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CIÊNCIA E TECNOLOGIA VII

O primeiro homem a imaginar e construir um computador de verdade foi o matemático, filósofo, economista e escritor inglês Charles Babbage (1791-1871). Respeitado pelas imprecisões que encontrou nas tabelas matemáticas de sua época, Babbage (pai do velocímetro, do limpa-trilhos das locomotivas e das primeiras tabelas confiáveis de expectativa de vida) construiu entre 1821 e 1832 um sistema de engrenagens e rodas dentadas denominado "Mecanismo Diferencial número 1", o tetratetravô dos computadores. Com as suas 2 mil peças de aço e bronze, ele podia calcular de maneira rápida e precisa complexos cálculos matemáticos. Babbage conseguiu, no entanto, construir apenas um modelo simples, porque os metalúrgicos da época não eram capazes de produzir as centenas de pecinhas de precisão que o mecanismo requeria. Planeado entre 1847 e 1849, o "Mecanismo Diferencial número 2", com o dobro das peças, só seria construído em 1991, pelo Museu de Ciência de Londres, em homenagem ao bicentenário do nascimento do inventor. O projeto foi baseado em 20 desenhos deixados por Babbage. Novas experiências levaram Babbage a projetar em 1834 o ainda mais complexo "Mecanismo Analítico", para desempenhar funções algébricas. Ele apresentava todas as partes essenciais de um computador moderno: circuitos lógicos, memória, armazenagem e recuperação de dados. O mais importante é que ele era programável. A aliada de Babbage no seu trabalho, a escritora e matemática Augusta Ada King (1815-52), condessa de Lovelace e única filha legítima do poeta Lord Byron, foi a primeira programadora de computadores da história. Augusta descreveu o primeiro conjunto de instruções de computador para pedir à máquina que computasse uma série (conhecida como os "números de Bernoulli") gerada por uma complexa equação matemática. Ela produziu um programa que deveria ser escrito em cartões perfurados, que haviam sido inventados em 1728 por um tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, para tecer padrões em teares. Permitindo (por uma perfuração) ou bloqueando (pela ausência de perfuração) a passagem de uma agulha, o sistema desses cartões antecipou a linguagem liga-desliga (binária) dos computadores eletrônicos atuais. Babbage já tinha construído um pedaço da máquina quando morreu. Ela nunca chegou a ser finalizada. O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído pelo engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80), na Escola Moore de Engenharia Elétrica, da Universidade da Pensilvânia, e pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas do Exército americano. Apresentado em 15 de Fevereiro de 1946, ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava 30 toneladas. No seu interior, 17.468 enormes válvulas piscavam ininterruptamente. Apesar do seu tamanho, o Eniac (sigla, em inglês, para Computador e Integrador Numérico Eletrônico) era na verdade um ignorante. Cometia erros e avariava repetidamente, porque os seus tubos queimavam-se constantemente. Construído para calcular tabelas de artilharia, o computador de 450 mil dólares podia realizar 5 mil adições e 3.500 multiplicações por segundo. O Pentium Pro, lançado em 1996, é capaz de efetuar 300 milhões de operações por segundo. O Eniac, portanto, seria 85 mil vezes mais lento. Há uma grande polêmica envolvendo a invenção do computador eletrônico. John Atanasoff (1904-95), professor da Universidade de Iowa, contou que a idéia de inventar um computador ocorreu-lhe numa hospedaria em Illinois, em 1937. Seria operado eletronicamente e usaria números binários, em vez dos tradicionais números decimais. Daí a poucos meses, ele e um talentoso ex-aluno (Clifford Berry) haviam criado um tosco protótipo de computador electrónico, que utilizava válvulas, tambores rotativos e cartões perfurados para a introdução de dados. A execução do projeto custou mil dólares. No ano seguinte, John Mauchly, que conhecera Atanasoff num seminário, foi convidado a conhecer o computador. Depois ficou hospedado vários dias em sua casa, onde soube de detalhes sobre o projeto. Atanasoff estava para requerer a patente do seu computador, mas foi convocado a Washington no início da Segunda Guerra Mundial para fazer pesquisas de Física para a Marinha. No mesmo período, Mauchly e Eckert construíram o Eniac. No verão de 1944, os dois simplificaram a sua invenção usando o esquema binário desenvolvido por Atanasoff. Estava criado assim o Univac, que começou a ser vendido em 1946 e tornou-se o protótipo dos computadores de grande porte atuais.

