2000000
a.C.
– Os
instrumentos
de
pedra
–
machado,
faca
e
pontas
rústicas
de
lança
–
inventados
por
dois
dos
ancestrais
mais
antigos
do
gênero
humano,
o
Homo
habilis
e o
Homo
erectus,
são
considerados
as
mais
antigas
invenções
tecnológicas.
Como
nasceu
a
tecnologia
– É
possível
que
certos
antepassados
do
homem,
os
Australopithecus,
que
viveram
há
uns
4
milhões
de
anos,
tenham
utilizado
instrumentos
ainda
mais
toscos
que
os
do
habilis
e do
erectus.
Basta
ver
que
os
chimpanzés
não
sabem
tirar
lascas
de
pedra
até
transformá-las
em
faca
ou
machado.
Mas
procuram
no
solo
da
floresta
pedras
que
se
encaixem
bem
na
mão
e
que
possam
ser
usadas
como
martelo
para
quebrar
coco.
Como
os
Australopithecus
foram
muito
parecidos
com
os
chimpanzés,
talvez
fizessem
uso
de
ferramentas
“naturais”,
como
as
deles.
Assim,
esses
ancestrais
longínquos
teriam
preparado
o
terreno
para
o
surgimento
da
verdadeira
tecnologia,
2
milhões
de
anos
mais
tarde.
500000
a.C.
– A
primeira
espécie
a
fazer
uso
do
fogo
é o
Homo
erectus,
um
antepassado
da
humanidade
de
cérebro
relativamente
grande.
Ele
media
75%
do
volume
da
massa
cinzenta
do
Homo
sapiens,
espécie
à
qual
pertencem
os
seres
humanos
atuais.
40000
a.C.
– o
Homo
sapiens
cria
instrumentos
de
pedra
lascada
mais
precisos
que
os
existentes
até
então.
Entre
as
“novidades
tecnológicas”,
há
raspadores
de
couro
(pedras
lascadas
na
forma
de
lâmina)
e
pequenas
pontas
de
flecha
bem
lapidadas.
20000
a.C.
–
Por
essa
época
já
se
fazem
instrumentos
de
madeira,
de
osso
e de
concha.
data
das
evidências
mais
antigas
sobre
o
uso
de
arco
e
flecha.
As
lâmpadas
a
óleo,
precursoras
das
lamparinas,
têm
também
essa
idade.
12000
a.C.
–
Origem
provável
da
criação
de
animais
na
África
e na
Europa.
Tudo
indica
que
primeiro
são
domesticados
os
cachorros
e as
cabras.
7000
a.C.
–
Data
mais
segura
para
a
invenção
dos
utensílios
cerâmicos.
eles
podem
ser
mais
antigos
que
isso,
mas,
nessa
época,
se
sabe
que
já
estão
bem
disseminados
e em
uso
em
várias
partes
do
mundo.
Ninguém
entende
como
se
dá a
descoberta
de
que
queimar
alguns
tipos
de
barro
os
deixa
impermeáveis.
É
possível
que
os
povos
pré-históricos
tenham
aprendido
primeiro
a
fazer
cestos
e
depois
notado
que
os
cestos
forrados
com
argila
têm
a
vantagem
de
reter
água.
O
passo
seguinte
foi
empregar
o
fogo
para
endurecer
as
peças.
6000
a.C.
–
Tornam-se
comuns
os
tecidos
feitos
de
linho,
uma
planta
presente
em
diversas
regiões.
Torcidos,
os
ramos
do
vegetal
viram
fibras
resistentes
e
maleáveis,
boas
para
tecer.
Leves,
frescos,
laváveis,
os
tecidos
revolucionam
a
vestimenta,
até
então
feita
de
couro.
5000
a.C.
– As
cidades
da
região
que
ficam
onde
hoje
é o
Iraque
(talvez
as
do
Egito
também)
criam
sistemas
de
irrigação
para
grandes
plantações
de
cereais.
nos
séculos
e
milênios
seguintes,
a
idéia
pega
e se
espalha
pelo
mundo,
chegando
à
China.
4000
a.C.
– Os
homens
difundem
o
uso
do
bronze.
É o
fim
da
chamada
idade
da
pedra.
A
humanidade
havia
começado
pelos
instrumentos
de
pedra
e
passado
aos
objetos
feitos
de
concha,
de
madeira
e de
osso.
Em
seguida
vêm
dois
minérios:
o
cobre
e o
bronze.
