Comunicação
(comunicação social) é um campo de
conhecimento acadêmico que estuda a
comunicação humana em
sociedade. Entre as subdisciplinas da
comunicação, incluem-se a teoria da
informação, comunicação intrapessoal,
comunicação interpessoal, marketing,
propaganda, relações públicas, análise
do discurso, telecomunicações e
Jornalismo.
A comunicação é um processo que envolve
a troca de informações, e utiliza os
sistemas simbólicos como suporte para
este fim. Estão envolvidos neste
processo uma infinidade de maneiras de
se comunicar: duas pessoas tendo uma
conversa face-a-face, ou através de
gestos com as mãos, mensagens enviadas
utilizando a rede global de
telecomunicações, a fala, a escrita que
permitem interagir com as outras pessoas
e efetuar algum tipo de troca
informacional.
No processo de comunicação onde está
envolvido algum tipo de aparato técnico
que intermedeia os locutores dizemos ter
uma comunicação mediada informação.
O estudo da Comunicação é amplo, e sua
aplicação é ainda maior. Para a
Semiótica o ato de comunicar é a
materialização do pensamento/sentimento
em signos conhecidos pelas partes
envolvidas. Estes símbolos são então
transmitidos e reinterpretadas pelo
receptor.
Hoje, é preciso pensar também em novos
processos de comunicação, que englobam
as redes colaborativas e os sistemas
híbridos, que combinam comunicação de
massa e comunicação pessoal e
comunicação horizontal.
Vários aspectos da comunicação têm sido
objeto de estudos. Na Grécia Antiga, o
estudo da Retórica, a arte de discursar
e persuadir, era um assunto vital para
estudantes. No início do século XX,
vários especialistas começaram a estudar
a comunicação como uma parte específica
de suas disciplinas acadêmicas. A
Comunicação começou a emergir como um
campo acadêmico distinto em meados do
século XX. Marshall McLuhan, Theodor
Adorno e Paul Lazarsfeld foram alguns
dos pioneiros na área.
Pensadores e pesquisadores das
disciplinas de ciências humanas, como
Filosofia, Sociologia, Psicologia e
Lingüística, têm dado contribuições em
hipóteses e análises para o que se
denomina "Teoria da Comunicação, um
apanhado geral de idéias que pensam a
comunicação entre indivíduos -
especialmente a comunicação mediada -
como fenômeno social. Entre as teorias,
destacam-se o funcionalismo, primeira
corrente teórica, a Escola de Frankfurt
(crítica à primeira e profundamente
marxista) e a escola de Palo Alto
(principal corrente teórica atualmente).
O trabalho teórico na América Latina
ganhou impulso na década de 1970 quando
se passou a retrabalhar e transformar as
teorias estrangeiras. Assim surgiu a
Teoria das Mediações, de Jesús
Martin-Barbero.
As teorias dão diferentes pesos para
cada um dos componentes da comunicação.
As primeiras afirmavam que tudo o que o
emissor dissesse seria aceito
pelo receptor (público). Daí
surge a Teoría Crítica que analisa
profundamente a transmissão/dominação
ideológica na comunicação de massa
(Adorno, Horkheimer). Depois disso se
passa a criticar o modelo. O receptor,
dizem os estudiosos de Palo Alto, tem
consciência e só aceita o que deseja. Do
ponto de vista de Barbero, o que o
receptor aceita (ou melhor, compreende)
varia grandemente conforme sua cultura,
no sentido mais amplo da palavra.
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Formas e Componentes da Comunicação
Os
componentes da comunicação são: o
emissor, o receptor, a mensagem, o canal
de propagação, o meio de comunicação, a
resposta (feedback) e o ambiente onde o
processo comunicativo se realiza. Com
relação ao ambiente, o processo
comunicacional sofre interferência do
ruído e a interpretação e compreensão da
mensagem está subordinada ao repertório.
Quanto à forma, a Comunicação pode ser
verbal, não-verbal e mediada.
A
comunicação humana se desenvolve em
diversos campos de diferentes naturezas,
dos quais podemos destacar dois enfoque
distintos: a comunicação em pequena
escala, e a comunicação em larga escala
ou comunicação de "massa". Em ambos os
casos, o ser humano passou a utilizar
utensílios que passaram a auxiliar e a
potencializar o processo de produção,
envio e recepção das mensagens. A
tecnologia passou a fazer parte da
comunicação humana, assim como, passou a
participar da maioria das atividades
desenvolvidas pela humanidade ao longo
do seu desenvolvimento.
A
Comunicação de Massa se dá pela
disseminação de informações via jornais,
rádios, TVs, Cinema, cartazes ou
internet, reunidos num sistema
denominado Mídia. Como os diferentes
órgãos e empresas de comunicação
mediam o diálogo (ou monólogo) entre
as pessoas, são denominados meios de
comunicação. O oposto à mediação
seria a comunicação não-mediada, ou
imediata. A Comunicação de Massa tem
a particularidade de atingir grande
quantidade de receptores ao mesmo tempo,
partindo de um único emissor. A
revolução das tecnologias
comunicacionais no final do século XX
propiciou uma fragmentação do alcance da
comunicação, dando origem a um modelo de
Comunicação Segmentada.
A
Comunicação Segmentada é um
desdobramento do modelo de Comunicação
de Massa. Ela ocorre pelos meios de
comunicação tradicionais como jornais,
rádios, TVs, Cinema, cartazes ou
internet, porém, diferentemente do
modelo de massa, atinge grupos
específicos, classificados de acordo com
características próprias e preferências
similares. A Comunicação Segmentada tem
a particularidade de atingir um número
menor, porém mais específico, de
receptores ao mesmo tempo, partindo de
um único emissor.
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