 

O primeiro foguete com sistema de propelente líquido foi lançado no dia 16 de março de 1926, em Auburn, Massachussets, nos EUA. A tecnologia, que mais tarde possibilitou a ida do homem ao espaço, foi desenvolvida pelo doutor Robert H. Goddard (1882-1945), que construiu um foguete de três metros de comprimento e 4,5 quilos de peso (já com combustível) para comprovar sua eficiência. O desenvolvimento desse sistema não foi a única respeitável contribuição do doutor Goddard à ciência aerospacial, que durante sua vida desenhou, desenvolveu e lançou 35 foguetes, sempre criando novos sistemas.

 

Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Inglaterra, desenvolveram uma batata verde fluorescente que servirá para verificar a umidade do solo, indicando-o assim como mais ou menos propício para a plantação. A batata geneticamente modificada muda de coloração sempre que a umidade for baixa. A coloração incomum foi obtida graças ao gene extraído de uma água-viva . A fases de testes do legume, que não serve para alimentação, devem continuar indeterminadamente até que eles sejam liberados para os fazendeiros.


 

Na tarde de 8 de novembro de 1895, no laboratório da Universidade de Wurzburg, na Alemanha, o físico Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) pesquisava o tubo de raios catódicos inventado pelo inglês William Crookes anos antes. Era um tubo de vidro, dentro do qual um condutor metálico aquecido emitia elétrons, então chamados raios catódicos, em direção a outro condutor. Quando Röentgen ligou o tubo naquele dia, notou um efeito curioso. Perto do tubo, uma placa de um material fluorescente, chamado platino cianeto de bário, brilhou. O brilho persistiu mesmo quando Röentgen colocou um livro e uma folha de alumínio entre o tubo e a placa. Durante seis semanas, o físico ficou no laboratório tentando entender o que era aquilo que saía do tubo, atravessava barreiras e atingia o platino cianeto. Era uma radiação capaz de atravessar materiais opacos e sensibilizar filmes e placas fotográficas. Não demorou muito até que Roentgen percebesse o extraordinário instrumento que tinha no laboratório. De experiências feitas com objetos de vidro, madeira e metal, passou rapidamente para a primeira radiografia feita num ser humano. Usou a radiação durante 15 minutos para retratar os ossos de uma das mãos da sua mulher, Bertha, em 22 de Dezembro de 1895. Fascinado, mas ainda confuso, Röentgen decidiu chamar os raios de "X" - símbolo usado em ciência para designar o desconhecido. Roentgen publicou um resumo da sua descoberta no jornal da universidade. Em Janeiro, sentiu-se seguro o suficiente para uma apresentação formal aos seus colegas e professores. A apresentação terminou em aplausos e, em 1901, Röentgen ganhou o prêmio Nobel da Física. O americano Thomas Alva Edison inventou um instrumento com tela fluorescente que deixava ver a radiografia na hora, sem a necessidade de revelar filmes. Em 1902, um inglês criou uma máquina de raios-X controlada por moedas. Em Nova Jersey, nos Estados Unidos, os deputados tentaram passar uma lei para proibir o uso da radiação. Eram defensores da moralidade e achavam que os raios permitiriam a qualquer um ver os corpos nus de quem andasse pelas ruas. A radiografia comum nunca foi eficiente para visualizar tecidos moles (o fígado, os intestinos, o cérebro) que deixam a radiação passar quase completamente e não criam bons contrastes. A proeza só foi possível com a tomografia computadorizada, uma superevolução do raio-X, que rendeu um Prêmio Nobel da Medicina ao inglês Godfrey Newbold Hounsfield e ao sul-africano Allan Macleod Cormack em 1979.


 

Cientistas da Universidade de Cornell, EUA,
conseguiram uma vacina barata contra a
Escherichia coli, que causa diarréia e mata,
por ano, 2 milhões de crianças no mundo.
É batata comum, modificada geneticamente,
para produzir uma toxina do germe.
Quem come esta batata cria anticorpos e
fica imunizado contra a Escherichia coli.

 

Uma solução fraca de açúcar, exposta
ao ar,   à luz do dia, após algum tempo,
começa a cheirar a álcool. As bactérias existentes no ar decompõem o açúcar, transformando-o em álcool. Se colocarmos um dente na superfície   da solução, o açúcar se transforma em ácido láctico, ataca o dente e produz uma cárie artificial.


