Quem inventou a antena? Foi o italiano Guglielmo Marconi (1874-1937) em 1906. É um dispositivo que serve para a captação ou irradiação de ondas de rádio. Ela é formada por um conjunto de fios em contacto com o solo e suspensos a certa altura, colocados em torres, automóveis ou no alto dos edifícios. A antena recebe e transmite ondas electromagnéticas. Estas ondas são chamadas ondas hertzianas e propagam-se no espaço sem necessidade de fios condutores. Graças a elas, as antenas podem captar as transmissões de rádio, televisão, telégrafo, etc...
A primeira estação de rádio usou, como antena, um arame esticado. Depois, os aparelhos foram desenvolvendo-se até chegar aos complexos dispositivos atuais. A invenção da antena ajudou Marconi nas suas pesquisas até o levar à invenção do telégrafo sem fios. |
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O primeiro selo foi o "one penny black", selo negro que trazia o rosto da rainha Vitória em branco, surgido na Inglaterra, em 6 de Maio de 1840. A idéia foi de Rowland Hill (1795-1875), membro do Parlamento inglês. Antes da criação do selo, o destinatário é que deveria pagar a tarifa. Isso gerava um número enorme de devoluções. Os primeiros selos tinham apenas três desenhos: a efígie, o brasão e a cifra, ou uma mistura deles. Somente no começo do século XX começaram a surgir os selos com motivos comemorativos.
Foi no Brasil, em 1974, que lançaram o primeiro selo do mundo com legenda em braile. |
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Os primeiros modelos surgiram na Europa há cerca de 5 mil anos e tinham as lâminas unidas por uma mola. Na antiga Roma, assim como na China, no Japão e na Coréia, os artesãos utilizavam tesouras de eixo feitas de bronze ou de ferro, parecidas com as de hoje. Até ao século passado, eram forjadas à mão e muito mais ornamentadas. O uso doméstico iniciou-se no século XVI. A partir de 1761, com a manufatura de tesouras de aço pelo inglês Robert Hinchliffe, o utensílio tornou-se realmente popular. |
| Em 1890, o químico alemão A. Krafft observou que pequenas cadeias de moléculas ligadas ao álcool funcionavam como sabão. Krafft produziu o primeiro detergente do mundo. Mas a novidade não passou na época de uma curiosidade química. Durante a Primeira Guerra Mundial, o bloqueio dos aliados cortou o suprimento de gorduras naturais, utilizadas para produzir lubrificantes. As gorduras de sabão foram substituídas e o produto tornou-se um artigo raro no país. Outros dois químicos alemães, H. Gunther e M. Hetzer, retomaram as pesquisas de Krafft e lançaram em 1916 um detergente com fins comerciais, o Nekal, que, acreditavam, seria usado apenas nos tempos de guerra. Mas as vantagens do detergente sintético sobre o sabão foram aparecendo. O sabão reage com minerais e ácidos presentes na água, formando moléculas insolúveis que se recusam a ser enxaguados novamente. O primeiro detergente para lavar roupa foi o Tide, lançado nos Estados Unidos, em 1946. |
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Os primeiros pães surgiram há cerca de 12 mil anos na Pérsia. Eram uma mistura de vários tipos de grãos moídos e água, cozida sobre pedras quentes. Era seco e duro, mas muito nutritivo. Nas mãos dos egípcios, no novo Império (1567 a 1085 a.C.), a panificação recebeu o seu grande impulso. Havia mais de 40 variedades de pães. Eles criaram o processo de fermentação, que deixou o pão mais macio e saboroso. Os egípcios perceberam que a massa, umedecida, depois de um certo tempo, libertava alguns gases, tornando o pão mais poroso. Aos poucos, o pão chegou ao Império Romano. Começaram a aparecer escolas de padeiro, profissão surgida por volta do ano 50. |
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Os inventores foram os russos. As primeiras montanhas-russas, surgidas entre os séculos XV e XVI, eram feitas de gelo. Era um desporto de inverno. Os aventureiros sentavam-se em blocos com assentos escavados e recobertos de palha e desciam a montanha. O primeiro carrinho com rodas foi construído em 1784, em São Petersburgo, ainda na Rússia governada pelos czares. Na Europa, os primeiros a importar a idéia foram os franceses, em 1804. O carrinho nem sempre conseguia parar no final da rampa e muita gente se aleijava. O brinquedo foi-se aperfeiçoando e espalhou-se por todo o mundo. |
