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CIÊNCIA E TECNOLOGIA VI

Como surgiu a escala Celsius? O uso de uma escala padrão para medida de temperatura se faz necessário principalmente na ciência, pois isso facilita a troca de informação entre cientistas de todo mundo e a compreensão dos resultados. A escala de Celsius ou centígrados, criada por Anders Celsius, um astrônomo sueco, foi a escolhida como padrão por usar um sistema de medida muito simples, ao ser criada, Celsius, usando uma escala de 0-100, baseou-se no ponto de congelamento da água (zero graus centígrados) e evaporação da mesma (cem graus centígrados).

 

Por que acontece a microfonia? A microfonia acontece quando um microfone se encontra muito perto de uma caixa de som. A explicação física para o fenômeno é que o ruído feito pela caixa é captado pelo microfone, sendo então retransmitido, e fazendo o mesmo trajeto várias vezes. Cada vez que o som é captado ele soma-se ao anterior, ficando mais alto ou, como diriam os físicos, com uma maior amplitude. Ao afastarmos o microfone do amplificador, o barulho vai diminuindo até que finalmente desaparece.


 

O gênio italiano Leonardo da Vinci desenhou, em 1480, uma máquina que levantava vôo horizontalmente. Ele inspirou o perito em aeronáutica Igor Sikorski, um americano de origem russa, que passou a estudar o assunto em 1908. Há controvérsias sobre os primeiros vôos de helicóptero. Ele teria sido realizado pelo francês Étienne Oehmichen, que voou 1 quilômetro em 1924. Outros reconhecem o italiano D'Ascanio como o pioneiro, em 1930. De qualquer modo, os modelos ainda apresentavam problemas. Até que o primeiro avião de Igor, o Sikorsky VS-300 (1939), viria a ser o projeto definitivo de todos os futuros helicópteros. Era o primeiro helicóptero de rotor único e a sua idéia foi acolhida prontamente pelos fabricantes. O veículo podia ser controlado, pairava ao subir e descer verticalmente, além de voar para trás e para os lados. Sikorsky arquivou os planos de produção em massa durante a Segunda Guerra Mundial para trabalhar noutros projetos aeronáuticos. Mas em 1945, ele imediatamente mergulhou no trabalho de aperfeiçoar o seu projeto anterior e conceber naves militares e domésticas, cujos propósitos incluíam operações de socorro e salvamento além de missões de combate em baixas altitudes.
Dois ancestrais do helicóptero foram: o giroplano, criado pelo francês Louis Breguet, em 1907, e o autogiro, uma espécie de aeroplano munido, na parte superior, de uma hélice que lhe permitia subir e baixar verticalmente, idealizado pelo espanhol Juan de la Cierva, no ano de 1922.


 

Em 1954, durante uma caçada  Irlanda, Hugh Beaver, concluiu que não havia caçado tarambolas porque os pássaros eram rápidos demais. Naquela noite, disse aos seus amigos que aquela era a "ave de caça mais rápida que temos". Mas não se chegou a um consenso e também não havia nenhuma enciclopédia com a resposta. Hugh, então director-executivo da Arthur Guinness, Son and Company, fabricante da cerveja Guinness, passou a pensar num livro que tivesse todos os tipos de recordes. A tarefa parecia grande demais, até que apareceram os gémeos Norris e Ross McWhirter, jornalistas devoradores de trivialidades que colecionavam uma imensidão de fatos e números. Quatro meses após uma conversa com Hugh, os McWhirter haviam compilado e publicado o primeiro Guiness, então com 198 páginas. Quatro meses depois, era o número 1 na lista dos livros de não-ficção mais vendidos em Inglaterra.

 

Com o nome de radiotelefonia celular, o telemóvel apareceu em 1979 na Suécia, desenvolvido pela empresa Ericsson. A atriz Hedy Lamaar, famosa por aparecer nua na produção erótica Ecstasy (1933), inventou o sistema que serviu de base para os telemóveis. Durante quatro anos, ela foi casada com o austríaco Fritz Mandl, um rico fabricante de armas. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela criou um sofisticado aparelho de interferência em rádio para despistar radares nazis e patenteou-o em 1940 usando o seu verdadeiro nome, Hedwig Eva Maria Kiesler. Ofereceu a novidade ao Departamento de Guerra, que o recusou. Anos mais tarde, quando a patente expirou, a empresa Sylvania adaptou a invenção. Hoje, o equipamento acelera as comunicações de satélite ao redor do mundo e foi usada para criar a telefonia celular.