 

Antes dos chamados termômetros modernos, houve muitas outras tentativas de medição da temperatura. No ano 3 a.C., Philon de Bizâncio teria sido o inventor do primeiro aparelho sensível à variação térmica. Chamado de termoscópio, era constituído por um vaso de chumbo vazio e um vaso de água, unidos por um tubo. Quando o vaso de chumbo era aquecido, o ar existente nele e no tubo expandia-se, produzindo bolhas na água do outro vaso. Ao ser arrefecido, era a água que subia pelo tubo, indo molhar o recipiente de chumbo. Em 1592, o italiano Galileu Galilei retomou o princípio do termoscópio, mas com uma forma um pouco diferente. O seu aparelho era um tubo cheio de ar e mergulhado numa tigela de água, de tal forma que o nível de água descia, à medida que aumentava a temperatura. Mas esse invento tinha um defeito: como o tubo se encontrava dentro de uma cuba não selada, estava sujeito às mudanças de pressão, um conceito ainda novo para os sábios da época. Foi só em 1643, quando o físico italiano Evangelista Torricelli inventou o barômetro de mercúrio. Ele demonstrou o princípio da pressão atmosférica e os instrumentos começaram a ser hermeticamente fechados, para que a medição fosse a mesma tanto ao nível do mar quando no alto de uma montanha. Esses primeiros aparelhos traziam algumas inovações como substituir o ar por álcool ou mercúrio. Mas restava, ainda, estabelecer uma graduação numérica padrão, pois eles baseavam-se nos mais bizarros pontos fixos: a temperatura da neve no frio, a temperatura de uma vaca, a da fusão da manteiga... Até que, no século 18, estabeleceram-se as escalas termométricas conhecidas até aos dias de hoje. Uma das primeiras foi a de Daniel Fahrenheit (1686-1736), que era um fabricante de instrumentos meteorológicos. Ele adotou como ponto mínimo, ou zero, a temperatura de uma mistura de gelo, água, sal e amônia e, como ponto máximo, a de ebulição da água, à qual deu o valor arbitrário de 212 graus. O físico sueco Anders Celsius (1701-1744) preferiu as temperaturas de congelamento e fusão da água. Curiosamente, definiu como ponto de fusão o zero, e 100 para o congelamento, o que foi depois invertido. Já o físico inglês William Thomson Kelvin (1824-1907) introduziu o conceito de "zero absoluto"- temperatura em que as moléculas de um gás deixam de ter movimento - e calculou esse valor em - 273 graus Celsius.

Hunos apostavam a própria vida no jogo de dados. Segundo crônica de Santo Ambrósio, os hunos apostavam até a própria vida no jogo de dados. Se por acaso o vencedor perdoasse o perdedor, esse cometia suicídio, pois além da vida havia jogado a própria honra.

 

A rena do nariz vermelho. A rena do nariz vermelho surgiu bem depois das outras, em uma história chamada Rudolf, a Rena do Nariz Vermelho, de 1939. Antes mesmo da publicação do conto, Rudolph foi chamado de Rollo e Reginald.


 

Em 1608, o fabricante de óculos alemão Joahnn Lippershey (c.1570-c.1619) estava entretido na sua oficina em Midelburgo, Holanda, quando ouviu uma exclamação de espanto. Voltou-se e viu o seu aprendiz a olhar através de duas lentes. Ao juntar dois vidros, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey viu (literalmente!) o alcance do achado e pôs-se a fabricar telescópios. Encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. A popularidade do invento levaria Lippershey a pedir ao governo holandês que o seu "instrumento para ver à distância" fosse mantido secreto e que, durante trinta anos, "toda a gente possa ser proibida de imitar esses instrumentos" ou então lhe fosse concedida uma pensão anual, a fim de lhe permitir fazer esses instrumentos para utilidade exclusiva do país, sem vender a reis e príncipes estrangeiros. Lippershey não obteve a licença exclusiva para comercializar o produto porque dois outros fabricantes de óculos reclamaram no mesmo período a primazia da invenção. Em 1609, o matemático italiano Galileu Galilei (1564-1642) construiu o seu telescópio, que aumentava nove vezes os objectos, enquanto o de Lippershey permitia uma ampliação de sete vezes. Dia 25 de Agosto, no alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelaram-se para ver a novidade. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras.


 

Dirigíveis, que flutuam graças à impulsão
de gases mais leves que o ar, poderão
substituir os satélites artificiais.
Empresários americanos pretendem
montar uma rede de 250 zepelins,
a 20 mil metros de altura, para retransmitir
sinais de rádio e telefonia. A rede custará 5 bilhões de dólares, fração apenas do
custo dos satélites artificiais.