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A escova mais antiga de que se tem notícia foi encontrada numa tumba egípcia de 3 mil anos a.C. Era um pequeno ramo com ponta desfiada até chegar às fibras, que eram esfregadas contra os dentes. A primeira escova de cerdas, parecida com a que conhecemos, surgiu na China, no fim do século XV. Feita de pêlos de animais, as cerdas eram amarradas em varinhas de bambu ou pedaços de ossos. Muito tempo depois, percebeu-se que as escovas de pêlos de animais criavam umidade, prejudicial à higiene da boca, por causar mofo. Além disso, as extremidades pontiagudas das cerdas feriam as gengivas. O problema seria resolvido com o surgimento da escova de dentes com cerdas de nylon, em 1938, nos Estados Unidos. A escova de dentes elétrica tinha design suíço, mas foi desenvolvida nos Estados Unidos, em 1961, pela empresa Squibb. O nome da escova era Broxodent. As primeiras referências a um "fio de seda encerado" para limpar o sujo dos dentes e das gengivas são de 1850. Mas o fio dental só ganharia força depois de ter sido lançado pela Johnson & Johnson em 1896. Durante a Segunda Guerra Mundial, como a seda era destinada ao fabrico de pára-quedas, o fio dental foi feito com nylon. Na década de 1970, apareceu o fio dental com sabor. |
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A história da pizza começou há 6 mil anos com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam a massas à base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar à península da Etrúria, em Itália. Era o alimento dos pobres do Sul de Itália. Mas foram os napolitanos que passaram a acrescentar molho de tomate e orégãos à massa, que era dobrada ao meio e devorada como se fosse uma sanduíche. Quem tinha um pouco mais de dinheiro punha também queijo, pedaços de linguiça ou ovos por cima. A partir do século XVI, a novidade era apreciada na corte de Nápoles e logo se espalhou pelo mundo. As pizzas podem ter uma centena de coberturas. A primeira redonda criada por Raffaele Sposito, em 1889, para ser servida à rainha Margherita, de Itália, foi enfeitada com as cores da bandeira italiana: queijo (branco), manjericão (verde) e tomate (vermelho). |
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No final do século XIX, o motor a vapor era o progresso. Mas só 10% do calor libertado na queima do carvão produzia energia mecânica para uma máquina trabalhar. Desde 1878, quando estudava na Escola Técnica de Munique, o alemão Rudolf Diesel ficou obcecado pela idéia de criar um motor que aproveitasse quase 100% do calor. Apesar da dedicação absurda (ele só dormia 3 horas por noite), apenas em 1897 ele chegou ao protótipo do motor que tem o seu nome: diesel. Então o motor a diesel foi um sucesso. Nele, o ar é comprimido num cilindro até alcançar a temperatura suficiente para provocar a ignição do combustível injetado. A queima desse combustível faz o ar expandir-se novamente, movimentando o pistão do motor. Depois dessa vitória, Diesel passou quase 1 ano numa casa de repouso. Foi a primeira de 5 internações, pois ele ia sempre parar ao sanatório depois de aperfeiçoar a sua invenção. |
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Os chineses utilizavam "pauzinhos de fogo" no ano 1000. Mas foi em 1669 que o alquimista alemão Hennig Brandt descobriu acidentalmente o elemento fósforo ("o que traz a luz", em grego) numa das suas tentativas de transformar metais em ouro. A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que inventou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero coberta de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre numa das pontas. O invento, no entanto, era apenas uma curiosidade muito cara. Somente em 1826 o químico inglês John Walker apresentou os palitos de fósforo, então com 8 centímetros de comprimento. Na verdade, ele estava a usar um palito para misturar potássio e antimónio, que se incendiou quando foi raspado ao chão de pedra. O perigo era que os palitos costumavam incendiar-se sozinhos dentro da embalagem. Esse problema seria resolvido somente em 1855, com o surgimento do fósforo de segurança, criado pelo sueco Johan Edvard Lundstrom. Nele, os ingredientes inflamáveis foram separados em dois: parte na cabeça do palito, parte do lado de fora da caixa, juntamente com o material abrasivo.
