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No
século VI a.C., na Grécia, surge o
primeiro ator quando o corifeu Téspis
destaca-se do coro e, avançando até a
frente do palco, declara estar
representando o deus Dionísio. É dado o
primeiro passo para o teatro como o
conhecemos hoje. Em Roma os primeiros
jogos cênicos datam de 364 a.C. A
primeira peça, traduzida do grego, é
representada em 240 a.C. por um escravo
capturado em Tarento. Imita-se o
repertório grego, misturando palavra e
canto, e os papéis são representados por
atores masculinos mascarados, escravos
ou libertos.
Do
século VI a.C. ao V d.C., em Atenas, o
tirano Pisístrato organiza o primeiro
concurso dramático (534 a.C.).
Apresentam-se comédias, tragédias e
sátiras, de tema mitológico, em que a
poesia se mescla ao canto e à dança. O
texto teatral retrata, de diversas
maneiras, as relações entre os homens e
os deuses. No primeiro volume da
Arte
poética, Aristóteles formula as
regras básicas para a arte teatral: a
peça deve respeitar as unidades de tempo
(a trama deve desenvolver-se em 24h), de
lugar (um só cenário) e de ação (uma só
história).
Autores
gregos – Dos autores de que se
possuem peças inteiras, Ésquilo (Prometeu
acorrentado) trata das relações
entre os homens, os deuses e o Universo.
Sófocles (Édipo)
e Eurípides (Medéia)
retratam o conflito das paixões humanas.
Do final do século IV a.C. até o início
do século III a.C., destacam-se a
"comédia antiga" de Aristófanes (Lisístrata),
que satiriza as tradições e a política
atenienses; e a "comédia nova", que com
Menandro (O
misantropo) critica os costumes.
Ésquilo (525 a.C.?-456
a.C.?) nasce numa família nobre
ateniense e luta contra os persas.
Segundo Aristóteles, é o criador da
tragédia grega. Escreve mais de noventa
tragédias, das quais sete são conhecidas
integralmente na atualidade –
As
suplicantes,
Os persas,
Os sete
contra Tebas,
Prometeu
acorrentado e a trilogia
Orestia,
da qual fazem parte
Agamenon,
As
coéforas e
Eumenides.
Sófocles (495 a.C?-406
a.C.) vive durante o apogeu da cultura
grega. Escreve cerca de 120 peças, das
quais sete são conservadas até hoje,
entre elas
Antígona,
Electra
e Édipo
Rei. Nesta última, Édipo mata o
pai e casa-se com a própria mãe,
cumprindo uma profecia. Inspirado nessa
história, Sigmund Freud formula o
complexo de Édipo.
Eurípides (484 a.C.?-406
a.C.) é contemporâneo de Sófocles e
pouco se sabe sobre sua vida. Suas
tragédias introduzem o prólogo
explicativo e a divisão em cenas e
episódios. É considerado o mais trágico
dos grandes autores gregos. Em sua obra
destacam-se
Medéia,
As
troianas,
Electra,
Orestes
e As
bacantes.
Aristófanes (450
a.C.?-388 a.C?) nasce em Atenas, Grécia.
Sua vida é pouco conhecida, mas pelo que
escreve se deduz que teve boa educação.
Sobrevivem, integralmente, onze de cerca
de quarenta peças. Violentamente
satírico, critica as inovações sociais e
políticas e os deuses em diálogos
inteligentes. Em
Lisístrata, as mulheres fazem
greve de sexo para forçar atenienses e
espartanos a estabelecerem a paz.
Espaço cênico grego – Os
teatros são construídos em áreas de
terra batida, com degraus em semicírculo
para abrigar a platéia. A área da
platéia é chamada de
teatron
e o conjunto de edificações recebe o
nome de
odeion. O palco é de tábuas,
sobre uma armação de alvenaria, e o
cenário é fixo, com três portas: a do
palácio, no centro; a que leva à cidade,
à direita; e a que vai para o campo, à
esquerda. Essa estrutura de palco
permanecerá até o fim da Renascença. Na
fase áurea, teatros, como o de Epidauro,
perto de Atenas, já são de pedra e
situam-se em locais elevados, próximos
aos santuários em honra a Dionísio.
Predomina a comédia. A tragédia é cheia
de situações grotescas e efeitos
especiais. Durante o Império Romano (de
27 a.C. a 476 d.C.) a cena é dominada
por pantomimas, exibições acrobáticas e
jogos circenses.
Autores romanos – Na
comédia destaca-se Plauto (A
panelinha), no século III a.C., e
Terêncio (A
garota de Ândria), no século II
a.C. Suas personagens estereotipadas
darão origem, por volta do século XVI,
aos tipos da
commedia
dell'arte. Da tragédia só
sobrevivem completas as obras de Sêneca
(Fedra),
que substituem o despojamento grego por
ornamentos retóricos.
Plauto ( 254 a.C.?-184
a.C.), além de dramaturgo romano,
possivelmente trabalha também como ator.
Adapta para Roma enredos de peças gregas
e introduz nos textos expressões do
dia-a-dia, além de utilizar uma métrica
elaborada. Seus textos alegres são
adaptados várias vezes ao longo dos
séculos e influenciam diversos autores
posteriores, entre eles Shakespeare e
Molière.
Espaço cênico romano –
Até 56 a.C. as encenações teatrais
romanas são feitas em teatros de
madeira; depois, surgem construções de
mármore e alvenaria, no centro da
cidade. Com o triunfo do cristianismo,
os teatros são fechados até o século X.
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