Desde
6000
a.c.
se
aquecem
rochas
para
derreter
o
cobre
contido
nelas.
Por
volta
de
5000
a.c.
se
descobre
o
bronze,
uma
mistura
de
cobre
e
estanho.
3500
a.C.
–
Carroças
com
rodas,
puxadas
a
cavalo,
são
construídas
por
povos
nômades
da
Ásia,
possivelmente
da
região
que
hoje
se
estende
desde
a
Ucrânia
até
a
Mongólia.
As
rodas
são
um
pouco
mais
antigas.
Por
essa
época,
os
egípcios
já
as
utilizam
nos
moinhos
de
trigo.
Mas
não
percebem
que
ela
pode
revolucionar
os
meios
de
transporte.
2500
a.C.
–
Desse
período
datam
as
antigas
peças
feitas
com
vidro.
Os
egípcios
já
sabem
derreter
areia
com
água
para
transformá-la
em
vidro.
1700
a.C.
– A
escrita
assinala
o
fim
da
pré-história
e o
início
da
história.
O
surgimento
do
alfabeto,
que
é a
marca
dessa
transição,
não
aparece
com
muita
clareza
no
registro
histórico.
O
primeiro
alfabeto
talvez
seja
o
dos
sumérios,
habitantes
da
região
onde
hoje
fica
o
Oriente
Médio.
1500
a.C.
– Os
antigos
encontram
o
ferro.
Há
possibilidade
de
que
a
primeira
fonte
desse
metal
sejam
meteoritos
caídos
do
céu.
O
fato
é
que
o
ferro
contido
nos
meteoritos
é
especialmente
rijo,
superando
o
bronze.
Somente
dois
ou
três
séculos
mais
tarde
se
descobre
como
extrair
ferro
de
boa
qualidade
dos
minérios
terrestres.
Derretem-se
os
minérios
em
brasa
de
carvão
vegetal:
assim,
o
carbono
do
carvão
forma
uma
liga
poderosa
com
o
ferro.
É,
na
verdade,
um
tipo
de
aço.
700
– Os
persas
inventam
os
moinhos
de
vento.
Até
então
o
meio
mais
eficiente
de
produzir
força
mecânica
eram
as
rodas-d’água,
que
só
podiam
ser
instaladas
onde
houvesse
rios.
Já
os
moinhos
tinham
a
vantagem
de
funcionar
em
praticamente
qualquer
lugar.
O
primeiro
moinho
europeu
é
construído
na
França
em
1180.
Logo,
quase
todos
os
países
do
continente
passam
a
empregar
essa
nova
e,
para
a
época,
poderosa
fonte
de
força.
900
–
Surgem
os
arreios
em
diversas
regiões
da
Europa.
Com
essas
peças
de
couro
firmemente
ajustada
a
seus
corpos,
os
cavalos
podem,
finalmente,
puxar
pesos
grandes,
como
arados
e
carroças.
1291
– Os
italianos
aplicam
uma
lâmina
de
metal
derretido
sobre
uma
superfície
de
vidro,
criando
os
primeiros
espelhos
da
história.
1454
– A
primeira
impressora
da
história
é
montada
pelo
inventor
alemão
Johann
Gutenberg.
A
obra
impressa
de
estréia
é
uma
bíblia
ilustrada.
Antes
de
Gutemberg,
os
livros
eram
copiados
a
mão,
e
pouquíssimas
pessoas
tinham
acesso
à
leitura.
1568
– Os
mapas-múndi
criados
pelo
belga
Gerardus
Mercator
(1512-1594)
fundam
a
geografia
moderna.
Até
hoje,
muitos
deles
são
desenhados
de
acordo
com
o
método
do
belga,
chamado
Projeção
de
Mercator.
Nesse
tipo
de
mapa
é
mais
fácil
planejar
as
rotas
de
navegação.
É
que,
como
a
Terra
é
redonda,
o
percurso
dos
navios,
ao
ser
traçado
sobre
os
mapas
comuns,
aparece
como
uma
curva.
Mercator,
então,
altera
a
forma
dos
mapas
de
modo
que,
se
um
navio
não
mudar
de
direção,
sua
rota
aparece
como
uma
linha
reta.
1590
– O
microscópio
é
inventado
pelo
holandês
Zacharias
Janssen
(1580-1638?).
