só
então
a
existência
dos
átomos
passou
a
ser
aceita.
1911
– Os
átomos
deixam
de
ser
os
menores
pedaços
de
matéria
que
existe.
O
físico
de
origem
australiana
Ernest
Rutherford
(1871-1937)
verifica
que
o
átomo
tem
um
núcleo
central,
duríssimo,
no
qual
fica
concentrada
quase
toda
sua
massa.
Ele
sugere
que
o
resto
dessa
massa,
menos
de 1
milésimo
do
total,
gira
em
torno
do
núcleo
na
forma
das
já
conhecidas
partículas
de
eletricidade,
chamadas
elétrons.
1913
– O
dinamarquês
Niels
Bohr
(1885-1962)
dá a
primeira
descrição
de
um
átomo
por
dentro.
No
centro
fica
um
núcleo
ínfimo,
100
mil
vezes
menor
que
o
átomo
todo.
A
sua
volta
giram
os
elétrons,
mais
ou
menos
como
os
planetas
orbitam
o
Sol.
Bohr
ensina
a
calcular
as
órbitas
dos
elétrons,
o
que
representa
um
avanço
grande
sobre
o
modelo
atômico
proposto
por
Rutherford.
1916
–
Albert
Einstein
amplia
sua
Teoria
da
Relatividade
para
englobar
os
efeitos
da
força
da
gravidade.
Seu
esquema
teórico
passa
a se
chamar
Teoria
da
Relatividade
Geral.
Com
ela,
pela
primeira
vez,
os
físicos
têm
fórmulas
que
podem
ser
aplicadas
ao
Universo
inteiro.
É
por
meio
dessas
fórmulas
que,
mais
tarde,
se
calcula
a
expansão
das
galáxias
após
uma
grande
explosão
inicial,
o
Big
Bang
1919
–
Realiza-se
o
primeiro
teste
da
Teoria
da
Relatividade
Geral.
Uma
equipe
liderada
pelo
inglês
Arthur
Stanley
Eddington
(1882-1944)
verifica
que
a
luz
de
uma
estrela
distante
sofre
um
pequeno
desvio
ao
passar,
em
seu
caminho
rumo
à
Terra,
muito
perto
do
Sol.
A
física
clássica,
anterior
a
Einstein,
não
previa
que
a
luz
fosse
afetada
pela
gravidade.
O
teste
de
Eddington
é
decisivo
para
a
aceitação
da
nova
teoria.
1923
– O
francês
Louis-Victor-Pierre-Raymond
de
Broglie
(1892-1987)
demonstra
que
as
partículas
também
agem
como
ondas.
Ele
descobre
que
o
elétron
aparece
como
uma
partícula,
ou
seja,
um
concentrado
de
matéria,
e,
também,
como
onda,
como
se
sua
massa
estivesse
espalhada
pelo
espaço,
oscilando.
Com
isso
se
completa
o
quadro
que
Einstein
começara
a
montar
ao
dizer
que
as
ondas
luminosas
podem
comportar-se
como
partículas.
1926
–
Partindo
da
idéia
de
que
as
partículas,
como
o
elétron,
às
vezes
agem
como
ondas,
o
austríaco
Erwin
Schrödinger
(1887-1961)
cria
uma
nova
imagem
dos
átomos
por
dentro.
Os
elétrons,
agora,
não
se
parecem
mais
com
partículas
girando
em
torno
do
núcleo
atômico
– da
mesma
forma
que
planetas
orbitam
o
Sol
. Em
vez
disso,
tudo
se
passa
como
se a
massa
dos
elétrons
estivesse
espalhada
em
volta
do
núcleo,
ou
seja,
como
se
cada
elétron
fosse
uma
onda
vibrando
ao
redor
do
núcleo.
Os
elétrons
continuam
também
a
ser
vistos
como
partículas
em
órbita.
Eles
mudam
de
aspectos
conforme
as
circunstâncias,
ora
aparecendo
como
partículas,
ora
como
ondas.
1927
– O
físico
norte-americano
Clinton
Joseph
Davisson
(1881-1958)
demonstra
que
os
objetos
também
agem
como
ondas,
comprovando
a
teoria
de
Louis
de
Broglie.
1927
–
Define-se
o
Princípio
da
Incerteza,
sobre
o
qual
se
baseia
quase
toda
a
física
moderna.
É o
passo
decisivo
para
o
estabelecimento
da
mecânica
quântica.
O
autor
da
definição
é o
alemão
Werner
Carl
Heisenberg
(1901-1976).
De
acordo
com
esse
princípio,
não
é
possível
medir
com
absoluta
precisão,
ao
mesmo
tempo,
a
velocidade
e a
posição
dos
átomos.
Ao
medir
uma
velocidade,
o
cientista
sempre
perturba
o
átomo,
tirando-o
um
pouco
de
sua
posição.
Esta,
então,
já
não
pode
ser
estimada
com
todo
o
rigor.