 
Em 1878, Harley Procter decidiu que a fábrica de vela e sabão fundada pelo seu pai deveria produzir um sabão novo, branco, cremoso e delicadamente perfumado para competir com os mais finos sabões corrosivos importados naquela época. Como fornecedores de sabão para o Exército Federal durante a Guerra Civil, a empresa era apropriada para enfrentar tal desafio. O primo de Procter, o químico James Gamble, chegou à fórmula desejada. Chamado simplesmente de "Sabão Branco", produzia uma rica espuma, mesmo em contacto com a água fria, e tinha uma consistência homogênea e suave. Certo dia, um trabalhador da fábrica que examinava os tanques de sabão parou para almoçar, esquecendo-se de desligar a máquina misturadora principal. Ao voltar, descobriu que tinha sido injetado demasiado ar na solução de sabão. Em vez de deitar a substância fora, ele despejou-a em formas de endurecimento e corte. Pedaços do primeiro sabão cheio de ar foram entregues às lojas da região. Os consumidores adoraram. A fábrica ficou abarrotada de cartas solicitando mais daquele extraordinário sabão que não ficava perdido dentro da água escurecida porque flutuava à superfície. Ao perceber que tinham beneficiado com o mero acidente, Harley Procter e James Gamble pediram que, a partir de então, fosse dada uma injeção extra de ar em todos os sabonetes. Os primeiros pedaços do Sabão Mármore, como foi batizado o novo produto, apareceram em outubro de 1879, no mesmo mês em que Thomas Edison testou com sucesso a lâmpada elétrica. Harley Procter previu que a luz elétrica poderia acabar de vez com o seu lucrativo negócio de velas, e assim decidiu promover o sabonete.

 

Os primeiros origamis apareceram há mais de mil anos como passatempo da corte imperial japonesa. Com o tempo, as dobragens de papel transformaram-se numa arte típica do Japão, com técnicas cada vez mais refinadas, que eram passadas de pai para filho.

 

O primeiro strip-tease aconteceu no Baile das Quatro Artes, na cidade de Paris, a 11 de Março de 1893. A modelo que tirou a roupa diante de estudantes acabou por ser multada em 100 francos, o que gerou um grande protesto.


 

Ratos de bom humor, psicólogos americanos afirmam ter a primeira evidência de que os animais são capazes de rir. Há anos, os biólogos já sabem que nossos parentes próximos, os chimpanzés, produzem um som semelhante à risada humana, mas sinais de humor em outros mamíferos eram raros e fracos. Porém, recentemente, experimentos feitos com ratos mostraram que os roedores temidos pelas donas-de-casa emitem ruídos ultrassônicos quando brincam uns com os outros, além de fazerem-no mais freqüentemente quando são mais jovens, fato que coincidiria com a vida humana, na qual crianças são mais suscetíveis ao humor do que adultos. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que os ratos e primatas possuem um sistema para mostrar aos companheiros se algo lhe causa uma sensação boa ou ruim. Esse sistema pode ter-se desenvolvido no ser humano, tornando-se o que chamamos de emoção. Falta ainda saber quais os animais que possuem características semelhantes.


 

Digestão torna-se mais difícil a partir dos 50 anos de idade. A partir dos 50 anos de idade, a alimentação do ser humano deve ser mais leve porque o estômago diminui a produção de suco gástrico e a digestão torna-se mais difícil. Daí a sensação de peso que os idosos sentem em seu estômago e também a freqüência com que sofrem de indigestões.

 

  Padaria era Casa da Moeda ?!? O pão, um dos alimentos mais consumidos pela humanidade e também um dos mais antigos (sua história remete à Pré-História), não foi usado apenas como comida na Antiguidade. No Egito, o pão também servia para pagar salários. Um dia de trabalho valia três pães e dois cântaros de cerveja.


