500
a.C.
– Os
ábacos
mais
antigos
que
se
conhecem
são
dessa
data,
encontrados
no
Egito.
São,
de
certa
maneira,
máquinas
de
calcular,
pois
servem
para
somar
com
rapidez.
Podem
ser
considerados
os
antepassados
mais
longínquos
dos
computadores.
1622
– A
régua
de
cálculo
é
criada
pelo
matemático
inglês
William
Oughtred
(1574-1660).
Trata-se
do
primeiro
de
uma
série
de
instrumentos
que
levariam,
nas
décadas
seguintes,
a
várias
tentativas
de
construir
grandes
calculadoras
automáticas
–
como
a
que
é
patenteada
em
1642
pelo
francês
Blaise
Pascal)
.
1693
– Um
aparelho
capaz
de
multiplicar,
além
de
somar
e
diminuir,
é
desenvolvido
pelo
filósofo
e
matemático
alemão
Gottfried
Wilheim
Leibniz
(1646-1716).
1822
– Um
computador
mecânico
é
projetado
pelo
matemático
inglês
Charles
Babbage
(1792-1871).
Ele
imagina
que
seria
capaz
de
fazer
seu
aparelho
funcionar
apenas
com
a
ajuda
de
engrenagens
e
alavancas.
O
projeto
nunca
sai
do
papel,
mas
dá a
Babbage
o
título
de
pioneiro
na
tecnologia
de
computação.
O
LIMITE
DAS
ENGRENAGENS
– O
"cérebro
artificial"
de
Babbage
só
não
dá
certo
porque
precisa
de
grande
quantidade
de
peças
mecânicas
para
funcionar.
Seria
inviável
encaixar
todas
elas
dentro
da
máquina
imaginada
pelo
inglês.
Nos
micros
de
hoje,
a
situação
é
diferente,
pois
os
comandos
são
eletrônicos.
Significa
que
as
peças
necessárias,
além
de
ser
muito
menores,
funcionam
de
maneira
mais
simples.
Mas
o
aparelho
de
Babbage
seria
um
computador
de
fato.
Ele
não
serviria
apenas
para
fazer
cálculos:
em
princípio,
poderia
executar
tarefas
complicadas,
como
controlar
os
teares
numa
fábrica
de
tecidos.
1847
– O
matemático
inglês
George
Boole
(1815-1864)
desenvolve
um
sistema
numérico
de
dois
algarismos
que,
no
século
XX,
será
empregado
nos
computadores.
Nesse
sistema
–
chamado
binário
– os
números
não
são
escritos
com
os
dez
algarismos
a
que
estamos
acostumados
(zero,
1,
2...
até
9).
Bastam
o
zero
e o
1. O
dois,
por
exemplo,
escreve-se
10;
o
três,
11;
e o
quatro,
100.
1880
–
Aparece
nos
Estados
Unidos
um
processador
de
dados
eletromecânico.
Seu
criador,
o
funcionário
público
Herman
Hollerith
(1860-1929),
emprega
cartões
perfurados
por
meios
elétricos
como
uma
espécie
de
software
rudimentar.
O
objetivo
é
organizar,
automaticamente,
a
grande
quantidade
de
dados
coletada
nos
recenseamentos
do
governo.
O
método
funciona
bem.
1930
– O
engenheiro
eletricista
norte-americano
Vannevar
Bush
(1890-1974)
constrói
um
computador
usando
válvulas
de
rádio.
Ele
ainda
não
é
totalmente
eletrônico,
possuindo
diversas
partes
mecânicas.
1946
–
Surge
o
Eniac,
nome
dado
à
primeira
máquina
que
merece
ser
chamada
de
computador.
Apesar
de
operar
por
meio
de
válvulas
– e
não
de
transistores,
como
hoje
–, o
Eniac
é
totalmente
eletrônico
e
processa
dados
com
eficiência.
Seus
construtores
são
os
engenheiros
norte-americanos
John
William
Mauchly
(1907-1980)
e
John
Presper
Eckart
Jr.
(1919-).
FEITO
PARA
A
GUERRA
– O
Eniac
–
sigla
em
inglês
para
a
expressão
"integrador
numérico
e
computador
eletrônico"
–
nasce
do
esforço
gigantesco
realizado
pelos
Estados
Unidos
para
construir
a
bomba
atômica
no
final
da
II
Guerra.