Fabricante
de
óculos,
ele
teve
a
brilhante
idéia
de
combinar
duas
lentes
para
dobrar
o
aumento
dado
por
uma
delas
sozinha.
1592
–
Usando
apenas
um
tubo
de
ensaio
e
uma
bacia
com
água,
o
sábio
italiano
Galileu
Galilei
(1564-1642)
monta
o
primeiro
termômetro.
Ele
coloca
o
tubo
com
a
boca
para
baixo,
semi-submerso
na
água.
Assim,
quando
o ar
de
dentro
do
tubo
esfria,
o
volume
diminui
e
sobe
um
pouco
de
água
dentro
do
cilindro
de
vidro.
Quando
o ar
esquenta,
o
volume
aumenta
e a
água
é
empurrada
para
fora.
O
nível
da
água,
portanto,
mede
a
temperatura
do
ar.
1643
– O
físico
italiano
Evangelista
Torricelli
(1608-1647)
cria
o
barômetro.
Com
esse
aparelho,
avalia
a
pressão
atmosférica,
ou
seja,
o
peso
do
ar
sobre
a
superfície
da
terra.
Cinco
anos
mais
tarde,
o
francês
Blaise
Pascal
usa
o
barômetro
para
mostrar
que
no
alto
das
montanhas
a
pressão
do
ar é
menor.
1707
– O
relógio
de
pulso
surge
como
um
instrumento
de
contar
batidas
cardíacas.
É
construído
pelo
físico
inglês
John
Floyer
(1649-1734)
e só
funciona
durante
um
minuto
de
cada
vez.
Como
isso
basta
para
os
médicos,
Floyer
não
se
preocupa
em
aumentar
o
tamanho
da
mola
que
faz
o
relógio
funcionar,
permanecendo
dessa
forma
nos
anos
seguintes.
1712
–
Surge
a
máquina
a
vapor.
Seu
criador
é o
engenheiro
inglês
Thomas
Newcomen
(1663-1728).
aquecendo
água
numa
caldeira
fechada,
ele
produz
vapor
capaz
de
empurrar
um
pistão.
Esse
movimento
impulsiona
o
aparelho
ao
qual
a
máquina
se
encontra
ligada,
como
as
bombas-d’água,
usadas
nas
minas
de
carvão
naquela
época.
Em
1764,
o
engenheiro
escocês
James
Watt
(1736-1819)
aperfeiçoa
a
máquina
a
vapor
e
também
é
considerado
um
de
seus
criadores.
A
tecnologia
da
revolução
–
Desde
o
final
da
Idade
Média,
grandes
fábricas,
especialmente
de
tecido,
começam
a
funcionar
na
Europa.
São
tocadas
por
moinhos
de
vento
ou
por
rodas-d’água,
que
não
produzem
muita
força.
As
máquinas
a
vapor,
bem
mais
potentes,
permitem
o
surgimento
de
fábricas
realmente
grandes,
que
empregam
centenas,
às
vezes
milhares,
de
operários.
Por
isso
é
que
a
máquina
a
vapor
é
considerada
fundamental
para
o
que
hoje
chamamos
de
Revolução
Industrial.
1800
–
Fazendo
experiências
com
metais,
o
físico
italiano
Alessandro
Volta
(1745-1827)
desenvolve
a
bateria
elétrica.
Ele
usa
dois
recipientes
que
contêm
água
salgada.
Num
deles
coloca
cobre
e no
outro,
zinco.
Ligando
os
metais
por
um
fio,
corre
eletricidade
entre
eles.
A
experiência
demonstra
que
os
metais
são
depósitos
de
energia
elétrica
que
pode
ser
liberada
a
qualquer
momento.
1839
– O
artista
francês
Louis-Jacques-Mandé
Daguerre
(1789-1851)
tira
a
primeira
fotografia.
Ele
sabe
que
certos
sais
escurecem
quando
expostos
à
luz.
E
que,
se
esta
é
refletida
por
um
rosto,
por
exemplo,
o
escurecimento
reproduz
sua
imagem.
O
francês
espalha
os
sais
sobre
um
papel
e o
coloca
numa
caixa
fechada,
tendo
um
pequeno
buraco
que
se
pode
abrir
e
fechar
rapidamente.
Depois,
um
método
químico
–
hoje
chamado
revelação
–
interrompe
o
escurecimento
dos
sais,
fixando
a
imagem.
1860
– O
belga
Jean-Joseph-Etienne
Lenoir
(1822-1900)
monta
o
primeiro
motor
a
explosão.
