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A REGIÃO NORTE
A região Norte é formada pelos Estados
do Acre, Amapá, Amazonas, Pará,
Rondônia, Roraima e Tocantins. Está
localizada entre o maciço das Guianas,
ao Norte; o Planalto Central, ao Sul; a
Cordilheira dos Andes, a Oeste; e o
Oceano Atlântico, a Noroeste. De clima
equatorial, é banhada pelos grandes rios
das bacias Amazônica e do Tocantins.
A maior parte da população da região
Norte (57,8%) é urbana, sendo Belém,
capital do Estado do Pará, sua maior
metrópole.
A economia baseia-se no extrativismo
vegetal de produtos como látex, açaí,
madeiras e castanha; no extrativismo
mineral de ouro, diamantes, cassiterita
e estanho; e na exploração de minérios
em grande escala, principalmente o
ferro, na Serra dos Carajás (Pará), e o
manganês, na Serra do Navio (Amapá).
No rio Tocantins, no Estado do Pará,
encontra-se a usina hidrelétrica de
Tucuruí, a maior da região. Existem
ainda usinas menores, como Balbina, no
rio Uatumã (Amazonas), e Samuel, no rio
Madeira (Rondônia). O Governo Federal
oferece incentivos fiscais para a
instalação de indústrias no Estado do
Amazonas, especialmente montadoras de
produtos eletroeletrônicos. Esse
processo é administrado pela
Superintendência da Zona Franca de
Manaus e os incentivos deverão
permanecer em vigor até pelo menos o ano
de 2003.
A REGIÃO
NORDESTE
A região Nordeste inclui os Estados
do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do
Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
Sergipe e Bahia.
A maior parte de seu território é
formada por extenso planalto, antigo e
aplainado pela erosão. Em função das
diferentes características físicas que
apresenta, a região Nordeste encontra-se
dividida em quatro sub-regiões:
meio-norte, zona da mata, agreste e
sertão.
A faixa de transição entre o sertão
semi-árido do Nordeste e a região
Amazônica denomina-se meio-norte,
apresentando clima bem mais úmido e
vegetação exuberante à medida que avança
para o Oeste. A vegetação natural dessa
área é a mata dos cocais, onde se
encontra a palmeira babaçu, da qual é
extraído óleo utilizado na fabricação de
cosméticos, margarinas, sabões e
lubrificantes.
A economia da região Nordeste
baseia-se primordialmente na
agroindústria do açúcar e do cacau. Há
alguns anos, teve início o
desenvolvimento de lavouras de
fruticultura para exportação na área do
vale do rio São Francisco, nos Estados
da Bahia e Pernambuco. O petróleo é
explorado no litoral e na plataforma
continental e processado na refinaria
Landulfo Alves, em Candeias, e no Pólo
Petroquímico de Camaçari, ambos no
Estado da Bahia. O setor de turismo, que
tem demonstrado grande potencialidade de
desenvolvimento na região, vem crescendo
consideravelmente nos últimos anos e
apresenta perspectivas promissoras para
o futuro.
As principais metrópoles regionais
são as cidades de Salvador, capital do
Estado da Bahia, Recife, capital do
Estado de Pernambuco, e Fortaleza,
capital do Estado do Ceará.
O agreste é a área de transição entre
a zona da mata, região úmida e cheia de
brejos, e o sertão semi-árido. Nessa
sub-região os terrenos mais férteis são
ocupados por minifúndios, onde
predominam as culturas de subsistência e
a pecuária leiteira.
Já o sertão, uma extensa área de
clima semi-árido, chega até o litoral,
nos Estados do Rio Grande do Norte e
Ceará. Os solos dessa sub-região são
rasos e pedregosos, as chuvas escassas e
mal distribuídas e as atividades
agrícolas sofrem grande limitação. A
vegetação típica do sertão é a caatinga.
Nas partes mais úmidas existem bosques
de palmeiras, especialmente a
carnaubeira, que tem todas as suas
partes aproveitadas pelos habitantes
locais. O rio São Francisco é o maior da
região e única fonte de água perene para
as populações que habitam as suas
margens. A economia do sertão nordestino
baseia-se na pecuária extensiva e no
cultivo de algodão em grandes
propriedades de terra, com baixa
produtividade.
A REGIÃO
CENTRO-OESTE
A região Centro-Oeste é formada pelos
Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul,
Mato Grosso e o Distrito Federal.
Localizada em extenso Planalto Central,
seu relevo caracteriza-se pela
predominância de terrenos antigos e
aplainados pela erosão, que deram origem
a chapadões. Na parte oeste do Estado de
Mato Grosso do Sul e sudoeste do Estado
de Mato Grosso encontra-se a depressão
do Pantanal Matogrossense, cortada pelo
rio Paraguai e sujeita a cheias durante
parte do ano.
A vegetação do Pantanal é
extremamente variada e sua fauna de uma
riqueza muito grande. Já na região de
planalto, predomina a vegetação de
cerrado. O clima da região é tropical
semi-úmido, com freqüentes chuvas de
verão.