 

Os primeiros microscópios simples, limitados à ampliação de uma única lente, foram construídos na metade do século XV e utilizados inicialmente para investigar o mundo dos insectos. Por causa da dificuldade em produzir vidro puro na época, as lentes dos microscópio distorciam as imagens e contornavam-nas com halos e espectros de cores. Em 1590, o holandês Hans Janssen e o seu filho, Zacharias, planearam o primeiro microscópio. Era composto por uma objectiva de lente convexa e uma lente (de luneta) côncava, conforme relatou Galileu Galilei em 1609. Outro holandês, Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), trabalhava numa loja de tecidos e, nas horas vagas, fazia experiências com vidro moído para produzir lentes. Usava o microscópio para observar os fios e depois passou a examinar a anatomia dos menores animais conhecidos. Ele produziu microscópios tão eficientes que estabeleceu, praticamente sozinho, o ramo da microbiologia. Aos poucos, ele convenceu uma comunidade científica bastante céptica que uma importante teoria da época, a da geração espontânea (a crença de que organismos vivos podem originar de matéria inanimada), era uma grande palermice. Larvas não nasciam da carne podre, nem moscas da areia, nem enguias dos bancos lodosos dos lagos; estas criaturas reproduziam-se por ovos colocados pela fêmea e fertilizados pelo macho. Leeuwenhoek também é considerado o primeiro a realizar descrições precisas dos glóbulos vermelhos (para espanto dos fisiologistas da época), das bactérias que habitam a boca e os intestinos dos seres humanos (para horror da população) e da forma e locomoção do espermatozóide humano.

Os primeiros elásticos, feitos de borracha vulcanizada, foram patenteados em 17 de Março de 1845 por Stephen Perry, um fabricante de Londres. A produção de rodelas de elástico "para papéis, cartas, dinheiro" foi iniciada pela sua empresa na mesma época.

 

O Dominó, surgiu na China, criado pelo soldado Hung Ming (243 a.C. a 181 a.C.). O nome provavelmente deriva de domino gratias, expressão latina que significa "graças a Deus", dita pelos padres europeus enquanto jogavam.


 

A classe de animais mais abundante do planeta. Os insetos são a classe de animais mais abundante do planeta. Calcula-se em acima de três milhões o número de espécies, das quais cerca de um milhão já foram catalogadas. Suas dimensões variam desde pequenas moscas de 0,2 milímetros (hymenoptera Mymaridea) a escaravelhos gigantes (Goliathus goliathus), que pesam 100 gramas.

 

Cientistas da Universidade de Cornell,
nos Estados Unidos descobriram que
distúrbios de comportamento e a falta de coordenação  motora podem ser provocados pela deficiência de ferro
no organismo. Pesquisam agora
variedades de trigo mais
ricas em ferro, para corrigir o problema
com o pão de cada dia.


 

Edwin Hubble (1889-1953) foi o responsável
pela classificação das galáxias como conhecemos hoje. Foi ele quem provou, nos
anos 20, que elas são como "ilhas",
movendo-se separadamente. São seus
também os que possibilitaram identificar a
 relação entre a distância e velocidade com que se movimentam, razão essa conhecida como constante Hubble. O astrônomo foi formou-se
em direito pela Universidade de Oxford e
apensa depois partiu para a
astronomia, sua verdadeira paixão.

 

Pesquisadores autralianos do CSIRO's Telecommunications and Industrial Physics estão desenvolvendo um tipo de fotossíntese artificial, imitando o processo usado pelas plantas para produzir alimento. Trata-se de um sistema que consome o dióxido de carbono, ajudando a limpar os gases poluentes da atmosfera. A intenção
é fazer com que a nova tecnologia converta o problema dos gases em um tipo de combustível alternativo ou comida, produzindo açúcar e amido assim como
as plantas fazem.