É a
mesma
idéia
que
ainda
faz
funcionar
os
carros
atuais:
introduzem-se
ar e
gás
inflamável
num
cilindro
oco
em
que
uma
faísca
provoca
a
mistura
que
explode
e
empurra
um
pistão.
Esse
movimento,
por
meio
de
engrenagens,
torna
possível
a
roda
girar.
O
motor
a
explosão
foi
aprimorado
pelos
alemães
Nicolau
Otto,
em
1876,
e
Rudolf
Diesel,
em
1897.
1876
– O
telefone
possibilita
a
comunicação
falada
a
grandes
distâncias.
Construído
pelo
americano
Alexander
Graham
Bell
(1847-1922),
o
aparelho
transforma
a
voz
em
sinais
elétricos
e,
do
outro
lado
da
linha,
converte
os
sinais
em
sons
novamente.
O
mesmo
princípio,
desde
1844,
já
fazia
funcionar
o
telégrafo.
1879
–
Depois
de
anos
de
tentativas
frustradas
se
acende
uma
lâmpada
elétrica
capaz
de
produzir
luz
durante
algum
tempo
antes
de
queimar.
Durante
40
horas
ela
ilumina
o
laboratório
de
seu
construtor,
o
americano
Thomas
Alva
Edison
(1847-1931).
1898
– O
engenheiro
americano
Simon
Lake
(1866-1945)
constrói
um
submarino
capaz
de
submergir
em
alto-mar.
Bem
antes
disso,
por
volta
de
1620,
o
holandês
Cornelis
Jacobszoon
Drebbel
(1572-1633)
havia
conseguido
navegar
com
um
submarino
num
rio,
o
Tâmisa,
no
Reino
Unido.
1901
– A
transmissão
que
inaugura
a
era
do
rádio
é
feita
em
12
de
dezembro
pelo
italiano
Guglielmo
Marconi.
Ele
produz
ondas
de
rádio
em
um
balão,
sobre
o
Reino
Unido,
e
elas
são
captadas
na
costa
dos
Estados
Unidos
(EUA).
Na
mesma
época,
o
russo
Aleksander
Stepanovich
Popov
(1859-1905)
consegue
proeza
idêntica.
Os
dois
são
considerados
os
criadores
do
rádio.
1903
– Os
irmãos
americanos
Orville
(1871-1948)
e
Wilbur
Wright
(1867-1912)
pilotam
o
primeiro
avião.
Eles
percorrem
208
metros
no
ar.
Em
1906,
o
brasileiro
Alberto
Santos-Dumont
(1873-1932)
Voa
220
metros
em
Paris,
no
14-bis.
Seu
feito,
por
ser
público,
se
torna
mais
conhecido
que
o
dos
Wright.
1904
–
Surgem
as
válvulas
eletrônicas
para
controlar
a
passagem
da
corrente
elétrica
nos
fios.
Criadas
pelo
engenheiro
inglês
John
Ambrose
Fleming
(1849-1945),
essas
peças
viabilizam
de
vez
o
funcionamento
dos
rádios.
1926
–
Robert
Hutchinson
Goddard
(1882-1945)
lança
um
foguete
de
combustível
líquido
(gasolina
e
oxigênio
liquefeito).
O
aparelho
mede
1,30
metro
e
sobe
a 70
metros
do
solo.
Os
materiais
corretos
–
Mais
de
500
anos
antes
do
americano
Goddard,
os
chineses
já
sabem
lançar
pequenos
cilindros
ao
céu.
Eles
usam
a
pólvora,
que,
por
ser
um
pó,
está
em
estado
sólido
e é
mais
fácil
de
manusear.
No
entanto,
ela
não
gera
uma
força
muito
grande.
Por
isso,
os
pequenos
foguetes
chineses
não
passam
de
brinquedo.
Ninguém
pensa
em
voar
dentro
deles,
como
acontece
hoje
com
os
foguetes
de
combustível
líquido.
São
os
recursos
e os
materiais
adequados
que
viabilizam
as
idéias.
1941
– O
avião
a
jato
levanta
vôo.
O
que
torna
possível
esse
novo
meio
de
transporte
é um
motor
semelhante
ao
dos
foguetes,
desenvolvido
pelo
engenheiro
inglês
Frank
Whittle
(1907-).
1943
– A
Motorola
lança
o
walkie-talkie,
o
primeiro
aparelho
portátil
capaz
de
transmitir
e
receber
emissões
de
rádio.