A economia baseou-se, inicialmente,
na exploração de garimpos de ouro e
diamantes e foi, gradativamente, sendo
substituída pela pecuária. A
transferência da capital federal do Rio
de Janeiro para Brasília, em 1960, e a
construção de ferrovias que facilitaram
o acesso em direção ao oeste, aceleraram
o povoamento da região, contribuindo
para o seu desenvolvimento. Encontram-se
nesta região as maiores reservas de
manganês do País, localizadas no maciço
do Urucum, no Pantanal. Devido ao
difícil acesso ao local, tais reservas
ainda são pouco exploradas.
O turismo como atividade econômica
vem se desenvolvendo rapidamente na
região, atraindo visitantes de várias
partes do mundo, que procuram desfrutar
da riqueza da flora e da fauna do
Pantanal, bem como da paisagem das
chapadas encontradas nos Estados de
Goiás e Mato Grosso.
A REGIÃO SUDESTE
Formada pelos Estados do Espírito
Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e
São Paulo. Situa-se na parte mais
elevada do Planalto Atlântico, onde
estão as serras da Mantiqueira, do Mar e
do Espinhaço. Sua paisagem típica
apresenta formações de montanhas
arredondadas, chamadas "mares de morros"
e os "pães de açúcar", que são montanhas
de agulhas graníticas. O clima
predominante no litoral é o tropical
atlântico e nos planaltos o tropical de
altitude, com geadas ocasionais.
A mata tropical que existia
originalmente no litoral foi devastada
no período de ocupação do território,
dando lugar a plantações de café. No
Estado de Minas Gerais predomina a
vegetação de cerrado, com arbustos e
gramas, sendo que no vale do rio São
Francisco e no norte do Estado
encontra-se a caatinga, vegetação típica
do sertão nordestino.
O relevo planáltico do Sudeste
fornece grande potencial hidrelétrico à
região, quase todo aproveitado. A maior
usina existente é a de Urubupungá,
localizada no rio Paraná, divisa dos
Estados de São Paulo e Mato Grosso do
Sul. Encontram-se ainda na região
Sudeste as nascentes de duas importantes
bacias hidrográficas do País: a bacia do
rio Paraná, que se origina da união dos
rios Paranaíba e Grande, próxima à
região conhecida como Triângulo Mineiro,
no Estado de Minas Gerais, e a do rio
São Francisco, que nasce na serra da
Canastra, também no Estado de Minas
Gerais.
Abriga as duas mais importantes
metrópoles nacionais, as cidades de São
Paulo e do Rio de Janeiro, localizadas
em Estados que levam os mesmos nomes. A
cidade de Belo Horizonte, capital do
Estado de Minas Gerais, é considerada
importante metrópole regional.
Sua economia é a mais desenvolvida e
industrializada dentre as economias das
cinco regiões, nela se concentrando mais
da metade da produção do País. Possui
ainda os maiores rebanhos bovinos, além
de significativa produção agrícola, que
inclui o cultivo de cana-de-açúcar,
laranja e café, em lavouras de bom
padrão técnico e alta produtividade. Tem
ainda reservas de ferro e manganês na
serra do Espinhaço, em Minas Gerais, e
petróleo em quantidade razoável na bacia
de Campos, no Estado do Rio de Janeiro.
A REGIÃO SUL
Formada pelos Estados do Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem
clima subtropical, exceto na região
Norte do Estado do Paraná, onde
predomina o clima tropical.
Caracteriza-se pela diversidade de
temperaturas nas diferentes áreas que a
compõem.
As regiões de planaltos mais elevados
apresentam temperaturas baixas, com
nevascas ocasionais, e a região da
planície dos Pampas, mais ao sul,
apresenta temperaturas mais elevadas. A
vegetação acompanha essa variação da
temperatura, ou seja, nos locais mais
frios predominam as matas de araucárias
(pinhais) e nos pampas, os campos de
gramíneas. Possui ainda grande potencial
hidrelétrico, destacando-se a usina de
Itaipu, localizada no rio Paraná, na
fronteira com o Paraguai.
Na região encontram-se traços
marcantes da influência da imigração
alemã, italiana e açoriana.
Inicialmente baseada na agropecuária,
a economia da região Sul desenvolveu nas
últimas décadas importante parque
industrial, cujos centros se encontram
nas áreas metropolitanas das cidades de
Porto Alegre, capital do Estado do Rio
Grande do Sul, e Curitiba, capital do
Estado do Paraná. A produção agrícola
utiliza modernas técnicas de cultivo,
destacando-se o trigo, soja, arroz,
milho, feijão e tabaco, entre os
principais produtos comercializados. Na
pecuária encontram-se rebanhos de
linhagens européias (hereford e charolês).
A suinocultura é praticada no oeste
do Estado de Santa Catarina e no Estado
do Paraná. Neste último também é
significativa a prática do extrativismo,
com extração de madeira de pinho. No
Estado de Santa Catarina existem
reservas de carvão mineral e indústrias
de processamento de carnes, que produzem
não apenas para o mercado interno, mas
também para exportação.
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