Essa
tarefa
exige
imensa
quantidade
de
cálculos,
e o
Eniac
foi
projetado
para
resolvê-los
rapidamente.
É
feito
de
válvulas,
pesa
30
toneladas
e
ocupa
o
espaço
equivalente
ao
de
uma
casa
com
163
metros
quadrados.
Mas
dá
conta
do
recado,
até
ser
aposentado,
em
1955.
1954
–
Sete
anos
após
a
descoberta
do
transistor
, a
empresa
norte-americana
Texas
Instruments
começa
a
fabricá-lo
com
o
silício,
material
comum
na
areia.
1956
– O
Instituto
de
Tecnologia
de
Massachusetts
(MIT)
monta
o
TX-O,
o
primeiro
computador
com
transistores
em
lugar
de
válvulas
de
vidro.
Dois
anos
depois,
Jack
S.
Clair
Kilby
(1923-)
faz
um
circuito
integrado:
são
cinco
transistores
instalados
numa
única
placa
de
1,2
centímetro
de
diâmetro
e 2
milímetros
de
espessura,
avançando
na
miniaturização
dos
componentes.
1963
–
Douglas
Engelbart
(1925),
da
Universidade
Stanford,
Califórnia
(EUA),
patenteia
o
mouse.
Em
1968,
Engelbart
apresenta
um
sistema
completo
de
mouse,
teclado
e
janelas
(windows).
1964
– O
pesquisador
norte-americano
Paul
Baran
desenvolve
a
primeira
rede
de
computadores,
interligando
com
fios
alguns
aparelhos.
Em
1969,
as
Forças
Armadas
norte-americanas
estendem
a
rede
para
uso
militar.
Essa
ramificação
recebe
o
nome
de
ARPnet.
Nos
anos
80,
depois
de
nova
ampliação
que
inclui
as
universidades
do
país,
a
rede
passa
a
funcionar
por
meio
de
uma
linha
especial
de
telefone,
criada
com
esse
fim
pela
Fundação
Nacional
de
Ciência
(NSF)
dos
Estados
Unidos.
1966
– O
Ramac
305,
da
IBM,
torna-se
o
precursor
dos
discos
de
memória,
com
capacidade
para
5
megabytes
de
informação.
Até
então
os
computadores
armazenavam
informações
no
próprio
circuito
eletrônico.
1971
–
Surge
o
primeiro
microcomputador
pessoal,
o
MCS-4,
da
Intel,
que
utiliza
o
processador
4004,
que
a
Intel
já
fabrica
desde
o
ano
anterior.
Tem
8
quilobytes
de
memória.
1972
– A
Atari
inaugura
a
era
do
videogame
com
o
jogo
Pong.
1975
– Em
fevereiro,
Bill
Gates
(1955-)
e
Paul
Allen
(1957-)
desenvolvem
a
primeira
linguagem
para
microcomputadores,
o
Basic.
As
linguagens
anteriores
eram
adequadas
aos
grandes
e
médios
computadores.
Em
abril,
a
dupla
funda
a
Microsoft,
que
se
torna
a
maior
e
mais
importante
companhia
de
software
do
mundo.
1976
–
Steve
Wozniak
(1950-)
e
Steve
Jobs
(1955-)
terminam
o
projeto
do
micro
Apple
I, o
primeiro
microcomputador
feito
para
ser
vendido
em
grande
escala,
e
fundam
a
Apple
Computer
Company.
1981
– A
IBM
anuncia
em
Nova
York
o
lançamento
do
PC
5150,
o
antecessor
de
todos
os
micros
que
hoje
dominam
o
mercado
mundial.
Ele
tem
64
quilobytes
de
memória
e
velocidade
de
4,77
megahertz.
A
DÉCADA
DOS
MICROS
– Os
microcomputadores
fazem
sucesso
desde
o
início,
mas
conquistam
casas,
escritórios,
supermercados
e
bancos
a
partir
dos
anos
80.
No
começo
de
1980,
a
IBM
negocia
com
a
Microsoft
a
construção
dos
PCs,
que
devem
ser
fabricados
pela
primeira
companhia
para
rodar
de
acordo
com
os
programas
Microsoft.
Em
1983,
a
IBM
lança
o
PC-XT
370,
com
10
megabytes
de
memória;
a
Apple
anuncia
o
Macintosh,
que
é
infinitamente
mais
simples
de
operar
que
qualquer
computador
existente
à
época;
e a
Microsoft
apresenta
o
programa
de
interface
Windows.
