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Sadismo
é um termo que remete ao Marquês de
Sade, e remete ao uso de práticas e
posturas durante uma relação,
especialmente a sexual, visando submeter
o parceiro. Para manter-se no poder , o
sadista mantém uma postura dominante
durante o ato sexual, podendo usar-se de
alguns artifícios sobre o parceiro:
privação sensorial (vendar os olhos e/ou
amordaçar), privação motora (uso de
amarras, algemas - bondage), entre
outras coisas, chegando a incorrer no
uso de alguma violência. Mesmo nesses
casos, o objetivo é o mesmo: estabelecer
posse sobre o subjulgado. As práticas
envolvidas obedecem a um ritual
previamente calculado, que deve ser
aceito por todos os envolvidos. A
organização do ato é muito importante
para o sadista, pois ele precisa estar
no controle a cada novo passo.
Sadismo vs. Masoquismo
É
relativamente recente a atual separação
didática entre o sadismo e o masoquismo
pela psicanálise. No entanto, já há um
consenso entre os estudiosos de que
tratam-se de ocorrências distintas. Numa
relação sadista, apenas um dos
envolvidos é sádico (a relação pode
envolver duas, três ou mais pessoas), e
não há necessariamente um masoquista em
questão. Em sua maioria, não o há. Nessa
relação, as práticas adotadas visam a
satisfação do sádico. Numa relação de
masoquismo, analogamente, a do
masoquista.
Sadismo vs. Fetichismo
A
imagem clássica do sadismo é a da
dominatriz de máscara e espartilho de
couro ou borracha, empunhando um chicote
e gritando impropérios. Essa é uma
imagem comercial, mais ligada ao
fetichismo do que ao sadismo ou ao
masoquismo. Sadismo é uma prática, não
uma fantasia. Embora se confundam, o que
os diferencia é a intenção. Ao
fetichista, a indumentária. Ao sadista,
a sensação de domínio.
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