Muito
útil
às
tropas
americanas
na
II
Guerra
Mundial,
é
relativamente
grande,
quase
do
tamanho
de
uma
caixa
de
sapato,
e
não
faz
sucesso
comercial
imediato.
Modelos
menores,
nas
décadas
seguintes,
ampliam
as
vendas
do
aparelho,
transformando-o
no
precursor
não
só
dos
walkie-talkies
atuais
mas
também
do
telefone
celular.
1945
– No
dia
16
de
julho,
na
cidade
de
Alamogordo,
no
Novo
México,
é
detonada
a
primeira
bomba
de
fissão
nuclear
feita
de
plutônio
(bomba
atômica).
Sua
força
chega
a 20
mil
toneladas
de
tnt.
antes
da
explosão,
esperava-se
que
a
potência
máxima
seria
de 5
mil
toneladas.
1946
– O
engenheiro
eletricista
americano
Vannevar
Bush
(1890-1974)
constrói
um
computador
usando
válvulas
de
rádio.
A
parte
mecânica
do
equipamento
é
montada
por
John
William
Mauchly
(1907-1980)
e
John
Presper
Eckart
Jr.
(1919-).
1947
– A
televisão
instala-se
nos
lares.
Ela
não
tem,
exatamente,
um
inventor,
pois,
desde
a
década
de
20 é
empregada
em
laboratórios
como
um
equipamento
de
pesquisa.
1948
– Os
transistores
tomam
o
lugar
das
válvulas
como
componentes
essenciais
dos
circuitos
elétricos
e
eletrônicos.
Minúsculos
e
bem
mais
simples
que
as
válvulas
de
vidro,
eles
são
feitos
de
silício,
o
mesmo
cristal
encontrado
na
areia.
Saem
das
fábricas
montados
em
chapas
redondas
de
silício,
chamadas
chips.
1956
–
Nos
Estados
Unidos
(EUA),
hospitais
e
médicos
particulares
começam
a
usar
um
pequeno
receptor
de
telefone,
logo
depois
batizado
de
pager.
Com
o
dobro
do
tamanho
dos
atuais,
ele
é
feito
de
válvulas
de
vidro,
só
se
tornando
totalmente
transistorizado
em
1965,
três
anos
depois
dos
walkie-talkies.
Mesmo
assim,
o
pager
só
cairia
abaixo
dos
15
centímetros
de
comprimento
em
1983.
Só
depois
dessa
época
as
redes
de
telefonia
disseminam
o
uso
do
aparelho
entre
a
população.
1961
–
Lançamento
da
primeira
nave
espacial
capaz
de
transportar
um
ser
humano
para
fora
da
atmosfera
e
trazê-lo
de
volta
à
Terra.
É a
Vostok
I,
russa.
Ela
voa
em
21
de
abril
pilotada
pelo
astronauta
Yuri
Alekseyevich
Gagarin
(1934-1968).
Em
1963,
a
russa
Valentina
Vladimirovna
Tereshkova
torna-se
a
primeira
mulher
a
viajar
no
espaço.
1965
– O
Early
Bird
americano
inaugura
a
era
dos
satélites
de
comunicação.
Ele
possui
uma
central
telefônica,
com
capacidade
para
240
linhas,
e
uma
antena
de
retransmissão
para
a
tv.
1972
– Os
discos
laser
chegam
às
lojas.
Neles,
os
sons
ficam
codificados
na
forma
de
orifícios
microscópicos,
os
quais
um
raio
de
luz
laser
pode
“ler”
e
traduzir
em
sons
novamente.
Como
no
caso
da
televisão,
os
discos
laser
não
têm
um
único
inventor.
São
desenvolvidos
aos
poucos
até
se
tornar
um
produto
economicamente
viável.
1973
– Os
norte-americanos
põem
no
espaço
uma
estação
orbital,
chamada
Skylab.
Com
39
metros
de
comprimento,
ela
é um
passo
além
das
pequenas
naves
tripuladas
que
voavam
até
essa
época.
Com
o
Skylab,
os
astronautas
podem
permanecer
no
espaço
durante
alguns
meses.
1977
– O
departamento
de
patentes
dos
Estados
Unidos
(EUA)
concede
licença
para
a
comercialização
de
um
telefone
sem
fio,
hoje
chamado
de
celular,
que
transmite
e
recebe
mensagens
por
meio
de
ondas
de
rádio.
