A
vela em
um barco
se
baseia
no
Princípio
de
Bernoulli,
o mesmo
princípio
que
explica
a
sustentação
das asas
de um
avião.
Só que
no
veleiro
a asa
está
virada
de lado.
Quando
viaja na
direção
do
vento, o
veleiro
é
submetido
à
simples
pressão
do vento
em sua
vela;
essa
pressão
impele a
embarcação
para a
frente.
Mas ao
navegar
contra o
vento, a
vela é
exposta
a um
conjunto
mais
complexo
de
forças.
Quando o
ar em
movimento
passa
por trás
do lado
côncavo
da vela,
ou
barlavento,
sua
velocidade
diminui;
e quando
passa
pela
parte
dianteira,
ou
sotavento,
o ar
flui
mais
rapidamente.
Isso
origina
uma zona
de alta
pressão
atrás da
vela e
uma zona
de baixa
pressão
a sua
frente.
A
diferença
de
pressão
entre os
dois
lados
cria uma
força
para a
frente,
em
ângulo
com o
vento. O
veleiro
ainda se
submete
a uma
força
lateral
devido a
resistência
da água.
A
composição
das duas
forças
cria a
força
resultante
na
direção
do
movimento.

Um
barco
não
avança
em linha
reta
para o
meio do
vento;
ele
realiza
a
manobra
conhecida
como
"cambar",
ziguezagueando
em uma
série de
movimentos
curtos e
angulares.
Se o
vento
soprar
do lado
esquerdo
do
veleiro,
diz-se
que ele
camba
para
bombordo;
do lado
direito,
camba
para
boroeste.
Para
aumentar
ao
máximo a
velocidade,
o
navegador
procura
ajustar
as
posições
da vela.
Para
minimizar
o
afastamento
da linha
reta no
deslocamento,
o barco
navega
cambando
de
bombordo
para
boroeste.
Quando
muda de
posição,
a vela
oscila
na
transversal,
panejando
por um
momento
ao ficar
de face
para o
vento. O
barco
diminui
a
velocidade
nessa
chamada
zona
morta,
até ser
de novo
colhido
pelo
vento,
no lado
oposto.

Na
antigüidade
os
homens
não
sabiam
como
velejar
contra o
vento.
Eles
tinham
que usar
remos
para
vencer o
vento
contrário.
Há cerca
de três
mil anos
um
árabe,
hoje
desconhecido,
construiu
um navio
que
podia
velejar
contra o
vento.
Navios
cada vez
maiores
foram
sendo
construídos
permitindo
viagens
cada vez
mais
distantes.