A
IBM
recusa
o
Windows
até
ser
obrigada
a
aceitá-lo
para
poder
concorrer
com
o
Macintosh
.
1985
– A
Microsoft
lança
no
mercado
o
programa
de
interface
Windows
e a
primeira
versão
do
programa
de
texto
Word
1
para
rodar
em
micros
Macintosh.
Em
dois
anos,
o
Windows
vende
1
milhão
de
cópias.
1989
– O
pesquisador
europeu
Tim
Berners-Lee
desenvolve
a
World
Wide
Web
(ou
WWW,
sigla
em
inglês
para
rede
de
extensão
mundial)
para
permitir
o
compartilhamento
de
documentos
entre
cientistas.
Essa
rede
–
que
dá
origem
à
Internet
–
utiliza
uma
tecnologia
que
liga
um
texto
a
outro
e
facilita
as
consultas,
ligação
que
recebe
o
nome
de
"hipertexto".
Berners-Lee
também
desenvolve
o
primeiro
programa
para
leitura
de
páginas
em
hipertexto
(ou
"browser"),
chamado
Lynx,
que
não
exibe
imagens.
1991
– O
finlandês
Linus
Torvald
cria
o
sistema
operacional
Linux,
programa
em
que
o
código-fonte
é
liberado,
permitindo
a
qualquer
programador
modificar
o
software.
Tradicionalmente,
os
programas
aparecem
na
forma
binária
e
são
entendidos
apenas
pelo
computador.
Em
1999,
já
tendo
passado
por
milhares
de
testes
e
modificações,
o
Linux
atinge
cerca
de
10
milhões
de
usuários
em
todo
o
mundo.
1992
– A
Microsoft
lança
o
sistema
operacional
Windows
versão
3.1.
Ele
facilita
a
utilização
de
recursos
multimídia,
o
que
possibilita
uma
rápida
expansão
dos
produtos
em
CD-ROM
para
os
usuários
de
computadores
pessoais.
Empregados
em
programas
educativos
e de
entretenimento,
os
CD-ROMs
podem
trazer,
além
de
texto,
som,
vídeo,
foto
e
animação.
1993
–
Surge
o
primeiro
browser
(programa
de
navegação)
capaz
de
exibir
imagens,
o
NCSA
Mosaic,
desenvolvido
por
alunos
do
Centro
Nacional
de
Aplicações
para
Supercomputadores
(NCSA)
da
Universidade
de
Illinois.
Na
equipe
de
pesquisadores
estava
Marc
Andreessen,
que
fundaria
a
empresa
Netscape
Communications
um
ano
depois.
O
software
torna-se
popular
sendo
distribuído
gratuitamente
na
internet.
1993
– A
Fundação
Nacional
de
Ciência
(NSF)
retira-se
da
administração
da
internet
e
deixa
que
empresas
particulares
se
conectem
e
vendam
acesso
à
rede.
A
partir
daí
o
uso
da
rede
cresce
velozmente
em
todo
o
mundo.
1993
–
Surge
o
processador
Pentium,
da
Intel.
Com
3,1
milhões
de
transistores,
tem
memória
de 4
gigabytes
e
velocidade
de
66
megahertz.
O PC
486
da
IBM
incorpora
o
Windows
3.1.
A
LEI
DE
MOORE
– Em
1998,
a
quantidade
de
transistores
nos
microprocessadores
comuns
já
chega
à
casa
dos
48
milhões,
e a
velocidade
alcança
400
megahertz.
Esse
crescimento
obedece
fielmente
à
chamada
Lei
de
Moore,
criada
em
1965
pelo
norte-americano
Gordon
Moore
(1929-).
Ele
prevê
então
que
a
quantidade
de
transistores
dobraria
a
cada
ano
e
meio.
E
isso
vem
acontecendo,
o
que
faz
antecipar
que
chegaremos
ao
final
do
milênio
com
quase
100
milhões
de
transistores.
O
tamanho
dessas
peças,
atualmente,
é
mil
vezes
menor
que
1
milímetro.
1994
– O
executivo
de
informática
Jim
Clark
convida
Marc
Andreessen
e
outros
pesquisadores
do
NCSA
a
fundar
a
Netscape
Communications
Corporation,
primeira
empresa
a
vender
software
de
navegação
na
internet.
