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Um Traçado Histórico
Em novembro de 1918, proclamou-se a
república em um país até então dominado
pela família dos Hohenzollern, cujo
poder se ampliou desde sua constituição
no século XII, na Prússia, até o século
XX e que conduziu à unificação dos
principiados independentes, formando um
Estado nacional. Foi Bismarck quem, em
1871, consolidou o Estado alemão sob a
hegemonia da Prússia, o que significava
predominância do militarismo e da
burocracia. A Alemanha, portanto,
tornou-se à imagem e semelhança do Reino
da Púrssia. No início do século XX a
Alemanha assistiu a duas insurreições
operárias: a de novembro de 1918 - que
proclamou a república e depôs os
Hohenzollern - e a de 1923, levante dos
operários de Bremen, sufocados pelo
Partido Socialista Alemão, que, na
ocasião, era governo. A sociedade alemã
foi seriamente abalada por esses
movimentos.
Fundação da Escola de Frankfurt
A Escola de Frankfurt foi fundada em
1924 por iniciativa de Félix Weil, filho
de um grande negociante de grãos de
trigo na Argentina. Antes dessa
denominação tardia (só viria a ser
adotada, e com reservas, por Horkheimer
na década de 1950), cogitou-se o nome
Instituto para o Marxismo, mas optou-se
por Instituto para a Pesquisa Social.
Seja pelo anticomunismo reinante nos
meios acadêmicos alemães nos anos
1920-1939, seja pelo fato de seus
colaboradores não adotarem o espírito e
a letra do pensamento de Marx e do
marxismo da época, o Instituto
recém-fundado preenchia uma lacuna
existente na universidade alemã quanto à
história do movimento trabalhista e do
socialismo. Carl Grünberg, economista
austríaco, foi seu primeiro diretor, de
1923 a 1930. O órgão do Instituto era a
publicação chamada Arquivos Grünberg.
Horkheimer, a partir de 1931, já com
título acadêmico, pôde exercer a função
de diretor do Instituto, que se
associava à Universidade de Frankfurt. O
órgão oficial dessa gestão passou a ser
a Revista para a Pesquisa Social, com
uma modificação importante: a hegemonia
era não mais da economia, e sim da
filosofia. A Teoria Crítica realiza uma
incorporação do pensamento de filósofos
"tradicionais", colocando-os em tensão
com o mundo presente.
Principais Filósofos da Escola de
Frankfurt
Max Horkheimer
Max Horkheimer nasceu em 1885, Stuttgard,
e faleceu em 1973. Como todos os
intelectuais da Escola de Frankfurt, era
judeu de origem, filho de um industrial
- Mortitz Horkheimer -, e ele próprio
estava destinado a dar continuidade aos
negócios paternos. Por intermédio de seu
amigo Pollock, Horheimer associou-se em
1923 à criação do Instituto para a
Pesquisa Social, do qual foi diretor, em
1931 sucedendo o historiador austríaco
Carl Grünberg.
Theodor Adorno
Theodor Wiesengrund Adorno nasceu em
1903 em Frankfurt, filho de pai alemão -
um próspero negociante de vinhos, judeu
assimilado - e mãe italiana. Cedo em sua
vida intelectual, descobriu a obra de
Kant por intermédio de seu amigo
Kracauer, especialista em sociologia do
conhecimento, que viria a se notabilizar
com a publicação da obra De Caligari a
Hitler, sobre as relações entre o cinema
e o nazismo. Adorno vinha de um meio de
musicistas e amantes de músicas e logo
se orientou para a estética musical. Com
o fim da Guerra, Adorno é um dos que
mais desejam o retorno a Frankfurt,
tornando-se diretor-adjunto do Instituto
Para Pesquisa Social e seu co-diretor em
1955, com a aposentadoria de Horkheimer,
Adorno torna-se o novo diretor.
Herbert Marcuse
Herbert Marcuse nasceu em Berlim numa
família de judeus assimilados. Foi
membro do Partido Sicial-Democráta
Alemão entre 1917 e 1918, tendo
participado de um Conselho de Soldados
durante a revolução berlinence de 1919,
na seqüência da qual deixou o partido.
Estudou filosofia em Berlim e Freiburg,
onde conheceu os filósofos e professores
de filosofia Husserl e Heidegger e se
doutorou com a tese "Romance de
artista".
HORKHEIMER
Materialismo e Moral
- Neste trecho do ensaio de 1933,
Horkheimer, fala da nessecidade de
reunificar ética e política, sentimentos
morais e transformação social.
Teoria Tradicional e Teoria Crítica
- Neste texto, de 1937, Horkheimer
mostra a indivisão entre a teoria
conceitual e práxis social. A teoria
Crítica reunifica razão pensamento
duralista que separa sujeito e objeto de
conhecimento.
Teoria Crítica Ontem e Hoje
-Horkheimer apresenta nesse texto de
1970 as características de sua Teoria
Crítica: filosofia e religião, teologia
e revolução devem ser coadjuvantes.
A Dimensão Estética
- A arte possui um tônus revolucionário
especial: não pode mudar a sociedade mas
é capas de transformar a consciência
daqueles que modificam o mundo. Isso
porque indica um "princípio de
realidade" incompatível com a coerção
política e psíquica.
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