 

Em 2900 a.C., os mortos egípcios eram enterrados com jarros de óleo perfumado. A natureza desses antigos óleos é ainda um mistério, mas sabe-se que, mil anos depois, os egípcios se aventuraram por toda parte em busca de essências. Ali, os perfumes e ungüentos para untar o corpo eram preparados em laboratórios dentro dos templos. No templo de Hórus, iniciado por Ptolomeu III, em 237 a.C., várias inscrições sobre as paredes do laboratório mostravam como os perfumes e os óleos para rituais eram preparados. Alguns odores ali criados levavam até 6 meses para maturar e eram usados pela nobreza. Para perfumar o corpo, os egípcios colocavam uma massa de gordura perfumada no topo da cabeça ou sobre uma peruca. Durante a noite, a gordura dissolvia-se, cobrindo a peruca, as roupas e o corpo com uma camada oleosa bastante perfumada. No tempo do Império Romano, o perfume era utilizado por todas as classes, principalmente para encobrir os cheiros do corpo, mas também - ingerido puro ou no vinho - para ocultar o mau hálito. 

 

Depois de estudar Física, Chester Floyd Carlson trabalhou como engenheiro de pesquisa no Laboratório de Telefones Bell, em Nova York, mas o seu imenso interesse por invenções fê-lo estudar lei de patentes. Contratado por uma empresa de advocacia para cuidar de questões legais, frustrou-se com a dificuldade de fazer cópias dos documentos que tinha de rever. Convencido de que era possível criar algum método barato e rápido de copiar documentos, Carlson montou uma pequena oficina e, por 3 anos, trabalhou na idéia. Estava próximo de conseguir cópias baratas, mas o seu processo ainda era muito demorado. Então, pediu ajuda ao físico alemão Otto Kornei e, em 22 de outubro de 1938, conseguiram produzir a primeira cópia por meio de imagem a seco. Batizado de xerografia, o processo foi aperfeiçoado e em 1949 saiu a primeira copiadora. A empresa japonesa Canon apresentou a primeira copiadora colorida em 1973.


 

Tudo começou numa mesa de bridge da Inglaterra, no ano de 1762. Lorde John Eduard Montague (1718-92), o conde de Sandwich, gostava tanto de jogar que não parava nem para comer. As refeições com garfo e faca poderiam tirá-lo da sua concentração. Por isso, pedia que a sua comida, geralmente salame, presunto e queijo, fosse servida entre dois pedaços de pão. Dessa forma, Montague poderia comer com uma das mãos e jogar com a outra.  Existem referências de que os antigos romanos teriam um prato chamado offula, que seria uma espécie de sanduíche servido entre as refeições.

 

Durante o seu curso na Universidade de Medicina da Califórnia, o americano John A. Larson estudou o comportamento de mentirosos, monitorizando o seu batimento cardíaco e a sua respiração. Quando mentiam, os batimentos e a respiração ficavam mais rápidos. Adicionando um elétrodo para monitorizar a transpiração da pele, Larson criou em 1921 o "polígrafo", também conhecido como detector de mentiras. Mas a máquina não se mostrou totalmente confiável porque alguns mentirosos mais inteligentes conseguiam enganá-la.


 

Os antigos gregos e romanos já utilizavam grandes banheiras, em mármore ou prata. Especialistas acreditam que os chuveiros apareceram por volta de 1350 a.C. Em Akhenaten, a antiga capital do Egipto, os arqueologistas descobriram um lugar raso, que seria uma espécie de tina para banhos de chuveiro. Um vaso grego do século VI a.C. mostrava mulheres a banharem-se no que pareciam ser chuveiros. 
O duche foi inventado por Merry Delabost, médico-chefe da prisão Bonne-Nouvelle, em França, em 1872. Foi a maneira que ele encontrou para os detidos melhorarem a sua higiene.

 

Essas 3 letras significam Disco Versátil Digital (Digital Versatile Disc) ou Disco de Vídeo Digital (Digital Video Disc). Do tamanho de um CD comum, o DVD é um disco óptico com capacidade para guardar de 7 a 300 vezes mais informações que os CD-ROM. O DVD tem uma resolução de imagem 2 vezes melhor que a das cassetes VHS e som digital. O produto foi lançado nos Estados Unidos em Março de 1997 por um consórcio que reunia fabricantes de produtos eletrônicos e de informática e estúdios de cinema e de música.