A primeira caixinha de fósforos foi patenteada pelo advogado americano Joshua Pusey, em 1892, e produzida por uma empresa de Ohio 4 anos depois. |
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O baralho, não se sabe ao certo nem quando nem onde os jogos de cartas apareceram pela primeira vez. Provavelmente, as cartas surgiram na China, no século X. No início eram simples tiras de papel, marcadas com conchas de pedras, flechas e ossos, usadas em rituais de adivinhação. Por volta do ano 1300, as cartas chegaram à Europa, levadas pelos árabes. Eram conhecidos como tarots, em baralhos de 22 cartas. No final do século XVI, apareceu o baralho moderno, de 52 cartas, deixando o tarot apenas para as previsões. Os naipes mais comuns eram taças, moedas, espadas e bastões. De França, o baralho ganhou o mundo, e os naipes evoluíram até aos actuais copas, ouros, espadas e paus. |
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A aliança de casamento, por volta de 2800 a.C., os egípcios usavam um anel para simbolizar o casamento. Para eles, um círculo, não tendo começo nem fim, simbolizava a eternidade para a qual o casamento era destinado. Dois mil anos depois, surgiu entre os gregos a crença de que um imã também podia atrair o coração. Eles acreditavam também que o dedo anular esquerdo possuía uma veia que levava diretamente ao coração. Assim, começaram a usar um anel de ferro nesse dedo, para que os corações dos amantes ficassem atraídos para sempre. O costume passou aos romanos e a Igreja manteve a tradição. |
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Desde os Sumérios, em 5000 a.C., os homens procuram formas de resolver o problema de odor do corpo. Os antigos egípcios, por exemplo, recomendavam um banho aromatizado, seguido pela aplicação de óleos perfumados nas axilas. Também descobriram que a eliminação dos pelos das axilas diminuíam o odor. Séculos mais tarde, os cientistas conseguiram compreender o motivo: os pelos aumentam a superfície em que as bactérias vivem, reproduzem, morrem e se decompõem. Tanto os gregos como os romanos elaboraram os seus desodorizantes perfumados a partir de fórmulas egípcias.
O primeiro desodorizante anti-transpiração, como conhecemos hoje em dia, foi criado nos Estados Unidos em 1888. O seu nome era Mum. |
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O precursor da animação foi o professor belga Joseph Plateau. Em 1832, ele inventou o equipamento fenacistoscópio - um disco com figuras dispostas em torno do centro que parecem movimentar-se quando o mecanismo é girado. A idéia era apresentar uma rápida sucessão de desenhos de diferentes estágios de uma ação, criando a ilusão de que um único desenho se movimentava. O primeiro desenho animado foi Humorous phases of funny faces (Fases cômicas de faces engraçadas), feito em 1907 pelo inglês J. Stuart Blackton. Com a chegada do som, Walt Disney produziu, em 1933, Os três porquinhos, cujo tema musical, Quem tem medo do lobo mau?, se tornou célebre. |
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Thomas Alva Edison (1847-1931) esboçou em 1877 uma máquina com um cilindro recoberto de estanho, movido a manivela e com um bocal, no qual se falava fazendo vibrar uma agulha. A agulha arranhava o estanho e depois, passada pelos mesmos sulcos, reproduzia o som. O próprio Edison inaugurou o seu fonógrafo ou "máquina de falar" recitando os versos da canção infantil Mary had a little lamb.
Muitas outras tentativas para se chegar a um gravador foram feitas. Nada muito prático até 1935, ano em que a empresa alemã I.G. Farben produziu uma fita magnética de rolo. Pouco tempo depois, a também alemã AEG Telefunken criou o "Magnetofone", que podia gravar e reproduzir o som. Durante a Segunda Guerra Mundial, as emissoras de rádio da Alemanha usaram a nova máquina para gravar os discursos de Adolf Hitler e depois colocá-los no ar.
O gravador de cassetes foi uma criação da Philips, na Holanda, em 1963. A empresa liberou a patente a todos os interessados para encorajar a sua adoção em todo o mundo. |
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Para se refrescar do calor, os persas tomavam um sumo de frutas bem doce e gelado. Os egípcios também fabricavam os seus gelados há 4 mil anos, enquanto os árabes misturavam sumo de fruta com gelo.