 

Grandes pedaços de rocha vagam pelo espaço e eventualmente penetram na atmosfera da Terra. De maneira geral, consomem-se em fogo, produzido pelo aquecimento no atrito com o ar.
São os meteoros. Quando o ângulo
de penetração é favorável, atravessam
a atmosfera e caem no solo.
São os meteoritos.


 
 Alexander Graham Bell (1847-1922), um escocês naturalizado americano, seguiu os passos do pai e do avô, dedicando-se sempre a melhorar a comunicação com deficientes auditivos. Uma das suas alunas, Mabel Hubbard, tornou-se sua mulher. Ele inventou o aparelho telefônico durante essas pesquisas. Descobriu que, no final do século XVI, um inglês anónimo tinha inventado uma maneira de falar à distância usando um fio esticado. Encontrou também a história de um frade francês, Don Gauthey, que teria inventado um outro aparelho que permitia ouvir à distância. O telefone (do grego "tele", distante, e "phone", som) estava mesmo a pedir para ser inventado. As mecânicas da vibração do som e os princípios de transmissão eléctrica tinham todas sido muito bem estudadas no começo do século XIX. O próprio Bell chegou lá muito perto, quase por acaso, em 2 de Junho de 1875. Mas foi no dia 10 de Março de 1876 que Bell transmitiu a primeira mensagem através de um fio dentro de sua casa, em Boston, nos Estados Unidos. No momento em que se preparava para dizer a frase, Bell derramou acidentalmente um pouco de ácido sobre suas roupas. A mensagem inaugural, portanto, foi um pedido de ajuda, que chegou inteligível ao outro lado: "Senhor Watson, venha aqui imediatamente. Eu preciso de si". Thomas Watson era, elementar, o seu assistente. Por meio de uma bobina de magneto, o aparelho transformava as ondas sonoras em impulsos eléctricos. Estes eram conduzidos por um fio até serem captados por um outro aparelho, que "traduzia" os impulsos eléctricos e transformava-os de novo em palavras. O mais curioso é que Bell conseguiu a patente por ter chegado duas horas antes que Elisha Gray, outro americano que também estava a trabalhar num aparelho semelhante, no escritório de registro em Nova York, dia 14 de Fevereiro de 1876. Bell apareceu ao meio-dia e Gray, às 2 da tarde. Um não sabia do outro. Thomas Alva Edison aperfeiçoou o telefone em 1876, permitindo que se falasse e ouvisse ao mesmo tempo. O que o desafiava era encontrar um material que convertesse o som da voz em corrente eléctrica com mais clareza. Inventou cerca de cinquenta aparelhos diferentes até dar-se por satisfeito com o transmissor à base de carbono em uso até hoje. Foi Edison também quem disse pela primeira vez "alô", em vez do costumeiro "está alguém aí?" O primeiro telefone foi instalado na casa de Charles Williams Somerville no dia 4 de Abril de 1877, em Massachussets. Somerville estava a fabricar a invenção de Bell. Como não tinha ninguém para quem telefonar - uma vez que as centrais telefónicas ainda não estavam instaladas - Williams conectou uma linha ao seu escritório e conversava com a esposa durante o dia. A origem do telefone público começou com um inventor do Estado de Connecticut, nos Estados Unidos. William Gray (que não era parente de Elisha Gray) instalou um telefone, que funcionava com moedas de 5 centavos, no Hartford Bank, em 1889. Para cada dólar arrecadado, Gray ficava com 25 centavos. O primeiro telefone de discagem directa automática foi patenteado, em Março de 1889, pelo também americano Almon Strowger e começou a funcionar três anos depois. Strowger era agente funerário e queria eliminar a dependência das telefonistas por uma razão muito pessoal. Ele estava convencido de que uma das telefonistas locais, a mulher do seu principal concorrente, estava a desviar para o estabelecimento do marido as chamadas que eram feitas para a sua casa funerária.

 

A água oxigenada, comumente usada para descolorir cabelos e possibilitar a aplicação tinturas, é um anti-séptico poderoso de uso tópico. Foi obtida pela primeira vez pelo químico francês Louis Jacques Thénard em 1818.
Desde então, é fabricada da mesma maneira, segundo o processo descoberto por Thénard.

 

Os cientistas têm boas e más notícias para 
os barrigudos. Descobriram que certos 
genes tornam as pessoas mais propensas 
a engordar. A boa notícia termina aí. Mesmo 
com a desculpa da genética, para emagrecer só existe um método seguro: comer pouco e praticar exercícios.