A
inovação
é um
aprimoramento
dos
antigos
walkie
talkies,
com
um
raio
de
ação
relativamente
amplo
por
causa
da
expansão
da
rede
de
comunicações,
especialmente
via
satélite.
O
celular
só
se
torna
realmente
operacional
a
partir
de
1983
e
seu
uso
cresce
apenas
depois
de
1990.
1981
– O
ônibus
espacial
faz
sua
viagem
inaugural.
É o
primeiro
foguete
capaz
de
voar
ao
espaço
e
voltar
a
pousar.
Os
foguetes
empregados
até
então
apenas
sobem
até
uma
órbita
da
terra,
lançam
sua
carga
–
que
pode
ser
um
satélite
ou
uma
nave
tripulada
– e
são
abandonados.
Os
tripulantes,
mais
tarde,
retornam
ao
solo
de
pára-quedas.
1995
–
Dave
Wineland
e
Chris
Monroe
constroem
o
primeiro
transistor
do
tamanho
de
um
átomo,
ou
seja,
1
milhão
de
vezes
menor
do
que
1
milímetro.
Com
isso,
os
transistores
já
não
obedecem
às
leis
da
eletrônica
tradicional,
mas
sim
às
regras
da
mecânica
quântica,
e
sua
capacidade
de
processar
dados
fica
imensamente
maior.
Problemas
que
em
um
supercomputador
atual
levariam
anos
para
ser
resolvidos
num
futuro
computador
“quântico”
demorariam
somente
alguns
segundos.
Nanotecnologia
– A
técnica
que
permitiu
a
Monroe
e
Wineland
fazer
seu
transistor
é a
nanotecnologia:
com
ela
é
possível
manipular
objetos
da
mesma
ordem
de
grandeza
de
uns
poucos
átomos.
Deve
servir
para
fazer
transistores
e
outras
coisas,
como
motores,
rádios
e
aparelhos
cirúrgicos,
como
um
robô
que
poderia
operar
o
interior
do
corpo
humano
sem
cortar
nada.
Em
1986,
a
IBM
demonstrou
o
potencial
da
nanotecnologia
ao
esculpir
seu
nome
numa
placa
de
metal
que
tinha
apenas
uns
milhares
de
átomos.
1998
–
Chegam
ao
Brasil
os
sucessores
do
CD-ROM,
os
DVD.
Nas
versões
mais
simples,
o
novo
disco
armazena
sete
vezes
mais
que
os
velhos.
São
4,7
gigabytes,
equivalentes
a
nove
horas
de
música
ou
133
minutos
de
filme.
O
aumento
da
capacidade
foi
obtido
por
empresas
americanas
em
1995,
data
de
criação
do
DVD.
Para
satisfazer
as
grandes
empresas
que
comercializam
o
produto,
o
mundo
foi
dividido
em
seis
grandes
regiões:
1,
Estados
Unidos;
2,
Europa;
3,
Sudeste
Asiático;
4,
América
do
Sul
e
Central;
5,
Federação
Russa
e
Leste
Europeu;
6,
China.
Os
filmes
produzidos
para
cada
uma
delas
não
podem
ser
vistos
em
outra
por
causa
de
uma
senha
existente
no
DVD.
Na
prática,
esse
bloqueio
tem
sido
quebrado.
1999
–
Explode
na
internet
o
uso
do
MP3,
um
programa
de
reprodução
de
som
capaz
de
competir
em
qualidade
com
os
CD-ROMs.
O
usuário
faz
o
download
em
sites
que
podem
ou
não
cobrar
por
isso.
O
MP3
pode
ser
usado
também
por
quem
faz
música,
já
que
não
há
dificuldade
em
produzir
um
disco
virtual
no
computador.
O
segredo
desse
software
é
sua
capacidade
de
compactação
de
dados,
na
proporção
de
11
para
um,
o
que
facilita
a
manipulação
dos
arquivos
gravados
com
sons.
Mesmo
assim,
o
programa
demorou
a
fazer
sucesso.
Criado
em
1987
pela
empresa
alemã
Fraunhofer,
ele
só
passou
a
ser
usado
de
maneira
limitada
na
informática
a
partir
de
1992.
Cinco
anos
mais
tarde
apareceram
as
primeiras
melodias
na
internet,
graças
especialmente
à
iniciativa
do
estudante
norte-americano
Justin
Fraenkel. |
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