E
vice-versa:
quando
se
tenta
descobrir
a
posição
do
átomo,
modifica-se
sua
velocidade,
e a
medição
fica
prejudicada.
LIMITE
DO
CONHECIMENTO
– A
proposta
de
que
os
átomos
e as
partículas
subatômicas
obedecem
ao
Princípio
da
Incerteza
provoca
um
abalo
sem
tamanho
nas
convicções
do
mundo
científico
no
início
do
século.
Heisenberg
parece
ter
achado
algo
que
não
se
imaginava
possível
desde
que
o
homem
começou
a
desvendar
os
mistérios
do
Universo.
O
princípio
de
Heisenberg
só
vale
para
coisas
muito
pequenas,
mais
de 1
milhão
de
vezes
menor
que
1
centímetro,
mas
com
isso
se
divide
o
mundo
em
duas
partes:
o
das
coisas
grandes
e o
das
minúsculas.
O
que
derruba
outra
convicção
profunda:
de
que
o
mundo
seria
uma
coisa
só e
obedeceria
a um
único
conjunto
de
leis.
1932
– O
inglês
James
Chadwick
(1891-1974)
detecta
o
nêutron,
a
segunda
partícula
componente
dos
núcleos
atômicos
(a
outra
é o
próton).
No
mesmo
ano,
o
norte-americano
Carl
David
Anderson
(1905-)
observa
o
pósitron,
que
é a
antimatéria
do
elétron
(significa
que
o
elétron
e o
pósitron
são
idênticos
em
tudo,
menos
na
carga
elétrica,
que
é
negativa
no
primeiro
e
positiva
no
segundo).
O
pósitron
havia
sido
previsto,
dois
anos
antes,
pelo
teórico
inglês
Paul
Adrien
Maurice
Dirac
(1902-1984).
1934
– O
italiano
Enrico
Fermi
(1901-1954)
descobre
a
força
que
mais
tarde
seria
chamada
de
nuclear
fraca.
Ela
é
responsável
por
alguns
tipos
de
desintegração
atômica,
como
as
que
geram
a
energia
do
Sol.
Fermi
não
tinha
ainda
uma
teoria
da
força
nuclear
fraca.
Apenas
elaborou
uma
fórmula
aproximada
para
calcular
sua
intensidade.
1935
–
Hideki
Yukawa
(1907-1981)
descobre
a
força
nuclear
forte,
que
gruda
os
prótons
e os
nêutrons
uns
aos
outros
dentro
dos
núcleos
atômicos.
Como
no
caso
da
outra
força
nuclear
conhecida,
batizada
de
fraca,
Yukawa
não
chega
a
formular
uma
teoria
completa.
1938
– O
alemão-americano
Hans
Bethe
(1906-)
explica
que
a
energia
das
estrelas
é
produzida
por
reações
nucleares
semelhantes
às
que
provocam
a
explosão
das
bombas
de
hidrogênio.
Nessas
reações,
quatro
núcleos
de
hidrogênio
se
fundem
para
formar
dois
núcleos
de
hélio.
1939
–
Pela
primeira
vez
se
consegue
partir
um
núcleo
atômico,
o do
urânio.
Na
experiência
os
físico-químicos
alemães
Otto
Hahn
(1879-1968)
e
Lise
Meitner
(1876-1968)
realizam
afissão
do
núcleo
do
urânio.
Suas
experiências
são
concluídas
nos
Estados
Unidos
depois
de
fugir
do
nazismo.
1947
–
Descobrem-se
os
mésons
,
que
são
partículas
subatômicas
intermediárias
entre
os
prótons,
que
ficam
no
núcleo
dos
átomos,
e os
elétrons,
que
giram
em
torno
do
núcleo
e
formam
a
periferia
dos
átomos.
Os
mésons,
previstos
em
1935
pelo
japonês
Hideki
Yukawa
(1907-1981),
são
detectados
pela
equipe
do
inglês
Cecil
Frank
Powell
(1903-1969).
O
brasileiro
César
Lattes
–
Encontradas
as
primeiras
partículas
subatômicas
que
não
fazem
parte
dos
átomos.
Chamadas
híperons
,
elas
são
bem
mais
pesadas
que
os
prótons
e os
nêutrons,
com
os
quais
são
feitos
os
núcleos
dos
átomos.
Os
híperons
surgem
em
correntes
elétricas
de
altíssima
energia,
nos
laboratórios,
e
revelam
algo
que
não
se
imaginava
existir.
Os
primeiros
a
ver
um
híperon
são
os
poloneses
Marian
Danysz
e
Jerzy
Pniewaki.
Hoje
se
conhecem
centenas
deles.
1968
– Os
americanos
Steven
Weinberg
(1933-)
e
Sheldon
Lee
Glashow
(1932-)
e o
paquistanês
Abdus
Salam
(1926-)
criam
uma
fórmula
única
para
calcular
os
efeitos
de
duas
forças
fundamentais
do
Universo:
a
eletromagnética
e a
nuclear
fraca.