A coalhada de soja embolorada parece ter sido o primeiro antibiótico natural, utilizado pelos chineses por volta de 500 a.C. para tratar furúnculos e outras infecções semelhantes. Quase tão antigo, e presente em várias civilizações, é o uso de pão embolorado e teias de aranha em ferimentos infectados. Embora os médicos tenham procurado nos 2 mil anos seguintes uma espécie de medicamento que combatesse a infecção por bactérias, nenhum pesquisador pensou em investigar cientificamente o folclore medicinal em relação aos bolores. O primeiro antibiótico moderno, a penicilina, foi uma descoberta casual do bacteriologista escocês Alexander Fleming, em 1928. Fleming havia sido um oficial médico nos hospitais militares da Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Notando a séria necessidade de um agente bactericida para tratar dos ferimentos infectados, após a guerra retornou ao St. Mary's Hospital, em Londres, para pesquisar sobre o problema. Em 1928, enquanto estudava o Staphylococcus aureus, uma bactéria responsável pelos abscessos e várias outras infecções, Fleming entrou de férias por alguns dias, deixando os seus recipientes de vidro com cultura sem supervisão. Ao retornar, notou que a tampa de um dos recipientes tinha escorregado e que a cultura tinha sido contaminada com o mofo da atmosfera. Fleming estava quase a deitar fora a cultura quando a curiosidade o fez examiná-la. Na área onde o bolor estava a crescer, as células do Staphylococcus tinham morrido. Ele imediatamente percebeu o significado dessa descoberta e verificou que o bolor, uma espécie do fungo Penicillium, estava a segregar uma substância que destruía as bactérias. Embora ele não tenha conseguido isolar a substância - o que foi feito dez anos depois por Ernst B. Chain e Howard W. Florey, em Inglaterra -, ele chamou-a de penicilina. Muitos cientistas estavam cépticos quanto ao potencial do bolor que havia aparecido por acaso na lâmina de Fleming. Não se mostravam dispostos a experimentar nos seus pacientes um bolor comum. Outros problemas resultaram da fragilidade do bolor: ele era fraco, impuro e facilmente destrutível pelas mudanças climáticas e acídicas. Eram necessárias grandes quantidades para obter uma concentração de penicilina suficiente para um único paciente, e Fleming não tinha verbas suficientes. Com a Segunda Guerra Mundial houve uma necessidade de anti-sépticos para combater as infecções das tropas feridas. O Dr. Howard Walter Florey, professor de patologia em Oxford, tinha ouvido falar sobre o bolor de Fleming e levou a pesquisa adiante. Com uma equipa de 20 cientistas e técnicos, Florey cultivou novamente o bolor de Fleming. Durante meses, a equipa manteve enormes tonéis de um caldo embolorado e malcheiroso, tentando extrair o ingrediente principal. O Dr. Ernst Boris Chain conseguiu extrair da solução um pó marrom, que destruiu instantaneamente algumas bactérias; na verdade, o extrato continha apenas cerca de 5% de penicilina na sua forma química pura. Os cientistas testaram a substância em 80 diferentes micróbios; descobriram que os fluidos do sangue não eram hostis à substância e que os glóbulos brancos não eram danificados nem se tornavam inativos. Prepararam um sal de penicilina (contendo sais de sódio e cálcio), que era mais estável do que o bolor, e foram bem-sucedidos na cura de ratos que receberam injeções de doses fatais de Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, e outras bactérias. As suas descobertas formaram a base para o tratamento com penicilina que se pratica até aos nossos dias. Em 1940, a penicilina foi utilizada, em Inglaterra, no primeiro paciente humano, um polícia com um quadro avançado de infecção sanguínea. Durante cinco dias os médicos administraram a droga a cada duas ou três horas (a penicilina sai rapidamente do corpo pela urina e, por isso, deve ser reposta em intervalos freqüentes e regulares). O polícia tinha recuperado significativamente quando o suprimento de penicilina se esgotou e as injeções foram suspensas. A infecção alastrou-se e acabou por vencê-lo. Os cientistas britânicos ainda não tinham conseguido produzir penicilina em quantidade suficiente para salvar uma vida. Num segundo caso, no entanto, um jovem, que também sofria com uma infecção sanguínea, recebeu penicilina suficiente para se recuperar.


