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Capitalismo é o sistema econômico
que tem por base o lucro e a propriedade
privada dos meios de produção. O que
distingue o capitalismo de todos os
outros sistema econômicos é que todas as
relações envolvendo posse de propriedade
são voluntárias. Deve ser notado que o
capitalismo nunca existiu plenamente em
alguma sociedade.
Predominante, em algum grau, na
imensa maioria das sociedades e dos
Estados-nações industrializados do mundo
atual, o Capitalismo tem sua gênese nas
civilizações antigas que se localizavam
no Mar Mediterrâneo, segundo o
historiador russo Michael Rostovtzeff, o
que hoje chamamos de capitalismo surgiu
em Atenas durante o periodo clássico com
a formação de direitos que protegiam a
propriedade privada dos cidadãos
atenienses.
Durante a história antiga o capitalismo
existiu nos impérios helenísticos até a
primeira metade da história do Império
Romano. Mas o capitalismo nunca se
desenvolveu plenamente porque os estados
sempre interviram pesadamente nas
econômias da época.
Durante a Idade Média o capitalismo era
praticamente inexistente e só se
desenvolveu plenamente durante a
Revolução Industrial principalmente nos
EUA, que durante o século XIX foram a
sociedade mais proxíma do capitalismo
puro que existiu.
O capitalismo e a revolução tecnológica
estão determinando novos conceitos de
comunicação, facilitando o contato entre
as pessoas, permitindo o acesso a uma
grande quantidade de informações
necessárias à tomada de decisão no mundo
globalizado.
O
capitalismo teve seu início nas regiões
que circundavam o Mar Mediterrâneo na
antiguidade. Suas características
aparecem desde a idade clássica (do
século VI ao IV a.c) com a transferência
do centro da vida econômica social e
política das fazendas para as cidades
gregas.
A primeira cidade a desenvolver as
instituições capitalistas modernas
(lucro, prejuízo, salário, bancos,
seguros, divisão do trabalho e produção
em massa) foi a cidade de Atenas durante
os séculos V e IV a.c.
Embora a característica essencial do
capitalismo, a propriedade privada,
sempre esteve presente em algum grau
desde que a humanidade passou a ser
sedentária.
Com o declinio e queda do Império Romano
a economia de mercado deixou de existir
até ser parcialmente reavivada na alta
idade média e plenamente reavivada
durante a Revolução Industrial.
O Feudalismo (que pode ser considerado
um tipo de socialismo) passava por uma
grave crise decorrente da catástrofe
demográfica causada pela Peste negra que
dizimou 35% da população européia e pela
fome que assolava o povo. Já com o
comércio reativado pelas Cruzadas (do
século XI ao XII), a Europa passou por
um relativo desenvolvimento urbano e
comercial e, conseqüentemente, as
relações de produção capitalistas
aumentaram. Na Idade Moderna, os reis
expandem seu poderio econômico e
político através do mercantilismo e do
absolutismo, doutrinas
anti-capitalistas. Dentre os defensores
deste temos os filósofos Jean Bodin("os
reis tinham o direito de impor leis aos
súditos sem o consentimento deles"),
Jacques Bossuet ("o rei está no trono
por vontade de Deus") e Niccòlo
Machiavelli ("a unidade política é
fundamental para a grandeza de uma
nação"). Com o Absolutismo e com o
Mercantilismo, o Estado continuava a
controlar a economia e a buscar colônias
para adquirir metais(metalismo) através
da exploração. Isso para garantir o
enriquecimento da metrópole.
Foram somente com as revoluções liberaís
da Idade Moderna que o capitalismo se
estabeleceu como sistema econômico
predominante, pela primeira vez na
história, nos países da Europa
Ocidental. Algumas dessas revoluções
foram a Revolução Inglesa (1640-60, Hill
1940) e a Revolução Francesa (1789-99,
Soboul 1965), que construíram o
arcabouço institucional de suporte
ao desenvolvimento capitalista. Assim
começou a era do capitalismo moderno.
A partir da segunda metade do século
XVIII, com a Revolução Industrial,
causada pelo implantação do capitalismo,
inicia-se um processo ininterrupto de
produção coletiva em massa, geração de
lucro e acúmulo de capital. As
sociedades vão superando os tradicionais
critérios da aristocracia
(principalmente a do privilégio de
nascimento). Surgem as primeiras teorias
econômicas modernas: a Economia Política
e a ideologia que lhe corresponde, o
liberalismo. Na Inglaterra, o escocês
Adam Smith, um dos fundadores da
primeira e adepto do segundo, publica a
obra Uma Investigação sobre Naturezas
e Causas da Riqueza das Nações
(1776), em que assenta a teoria do
valor-trabalho e defende a
livre-iniciativa e a não-interferência
do Estado na economia.
Fonte: Encyclopaedia Britannica do
Brasil (Barsa)
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