 

O inventor da locomotiva foi o mineiro inglês George Stephen. A máquina a vapor substituíra parte dos cavalos utilizados nas minas de
carvão. Stephen percebeu que, se pudesse
dar movimento a esta máquina, eliminaria os
cavalos. Construiu, então, a primeira
 locomotiva, que desenvolvia velocidade de
13 quilômetros por hora.

 

Um homem de 100 anos, recordista de sobrevivência na Terra, se tivesse nascido em Júpiter, teria apenas 9 anos de idade.
Explica-se: o planeta Júpiter leva exatamente 11 anos e 314 dias para
completar uma volta em redor do Sol. 
Ele fica, aproximadamente, a 800 milhões
de quilômetros do Sol.


 
Os egípcios inventaram o papiro, no início da era cristã, trançando fatias finíssimas de uma planta com o mesmo nome, retiradas das margens do rio Nilo. No século II, o papiro fazia tanto sucesso entre os gregos e os romanos, que os mandatários do Egipto decidiram proibir a sua exportação, temendo a escassez do produto. Isso disparou a corrida atrás de outros materiais. Na cidade de Pérgamo, na Antiga Grécia (hoje, Turquia), foi usado o pergaminho, obtido da parte interna da pele do carneiro. Grosso e resistente, ele era ideal para os pontiagudos instrumentos de escrita dos ocidentais que cavavam sulcos na superfície do suporte, os quais eram, depois, pacientemente preenchidos com tinta. O pergaminho, entretanto, não era liso e macio o suficiente para resolver o problema dos chineses, que praticavam a caligrafia com o delicado pincel de pêlo, inventado por eles ainda no ano 250 a.C. - só lhes restava, assim, a solução muito menos econômica de escrever em tecidos como a seda. E o tecido, naqueles tempos antigos, podia sair tão caro como uma pedra preciosa. Provavelmente, o papel já existia na China desde o século II a.C., como indicam os restos num túmulo, na província de Shensi. Mas o facto é que somente no ano 105, o oficial da corte T'sai Lun anunciou ao imperador a sua invenção. Tratava-se, afinal, de um material muito mais barato do que a seda, preparado sobre uma tela de pano esticada por uma armação de bambu. Nessa superfície, vertia-se uma mistura aquosa de fibras maceradas de redes de pescar e cascas de árvores. No ano 750, dois artesãos da China foram aprisionados pelos árabes, na antiga cidade de Samarkanda, aos pés das montanhas do Turquistão. A liberdade só lhes seria devolvida com uma condição - se eles ensinassem a fabricar o papel, que assim iniciou a sua viagem pelo mundo. No século X, foram construídos moinhos papeleiros em Córdoba, Espanha. Os italianos da cidade de Fabriano começaram a fabricar papel, em 1268, à base de fibras de algodão e de linho, além de cola - substância que, ao envolver as fibras, tornava-as mais resistentes às penas metálicas com que escreviam os europeus. Quanto ao preço, no entanto, papel e pergaminho empatavam, pois era muito difícil conseguir roupas velhas para extrair a celulose. Quando, na Renascimento, o advento da imprensa fez o consumo de papel aumentar terrivelmente, os ingleses chegaram a determinar que as pessoas só poderiam ser enterradas com trajes de lã, a fim de poupar os trapos de algodão, deixados como herança para os papeleiros. Até hoje o papel-moeda, por exemplo, não dispensa esse nobre ingrediente, que por ter fibras longuíssimas faz um produto difícil de rasgar. O algodão demorou até ser substituído. Apenas em 1719, o entomologista René de Réaumur (1683-1757) sugeriu trocá-lo pela madeira. Ele observou vespas a construir ninhos com uma pasta feita a partir da mastigação de minúsculos pedaços de troncos.

 

 Escutando as formas geométricas. Transformar imagens complexas em sons para que os deficientes visuais possam compreendê-las melhor é um dos desafio do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade de Manchester, no Reino Unido. A equipe pretende usar um sistema de computador portátil que possa ler as imagens e codificá-las em diferentes tons sonoros, dando assim descrições completas àqueles que não podem ver. O programa fará, por exemplo, um som ascendente ao verificar uma linha diagonal, um toque contínuo para as linhas horizontais e um som curto para linhas verticais.