Na China, o leite era uma mercadoria cara. Por isso, a sobremesa predileta da nobreza era uma pasta, feita de leite e arroz, que era colocada na neve para solidificar. O principal problema era armazenar neve para o verão em rudimentares câmaras frigoríficas subterrâneas, com grossas paredes de pedra. Na Idade Média, quando os chineses já faziam gelados, adicionando a neve ao leite, Marco Polo (1254-1324), o explorador veneziano, levou o gelado para a Itália. Dali, os famosos sumos de fruta congelados alcançaram a França e logo depois o resto do mundo. No século XVI, o italiano Bernardo Buontalenti inventou o gelado à base de leite, mais macio e nutritivo. Na primeira metade do século seguinte, um outro italiano, Procópio Coltelli, criou a máquina de fazer gelados. |
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A idéia de transmitir e reproduzir material gráfico à distância foi do escocês Alexander Bain, que registrou uma patente em 1843. Baseados na idéia de Bain e utilizando o aparelho telefônico criado por Alexander Graham Bell, em 1926, os americanos dos Laboratórios Bell desenvolveram o protótipo de um "fac-simile", que ficou conhecido popularmente como fax. O primeiro aparelho foi fabricado em 1947 pela empresa inglesa Muirhead, cuja principal atividade era a telegrafia sem fio. A empresa contou com a colaboração da agência de notícias Associated Newspapers. Dois anos depois, a Muirhead instalou o primeiro sistema de fax no Japão, onde o aparelho encontrou terreno propício para crescer em larga escala a partir de 1973. |
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Cigarro, existem duas versões conhecidas. Uma delas diz que, no começo do século XVI, os mendigos de Sevilha tiveram a idéia de enrolar o fumo das baganas de charuto num canudinho de papel. Rapidamente o cigarro chegou a Portugal e Itália, e, por intermédio dos marinheiros portugueses, aos portos de comércio do Mediterrâneo e à Rússia. Eles defendiam a cidade de São João de Acre dos ataques das tropas de Napoleão Bonaparte, em 1799, quando o seu hookah (cachimbo comunitário refrigerado por água) foi destruído por uma bala de canhão. Para fumar, eles enrolaram o tabaco em papel embebido em nitrato, utilizado para disparar os canhões. |
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Ao pensar numa maneira de facilitar o transporte e o armazenamento de leite, o americano Gail Borden teve a idéia de o desidratar, criando então o leite condensado. Dependendo do estágio dessa operação, ele obtinha tanto leite condensado quanto leite em pó. Quando a sua descoberta foi patenteada, em 1856, a invenção não despertou interesse, até que começou a Guerra Civil dos Estados Unidos e Borden ficou rico. |
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Para evitar o transtorno de tratar os seus escravos velhos e doentes, os romanos ergueram um templo dedicado a Esculápio, o deus da medicina, numa ilha do rio Tibre, em 293 a.C. Os escravos ficavam deitados ali, aos cuidados desse deus. A maioria morria. Aqueles que conseguissem recuperar passavam a cuidar dos doentes nos , como se fossem enfermeiros. |
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Como e por quê são feitos os MP3. CDs utilizam um gigantesco número de bits (unidade de informação) para cada segundo de música. Por isso, armazená-los no disco rígido do computador seria algo pouco prático. Fazer download na Internet de uma música então, nem se fala. Levaria cerca de 2h para "baixar" um arquivo de três minutos. Os MP3 (formato de música digital bem difundido entre os micreiros) foram feitos para comprimir esse espaço e tornar as músicas digitais acessíveis aos computadores e "transportáveis" via rede. O grande desafio era diminuir o espaço ocupado pela música sem baixar sua qualidade. A estratégia usada é a seguinte, existem sons que o ouvido humano não escuta, há outros que escutamos melhor e ainda aqueles que são abafados por outros ruídos. A partir disso, concluiu-se que há sons que podem ser retirados das músicas sem que percebamos, diminuindo o tamanho do arquivo. Depois de feito, é usada a técnica usual de compressão de arquivos que ainda pode diminui-los pelo menos em 10 vezes. |
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O nosso calendário desconsidera alguns anos como bissextos para evitar maiores confusões. Um ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Arredondando para 365 dias e 6 horas, teremos o seguinte: três anos de 365 dias e um de 366. Assim, no primeiro ano, "perdemos" seis horas; no segundo, 12; no terceiro, 18; e quando, no quarto, iríamos perder 24 horas (um dia), fazemos um ano de 366 dias e tudo volta ao normal. Ótimo, se o ano realmente tivesse 365 dias e um quarto. mas esse valor arredondado é cerca de onze minutos maior que o correto. O resultado é que a cada 400 anos, ficamos um dia à frente do calendário. A solução é a seguinte: os anos múltiplos de 100 não são bissextos, mas os múltiplos de 400 são. Assim, 1900 não foi bissexto. Agora, em 2000, estamos quase 24 horas atrasados. Então consideramos 2000 normalmente bissexto. |