Surge
o
Netscape
Navigator,
versão
aperfeiçoada
do
NCSA
Mosaic.
1995
–
Anunciado
como
um
aprimoramento
decisivo,
o
Windows
95,
sistema
operacional
capaz
de
dar
ao
PC
da
IBM
a
mesma
agilidade
do
Macintosh,
chega
ao
mercado.
Ele
incorpora
pela
primeira
vez
recursos
de
conexão
à
internet,
incluindo
o
programa
de
navegação
internet
Explorer,
distribuído
gratuitamente
com
o
Windows
e
pela
internet.
1995
–
Lançada
pela
Sun
Microsystems
a
linguagem
Java.
Ela
permite
criar
animações
e
programas
menores
que
os
convencionais
na
internet.
1996
– A
Netscape
acusa
a
Microsoft
de
concorrência
desleal
por
distribuir
gratuitamente
o
Internet
Explorer.
A
Microsoft
alega
que
o
navegador
faz
parte
do
sistema
operacional
Windows
95.
O
Departamento
de
Justiça
(DOJ)
do
governo
dos
Estados
Unidos
inicia
investigações
por
práticas
anticompetitivas
e
abre
processo
antitruste
contra
a
Microsoft
em
1997.
1997
– O
computador
Deep
Blue,
da
IBM,
é o
primeiro
a
derrotar
um
campeão
mundial
de
xadrez,
Garri
Kasparov,
numa
competição
que
envolve
uma
série
de
partidas.
1997
– O
estudante
universitário
Justin
Fraenkel
cria
o
Winamp,
programa
que
permite
a
audição
de
arquivos
musicais
em
formato
MP3
com
boa
qualidade
sonora.
Ele
facilita
o
crescimento
de
um
mercado
musical
na
internet,
independente
das
grandes
gravadoras
1998
– A
Microsoft
lança
a
mais
nova
versão
de
seu
sistema
operacional,
o
Windows
98,
que
inclui
como
parte
integrante
o
Internet
Explorer.
Essa
inclusão
é
considerada
pelo
Departamento
de
Justiça
norte-americano
como
quebra
de
um
acordo
no
qual
a
empresa
se
comprometia
a
não
agregar
mais
softwares
no
Windows.
1999
– A
Intel
lança
o
Pentium
III,
chip
que
torna
possível
o
uso
de
animações
em
três
dimensões
na
internet.
Ele
vem
com
um
número
de
série
gravado
que
permite
a
identificação
do
usuário
por
operadores
de
rede,
aumentando
a
segurança
do
comércio
eletrônico.
O
novo
recurso,
porém,
é
acusado
de
interferir
com
o
direito
à
privacidade
na
internet.
Matemática
1800
a.C.
– Os
sumérios,
habitantes
do
Oriente
Médio,
desenvolvem
o
mais
antigo
sistema
numérico
conhecido.
Em
vez
dos
dez
algarismos
de
hoje
(0,
1,
2,
3...
até
9),
o
sistema
caldeu
tinha
60
símbolos.
É
por
isso
que
uma
hora,
desde
então,
é
dividida
em
60
minutos,
e o
dia
e a
noite
têm
12
horas
(12
é a
quinta
parte
de
60).
Pelo
mesmo
motivo,
o
ano
é
dividido
em
12
meses.
Já
na
geometria,
o
círculo
tem
360º,
que
é
seis
vezes
60.
520
a.C.
– O
matemático
grego
Eudoxo
de
Cnido
(400?-350?
a.C.)
cria
uma
definição
para
os
números
irracionais.
São
frações
que
não
podem
ser
escritas
na
forma
usual,
como
quatro
quintos
(quatro
dividido
por
cinco)
ou
três
quartos.
Um
exemplo
é a
raiz
quadrada
de
2;
não
existem
dois
números
que,
divididos
um
pelo
outro,
dêem
esse
resultado.
Para
escrever
esse
número
é
preciso
usar
infinitos
algarismos.
De
maneira
aproximada,
ele
vale
1,4142135.
OS
GREGOS
E O
INFINITO
–
Antes
de
Eudoxo,
o
filósofo
Pitágoras
(580
a.C.-500
a.C.),
também
um
matemático
brilhante
além
de
líder
religioso,
tentou
banir
o
estudo
dos
números
irracionais
porque
não
aceitava
que
eles
tivessem
de
ser
escritos
com
infinitos
algarismos.
