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A
globalização é um dos processos de
aprofundamento da integração econômica,
social, cultural, política, com o
barateamento dos meios de transporte e
comunicação dos países do mundo no final
do século XX e início do século XXI. É
um fenômeno observado na necessidade de
formar uma Aldeia Global que permita
maiores ganhos para os mercados internos
já saturados.
A rigor, as sociedades do mundo estão em
processo de globalização desde o início
da História. Mas o processo histórico a
que se denomina Globalização é bem mais
recente, datando (dependendo da
conceituação e da interpretação) do
colapso do bloco socialista e o
conseqüente fim da Guerra Fria (entre
1989 e 1991), do refluxo capitalista com
a estagnação econômica da URSS (a partir
de 1975) ou ainda do próprio fim da
Segunda Guerra Mundial.
As principais características da
globalização são a homogeneização dos
centros urbanos, a expansão das
corporações para regiões fora de seus
núcleos geopolíticos, a revolução
tecnológica nas comunicações e na
eletrônica, a reorganização geopolítica
do mundo em blocos comerciais (não mais
ideológicos), a hibridização entre
culturas populares locais e uma cultura
de massa universal, entre outros.
A globalização é um fenômeno capitalista
e complexo que começou na época dos
descobrimentos e que se desenvolveu a
partir da Revolução Industrial. Mas o
seu conteúdo passou despercebido por
muito tempo, e hoje muitos economistas
analisam a globalização como resultado
do pós Segunda Guerra Mundial, ou como
resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período
mercantilista iniciado aproximadamente
no século XV e durando até o século
XVIII, com a queda dos custos de
transporte marítimo, e aumento da
complexidade das relações políticas
européias durante o período. Este
período viu grande aumento no fluxo de
força de trabalho entre os países e
continentes, particularmente nas novas
colônias européias.
É tido como inicio da globalização
moderna o fim da Segunda Guerra mundial,
e a vontade de impedir que uma
mostruosidade como ela ocorresse
novamente no futuro, sendo que as nações
vitoriosas da guerra e as devastadas
potências do eixo chegaram a conclusão
que era de suma importância para o
futuro da humanidade a criação de
mecanismos diplomáticos e comerciais
para aproximar cada vez mais as nações
uma das outras. Deste consenso nasceu as
Nações Unidas, e começou a surgir o
conceito de bloco econômico pouco após
isso com a fundação da Comunidade
Européia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados
levou as nações a aos poucos começarem a
se abrir para produtos de outros países,
marcando o crescimento da ideologia
econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da
globalização são os grandes países
emergentes, especialmente o BRIC, com
grandes economias de exportação, grande
mercado interno e cada vez maior
presença mundial[1]. Antes do BRIC,
outros países fizeram uso da
globalização e economias voltadas a
exportação para obter rápido crescimento
e chegar ao primeiro mundo, como os
tigres asiáticos na década de 1980 e
Japão na década de 1970[2].
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