Depois
elas
passam
a
ser
chamadas
pelo
nome
comum
de
força
eletrofraca.
Espera-se,
um
dia,
unificar
duas
outras
forças:
a
gravitacional
e a
nuclear
forte.
Os
três
conquistam
o
Prêmio
Nobel
em
1979.
1972
–
Surge
a
teoria
de
que
o
próton
e o
nêutron,
os
componentes
do
núcleo
atômico,
são
feitos
de
partículas
ainda
menores,
chamadas
quarks.
O
teórico
americano
Murray
Gell-mann
(1929-)
tem
a
idéia
dos
quarks
em
1961
e,
onze
anos
depois,
entrega
uma
teoria
completa.
É a
cromodinâmica
quântica,
que
explica
não
apenas
a
constituição
de
prótons
e
nêutrons
como
a
dos
mésons
e
dos
híperons.
\B
RECEITA
DO
UNIVERSO
– Em
1994
é
detectado
um
dos
dois
únicos
"tijolos"
fundamentais
da
matéria
–
uma
partícula
subatômica
chamada
quark
topo
–
que
faltavam
ser
observados
em
laboratório.
Com
o
topo,
fica
praticamente
completo
o
quadro
das
doze
partículas
com
as
quais
tudo
o
que
existe
no
Universo
é
construído.
O
achado
coube
a
uma
grande
equipe
do
Centro
Europeu
de
Pesquisas
Nucleares,
o
Cern,
com
sede
na
Suíça.
Agora
é
certo
que
existem
seis
partículas
da
família
dos
quarks
e
seis
da
família
dos
elétrons
(uma
dessas
últimas,
chamada
neutrino-tau,
é a
que
falta
ser
detectada).
Esses
são
os
ingredientes
do
Universo.
Com
os
quarks
são
feitas
partículas
como
os
prótons
e os
nêutrons,
que,
por
sua
vez,
formam
os
núcleos
dos
átomos.
Aí,
núcleos
mais
elétrons
dão
átomos
inteiros.
Átomos
isolados
costumam-se
amontoar
para
criar
estrelas
e
galáxias,
mas
eles
também
grudam
firmemente
uns
nos
outros,
compondo
as
moléculas
–
que
também
se
agrupam
na
forma
de
rochas
e
organismos
vivos.
1975
– Em
princípio,
nada
deveria
sair
de
dentro
de
um
buraco
negro,
que
são
os
astros
mais
densos
que
podem
existir
no
Universo.
Mas,
pela
teoria
do
inglês
Stephen
Hawking
(1942-),
elaborada
a
partir
de
1970
e
aceita
de
maneira
ampla
pela
comunidade
científica
cinco
anos
mais
tarde,
é
possível
que
os
buracos
negros
se
evaporem
e,
com
isso,
percam
pelo
menos
uma
parte
ínfima
de
massa.
1983
– O
ítalo-americano
Carlo
Rubbia
(1934-)
detecta
em
laboratório
a
partícula
subatômica
Z0 e
confirma
a
existência
da
força
eletrofraca,
que
é
uma
mistura
das
forças
eletromagnética
e
nuclear
fraca
. A
partícula
Z0
transmite
as
duas
forças
ao
mesmo
tempo:
ela
tanto
pode
carregar
força
elétrica
para
prender
um
elétron
a um
próton
(e
assim
formar
o
átomo
de
hidrogênio)
como
pode
deflagrar
uma
reação
nuclear
fraca
(do
tipo
das
que
mantêm
o
Sol
aceso).
Rubbia
ganha
o
Prêmio
Nobel
em
1984.
1987
– O
alemão
Johannes
Georg
Bednorz
(1950-)
e o
suíço
Karl
Alex
Müller
(1927-)
descobrem
as
chamadas
cerâmicas
supercondutoras,
capazes
de
conduzir
eletricidade
com
resistência
zero.
Ou
seja,
não
há
perda
de
energia.
Desde
o
início
do
século
se
sabe
que
a
supercondutividade
ocorre
em
metais,
como
o
níquel,
mas
apenas
a
cerca
de
270
graus
Celsius
negativos.
Nas
cerâmicas,
mais
práticas,
a
resistência
fica
zero
em
condições
mais
amenas,
de
96
graus
Celsius
negativos.
1995
–
Uma
equipe
do
Centro
Europeu
de
Pesquisas
Nucleares,
o
Cern,
consegue
montar
o
primeiro
antiátomo
de
hidrogênio.
A
antimatéria
é
conhecida
desde
que
o
teórico
inglês
Paul
Dirac
previu
a
existência
do
antielétron,
também
chamado
de
pósitron
.
Mas,
desde
então,
todos
fracassam
na
tentativa
de
juntar
um
pósitron
e um
antipróton
para
construir
um
átomo
inteiro.
Com
o
sucesso
do
Cern,
o
próximo
passo
será
fazer
antiátomos
maiores,
com
maior
número
de
antiprótons
e
pósitrons.
|