Os
irracionais
foram
aceitos,
como
se
aceitaram,
também,
as
somas
infinitas.
Uma
delas
manda
somar
1
mais
meio
mais
a
metade
de
meio,
que
é um
quarto,
mais
a
metade
de
um
quarto
(um
oitavo)
mais
a
metade
disso
(um
dezesseis
avos),
e
assim
por
diante,
indefinidamente.
Mas,
se a
soma
possui
infinitas
parcelas,
como
pode
ser
somada?
Pois
os
gregos
arranjaram
um
meio
de
fazer
a
conta,
descobrindo
que
o
resultado
é
simplesmente
2.
300
a.C.
– A
geometria
da
Antiguidade
chega
ao
ápice
com
o
grego
Euclides.
Vivendo
em
Alexandria,
ele
sistematiza
todos
os
conhecimentos
acumulados
até
então
por
seu
povo
nos
dois
séculos
anteriores,
além
de
diversos
teoremas
que
ele
mesmo
demonstra.
O
resultado
é o
livro
Elementos.
250
–
Fugindo
da
tradição
grega,
que
era
centrada
na
geometria,
Diofante
(século
III)
inicia
um
estudo
rigoroso
de
diversos
problemas
numa
área
da
matemática
hoje
chamada
de
álgebra.
Uma
questão
típica
algébrica
(muito
simples):
se
um
homem
tem
certa
idade
e
seu
filho,
de
10
anos,
a
metade
dessa
idade
menos
cinco
anos,
quantos
anos
tem
o
pai?
Em
forma
matemática,
essa
pergunta
se
escreveria:
10 =
x/2
-
5.
500
– O
algarismo
zero
até
essa
época
sempre
fica
subentendido
ao
se
escrever
um
número
que
precise
dele
(como
o
10,
no
sistema
atual).
Um
indiano,
cujo
nome
se
perdeu
na
história,
cria
um
símbolo
para
o
zero.
Os
árabes
começam
a
usá-lo
por
volta
do
ano
700.
Em
810,
ele
aparece
explicitamente
num
texto
do
sábio
Muhammad
ibn
Al-Khwarizmi
(780-850).
1202
– O
matemático
italiano
Leonardo
Fibonacci
(1170?-1240)
é o
primeiro
europeu
a
usar
os
algarismos
arábicos,
que
são
empregados
atualmente
para
escrever
os
números.
Até
então,
os
europeus
utilizavam
os
algarismos
romanos,
como
o I
(que
vale
1),
o V
(5)
e o
X
(10).
Fibonacci
também
adota
o
zero,
que
os
europeus
já
conheciam,
mas,
na
prática,
não
empregavam.
1535
–
Encontra-se
um
método
para
resolver
as
equações
algébricas
de
terceiro
grau
.
São
aquelas
em
que
a
incógnita
aparece
elevada
ao
cubo,
como
na
equação
x3 +
1 =
0. A
autoria
da
fórmula
é
disputada
por
dois
italianos:
Niccolò
Tartaglia
(1499-1557)
e
Geronimo
Cardano
(1501-1576).
1545
–
Primeira
sugestão
de
que
certas
contas
podem
ter
como
resultado
um
número
negativo.
A
proposta
causa
espanto
porque,
na
época,
parece
absurdo
algo
ser
menor
que
nada,
ou
seja,
zero.
O
italiano
Geronimo
Cardano,
no
entanto,
usa
os
novos
números
para
resolver
problemas
como
o de
alguém
que
gastou
mais
do
que
possui
no
banco,
tendo
então
saldo
negativo.
Assim,
ele
resolve
equações
que
até
então
ficavam
sem
resposta.
1551
–
Surge
a
trigonometria,
que
facilita
muito
os
cálculos,
especialmente
os
celestes,
em
que
é
preciso
somar,
diminuir
ou
multiplicar
valores
de
ângulos.
A
trigonometria
estabelece
regras
que
transformam
os
ângulos
em
números
comuns.
Exemplo:
em
vez
de
um
ângulo
de
30º,
pode-se
falar
no
seno
de
30,
que
vale
0,5.