 

Como funciona um prisma? Um feixe de luz branca é formado por radiações das cores vermelha, amarela, verde, azul e violeta, sendo que cada um dos raios possui diferentes comprimentos de onda. Quando a luz atravessa um prisma, objeto geralmente feito de plástico ou vidro, cada uma dessas cores sofre um desvio diferente, ocorrendo então a aparente separação de cores. Quanto mais espesso for o prisma, maior o caminho que a luz irá percorrer e, conseqüentemente, mais espalhadas seram as cores.


 

Pretzel, o biscoito que nocauteou Bush. No dia 13 de janeiro de 2002, o presidente dos EUA, George W. Bush, desmaiou ao se engasgar com um pretzel, petisco geralmente retorcido em forma de três círculos interligados, enquanto assistia a um jogo de futebol americano, em sua residência da Casa Branca. Ao desmaiar, Bush bateu a bochecha esquerda, o que lhe rendeu um pequeno hematoma e uma ferida no lábio. Os biscoitos, feitos de massa doce ou salgada, foram criados por volta do ano de 610, em um monastério no sul da França ou norte da Itália - a localização nunca foi definida com exatidão pelos historiadores. Apesar de agora poderem levar fama de assassinos, os biscoitos foram criados para recompensar as crianças que memorizavam com exatidão as orações e passagens bíblicas ensinadas pelos monges, motivo pelo qual foram chamados de Pretiola, que significa "pequena recompensa" em latim. O formato da delícia representa dois braços unidos em posição de prece. Há quem diga também que os três círculos são referência à Santíssima Trindade. Resta agora saber se os pretzels serão proibidos de embarcar nos vôos de companhias americanas por representarem um perigo potencial.


 

O relógio de sol, o mais antigo objeto usado
pelo homem para medir o tempo, funciona observando-se a mudança de posição e comprimento das sombras projetadas pelo Sol nos diferentes períodos do dia. Localizados no Egito, os primeiros relógios, que datam de aproximadamente 3500 a.C., eram compostos apenas por um pilar, chamado gnomon,
e podiam mostrar as duas metades do dia .
Mais tarde, escalas de medidas foram adicionadas em volta da coluna para que os
dias pudessem ser divididos em períodos mais curtos. A primeira evidência de divisão do
tempo em partes iguais data de 1500 a.C..

 

O cirurgião norte-americano Stuart Meloy patenteou uma invenção que promete dar muito o que falar, um implante eletrônico capaz de produzir orgasmos nas mulheres sem necessidade do ato sexual. A invenção terá uso restrito, afirma o médico americano, e poderá auxiliar mulheres que sofrem de frigidez. O dispositivo, que disponibilizará de quatro a sete orgasmos por semana, cuja implantação será feita através de uma cirurgia. Após a patente, com o invento e créditos assegurados, o médico revela:
o próximo passo é um protótipo
masculino do "orgasmador".


 
No começo dos anos 60, o americano Paul Baran concebeu uma rede de computadores na qual cada máquina seria capaz de orientar o trabalho das outras. Durante a Guerra Fria, preocupado com a possibilidade de um conflito nuclear com a União Soviética paralisar as comunicações, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos desenvolveu essa rede de computadores para que seus pesquisadores pudessem continuar a trocar idéias. O plano inicial era ligar quatro locais: a Universidade da Califórnia (UCLA), a Universidade de Santa Bárbara, o Instituto de Pesquisas de Stanford e a Universidade de Utah. Naquele tempo, não havia sistemas padrão de operação de computadores. As máquinas não podiam comunicar umas com as outras. Em 1969, surgiu a ARPAnet, ligando apenas computadores de centros de pesquisas acadêmicas e militares nos Estados Unidos. A primeira demonstração oficial foi feita no dia 21 de Novembro. Dois anos depois, já eram 24 centros interligados. O projeto foi chamado ARPAnet porque foi encomendado pela ARPA (Departament of Defense's Advanced Research Project Agency) a um grupo de talentosos engenheiros de computação, liderado por J.C.R. Licklider e Robert Taylor. Apenas em 1981 a ARPAnet deu lugar à Internet, abrindo o acesso à pesquisa acadêmica e permitindo o acesso de centros estrangeiros. Em 1992, a Internet ultrapassou a marca de 1 milhão de estações interligadas, servindo aproximadamente 10 milhões de utilizadores. Começou aí a exploração comercial da rede. A Internet atual é um complexo de redes interligadas em que milhões de pessoas de todo o planeta compartilham serviços e trocam mensagens.
 

 
 
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