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Abelhas sociais e abelhas solitárias. Apesar de serem conhecidas como seres sociáveis, nem todas as espécies de abelhas vivem em grupo. Grande parte delas vive sozinha em ninhos feitos em troncos de árvores ou embaixo da terra e não são domesticáveis. Já as abelhas sociais vivem nas conhecidas colméias e produzem mel, substância feita a partir do néctar, usada pelo homem como adoçante desde a Antigüidade. Há três classes principais em uma colônia de abelhas: as operárias (cerca de sessenta mil indivíduos em uma colônia média), que garantem o alimento, cuidam das jovens larvas e protegem a colméia; os zangões (cem indivíduos), que cruzam para perpetuar a espécie; e a rainha (apenas uma), que deve colocar os ovos, sendo a única fêmea não-estéril do grupo. |
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A sauna surgiu por volta do século III antes de Cristo. Nas montanhas da região da Finlândia, um grupo de lenhadores procurava abrigo para o frio. Observando a lava que era expelida pelos vulcões, eles construíram uma cabana de pedra fechada em forma de forno. Atiçaram fogo à lenha, e após um período de 8 horas, eles deixaram a fumaça escapar e entraram na cabana. Depois de aquecidos, o mergulho na água dos lagos os refrescava e causava um choque térmico. |
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No final da década de 1930, os surfistas da Califórnia queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas para os dias de poucas ondas. Inicialmente, o novo desporto foi chamado de side walk surf. Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o skate só explodiu uma década depois. No ano de 1973, o americano Frank Naswortly inventou as rodinhas de uretano, que revolucionaram o desporto. |
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O vidro à prova de bala é um aperfeiçoamento do vidro laminado, criado em 1909 pelo químico francês Édouard Bénédictus. O vidro laminado consiste em duas lâminas de vidro com uma lâmina de material plástico ensanduichada entre elas. É usado em pára-brisas de automóveis para dar segurança aos passageiros em acidentes: ele estilhaça-se mas os seus pedaços tendem a ficar presos no plástico. A primeira versão do vidro à prova de balas usava uma folha de celulóide entre as lâminas de vidro. Contudo, o celulóide amarelava em pouco tempo, o que tirava a transparência do vidro. Em 1936, o celulóide foi substituído por polivinil butiral, o que eliminou o problema. Hoje, fazem-se vidros à prova de bala com 30 a 40 milímetros de espessura, formados por várias camadas alternadas de vidro e de polivinil butiral. Esse vidro detém ou faz ricochetear projécteis comuns disparados a curta distância - até 3 metros. O mesmo não acontece com projécteis de certas armas de alto impacto, que podem perfurá-lo. |
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A escada parece ter surgido 2000 anos a.C. Os egípcios e os hebreus foram os primeiros a construi-las. O curioso é que eram feitas mais como decoração de túmulos e monumentos do que para uso prático. No século X a.C., apareceram as primeiras casas dotadas de escadas em Atenas, e depois em Roma. |
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O dia de Ano Novo foi o primeiro feriado comemorado pela humanidade, na Babilônia em 2000 a.C. Apesar de ainda não contarem com um calendário escrito, os babilônios começavam a celebrar o seu novo ciclo anual (a festa durava 11 dias) na data equivalente ao nosso 23 de Março. |
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O seu registro mais remoto data do século V a.C., entre os Etruscos que dominavam o vale do Pó e a Etrúria, região que hoje é a Itália. Desde aquela época, faziam parte das cerimônias religiosas, particularmente durante as Saturnálias, as festas em homenagem a Saturno - a divindade que personificava o tempo na mitologia. As primeiras velas eram fabricadas em casa. O processo era demorado, pois exigia que as fibras vegetais do pavio, feito de junco, papiro ou estopa, fossem continuamente mergulhadas em sebo ou cera derretida. As de sebo, que exalavam mau cheiro, eram de uso mais popular. As de cera, preferidas pelos nobres e pela Igreja, não espalhavam um cheiro tão mau e eram mais caras. Malcheirosas e fumarentas, só em 1825 as velas atingiram a fórmula básica atual, em França, com as descobertas do químico Eugéne Chevreul e do físico-químico Louis Joseph Gay-Lussac. Ambos conseguiram separar a estearina (ácido esteárico) da sua parte líquida (o ácido oléico), pesquisando as propriedades de sebos de boi e carneiro. |
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A granada já era utilizada nas batalhas entre cristãos e muçulmanos no tempo das Cruzadas. O uso de líquidos inflamáveis na guerra tem origem no Império Bizantino, mas no ano 1000, de acordo com relatos da época, eram utilizadas granadas feitas de vidro ou cerâmica, cheias de gasolina, para defender as cidades sitiadas em todo o mundo islâmico. Estas eram atiradas - com catapultas ou com as mãos - contra os inimigos ou contra as suas torres de madeira para assédio. |
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Em 1869, os turcos otomanos preparavam-se para invadir Viena, na Áustria. Planeavam atingir o centro da cidade à noite, cavando galerias subterrâneas. Os padeiros vienenses, que começavam o seu trabalho durante a madrugada, deram o alarme. Aí o imperador da Áustria pediu que os padeiros fizessem um pão que tornasse o feito inesquecível. Assim nasceu o croissant, representando a lua crescente do estandarte otomano. |
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