O
criador
do
novo
cálculo
é o
alemão
Georg
Joachim
Iserin
von
Lauchen
(1514-1576),
conhecido
como
Rético,
aluno
do
astrônomo
polonês
Nicolau
Copérnico
.
COMPLICAR
PARA
SIMPLIFICAR
–
Diversas
novidades
na
matemática
são
criadas
para
evitar
o
trabalho
que
dá
efetuar
contas
muito
extensas
e em
grande
quantidade.
É
assim
que
surgem
tanto
a
trigonometria
como
o
logaritmo
,
duas
ferramentas
de
uso
bastante
sofisticado.
Mas
quem
precisa
fazer
cálculos
muito
trabalhosos
percebe
vantagens
numa
complicação
aparentemente
desnecessária.
A
ciência
e a
tecnologia
não
se
teriam
desenvolvido
sem
esses
instrumentos
essenciais.
1591
– O
francês
François
Viète
(1540-1603)
abandona
a
prática
de
escrever
matemática
por
meio
de
palavras.
Até
então
as
equações,
os
números
e as
incógnitas
eram
apresentados
por
extenso,
de
maneira
trabalhosa
e
confusa.
Viète
passa
a
representar
suas
equações
utilizando
como
símbolos
as
letras
do
alfabeto.
Uma
soma,
por
exemplo,
fica
assim:
x+y
= z.
Isso
torna
a
resolução
de
problemas
extremamente
mais
fácil.
1614
–
Publica-se
a
primeira
tábua
de
logaritmos.
Seu
autor
é o
escocês
John
Napier
(1550-1617).
O
logaritmo
simplifica
cálculos
muito
trabalhosos
por
meio
do
uso
de
expoentes,
como
23,
que
significa
2
vezes
2,
vezes
2.
Ou
seja,
8.
1637
–
Surge
a
geometria
analítica,
desenvolvida
pelo
filósofo,
físico
e
matemático
francês
René
Descartes
(1596-1650).
A
nova
disciplina
é
uma
espécie
de
mistura
entre
a
álgebra
e a
geometria,
pois
Descartes
ensina
a
transformar
pontos,
retas
e
circunferências
em
números.
Depois
mostra
como
fazer
contas
com
as
figuras
geométricas.
Na
geometria
analítica,
um
ponto
pode
ser
escrito
como
um
par
de
números
na
forma
(1,
2).
Uma
reta
pode
ser
uma
equação
como
x +
y =
b.
O
MÉTODO
CIENTÍFICO
– No
mesmo
livro
em
que
desenvolve
a
geometria
analítica,
Discurso
sobre
o
Método,
Descartes
também
estabelece
os
fundamentos
da
ciência
da
maneira
como
é
entendida
até
hoje.
Para
ele,
não
basta
empregar
o
raciocínio
e a
lógica
para
entender
a
natureza
e o
mundo.
Observar
e
interpretar
os
fatos,
como
faziam
os
antigos,
é
importante,
mas
as
interpretações
devem
ser,
em
seguida,
submetidas
à
experimentação.
Numa
palavra,
é
preciso
testar
aquilo
que
se
pensa
estar
acontecendo.
Muitos
outros
sábios,
como
o
italiano
Galileu
Galilei
e o
inglês
\uldb
Francis
Baconjump:EJIF
(1561-1626),
escrevem
e
falam
sobre
o
método
científico.
Mas
é
com
Descartes
que
ele
ganha
aceitação
completa.
1654
– O
cálculo
das
probabilidades
é
criado
pelos
matemáticos
franceses
Pierre
de
Fermat
(1601-1665)
e
Blaise
Pascal
(1623-1662),
que
também
era
físico.
Curiosamente,
eles
desenvolvem
esse
novo
ramo
da
matemática
quase
como
uma
diversão,
com
base
em
um
problema
levado
a
eles
por
um
jogador
de
dados,
Chevalier
de
Mere.
De
Mere
pergunta
se é
possível
prever
os
resultados
de
um
jogo.
Os
matemáticos
dizem
que
sim
–
pelo
menos
em
certas
circunstâncias
e
até
certo
ponto.
1669
– O
físico
inglês
Isaac
Newton
(1642-1727)
inventa
o
cálculo
diferencial
e
integral.
Com
ele
torna-se
possível
calcular
a
área
ou o
volume
de
qualquer
figura
geométrica,
não
importa
a
sua
forma.
Até
então,
para
cada
figura
era
preciso
criar
uma
fórmula
diferente.
REVOLUÇÃO
MATEMÁTICA
– O
cálculo
diferencial
e
integral,
que
Newton
desenvolve
ao
mesmo
tempo
que
o
alemão
Wilheim
Leibniz
(1646-1716),
revoluciona
a
matemática.
Para
saber
a
área
de
um
círculo,
utilizando
a
nova
ferramenta,
basta
dividir
esse
círculo
em
quadrados
iguais,
bem
pequenos.
Em
seguida,
calcula-se
a
área
de
um
quadrado
e
multiplica-se
pelo
número
total
de
quadrados.
Com
isso,
acha-se
a
área
(ou
o
volume,
se
for
o
caso,
de
qualquer
figura).
Os
quadrados
têm
de
ser
infinitamente
pequenos
para
encher
toda
a
borda
do
círculo,
e o
número
de
quadrados
precisa
ser
infinito.
Portanto,
a
área
total
será
uma
soma
de
infinitos
termos,
tipo
de
soma
que
os
gregos
já
sabiam
fazer
havia
mais
de 2
mil
anos.
1685
–
Criação
dos
chamados
números
imaginários.
Eles
aparecem
quase
como
um
complemento
dos
números
negativos
(
Durante
muito
tempo,
ninguém
sabe
dizer
qual
seria
a
raiz
quadrada
de
-1
(menos
um).
Essa
conta
não
dá
-1,
pois
-1 é
raiz
de 1
(porque
-1
vezes
-1 é
1).
Ela
também
não
dá
1,
que
também
é
raiz
de
1. O
inglês
John
Wallis
(1616-1703)
resolveu
a
questão
criando
um
número,
chamado
i,
que
é a
raiz
quadrada
de
-1.
Quer
dizer
que
i
vezes
i dá
-1.
O i
é o
mais
simples
dos
números
imaginários,
que,
apesar
do
nome,
são
tão
verdadeiros
quanto
os
outros
números.
1744
– A
família
de
números
transcendentais
entra
para
o
mundo
da
matemática
encontrada
pelo
suíço
Leonard
Euler
(1707-1783).
Euler
estuda
as
chamadas
equações
algébricas,
que
possuem,
por
exemplo,
a
forma
x2+x+1=
0.
Percebe
que
elas
têm
todos
os
tipos
de
solução:
números
inteiros,
imaginários,
irracionais,
frações
etc.
Mas
nenhuma
equação
dessa
categoria
jamais
dá,
por
exemplo,
uma
resposta
igual
a (
(3,1416...).
Hoje
se
sabe
que
existem
infinitos
números
que
nunca
podem
ser
solução
de
uma
equação
algébrica.
São
os
chamados
transcendentais.
1822
– O
desenvolvimento
da
geometria
projetiva
abre
caminho
para
a
geometria
moderna.
Esse
novo
ramo
de
estudo
analisa
as
formas
geométricas
de
vários
ângulos.
Assim,
uma
pirâmide
vista
de
cima
aparece
como
um
quadrado;
vista
de
lado,
torna-se
um
triângulo.
Seu
criador
é o
francês
Jean
Victor
Poncelet
(1788-1867).
1824
– O
norueguês
Niels
Henrik
Abel
(1802-1829)
descobre
que
é
impossível
resolver
as
equações
de
quinto
grau.
Durante
anos,
os
matemáticos
haviam
procurado
uma
fórmula
para
chegar
a um
resultado.
São
equações
em
que
a
incógnita
vem
elevada
à
quinta
potência,
na
forma
x5+x4+x3+x2+x+1
=
0.
1826
– A
geometria
não
euclidiana
é
criada
pelo
russo
Nicolai
Ivanovich
Lobachevsky
(1792-1856).
Segundo
ele,
para
que
os
teoremas
de
Euclides
sejam
válidos
é
desnecessário
supor
que
só
dá
para
construir
uma
paralela
a
uma
reta
passando
por
um
ponto
fora
dessa
reta.
Esse
conceito
vinha
sendo
um
dos
alicerces
da
geometria
desde
cerca
de
300
a.C.
Com
base
na
idéia
oposta,
de
que
é
possível
construir
infinitas
paralelas
a
uma
reta
passando
por
um
ponto
fora
dessa
reta,
Lobachevsky
elabora
a
nova
geometria. |
|