 

 A origem do panettone, bolo doce recheado com passas e frutas cristalizadas, tradicionalmente consumido na época natalina, é bastante nebulosa. Criado por volta do século XVI no Norte da Itália, mais especificamente na região da Lombardia, muitas lendas contam sua origem. Grande parte delas concorda que o bolo foi criado por um padeiro milanês chamado Toni. A delícia logo virou um sucesso e acabou conhecida como o "pão do Toni" (Pane Di Toni). 

 

Lâmpadas incandescentes transformam calor da corrente elétrica em luz. As lâmpadas incandescentes funcionam transformando em luz o calor que a corrente elétrica produz ao passar por seus filamentos. Apenas 6% desse calor é transformado em luz visível. Cerca de 75% da energia despendida perde-se em radiação infravermelha e 0,25% em ultravioleta. Os 19% restantes dissipam-se pelo ambiente.


 
O princípio de uma plataforma suspensa dentro de uma cabine vertical para o transporte de pessoas ou materiais pesados foi descrito pela primeira vez pelo arquiteto romano Vitruvius, no século I a.C. A elevação era obtida utilizando-se um contrapeso, que subia e descia sob o controlo de uma roldana movida por uma manivela do lado de fora da plataforma. É provável que esses elevadores tenham sido utilizados nas casas romanas com vários andares, onde teriam sido operados por escravos. O primeiro elevador conhecido foi o que o rei Luís XV mandou instalar, em 1743, no Palácio de Versalhes. Ligava os seus aposentos ao de sua amante, madame de Châteauroux, no andar de baixo. Não se sabe o nome do inglês que, em 1800, pensou em utilizar um motor a vapor para mover os elevadores. Este motor era instalado no teto e controlava o enrolar e desenrolar do cabo ao redor de um cilindro. Em 1851, o americano Elisha Graves Otis (1811-61) inventou um sistema de segurança que impedia que o cabo balançasse, prendendo-o num trilho e bloqueando-o com uma série de garras. Isso permitia o uso do equipamento também por pessoas. Para mostrar a eficiência de sua invenção, em 1854, ele mandou cortar o cabo de um elevador que ele mesmo pilotava. O primeiro elevador de passageiros foi inaugurado por ele em 23 de Março de 1857 numa loja de cinco andares em Nova York. Em 1867, o francês Léon François Edoux inventou o elevador de coluna hidráulica. O mesmo Edoux construiu, em 1889, um elevador de 160 metros de altura para a Torre Eiffel. Esses elevadores eram 20 vezes mais rápidos do que os seus predecessores, que trabalhavam com tração. Em 1880, a empresa alemã Siemens & Halske utilizou energia elétrica na tração dos elevadores. Ele subiu 22 metros em 11 segundos. O uso de eletricidade permitiu a introdução de interruptores para controlar o elevador em 1894.

 

O americano Thomas Alva Edison (1847-1931) foi o maior inventor de todos os tempos. Registrou 1.093 patentes, recorde até hoje não superado. A lista de criações de Edison inclui a locomotiva elétrica, o projetor de cinema, o microfone a carvão, o fonógrafo (gravador) e o telégrafo automático. Desenvolveu casas pré-fabricadas e aperfeiçoou o telefone. A mais famosa das suas criações foi a lâmpada. Em 21 de Outubro de 1879, Edison desenvolveu a primeira lâmpada prática, que ficou acesa por 45 horas seguidas. Até que ela se apagasse, o inventor não saiu do laboratório (depois dormiu, de roupa e tudo, por 24 horas seguidas). O desafio parecia simples: ele precisava de encontrar um material que ficasse incandescente quando a corrente elétrica passasse por ele e fazer com esse material um fio fino. Esse filamento deveria ficar isolado dentro de um bulbo de vidro do qual o ar tivesse sido retirado, pois o oxigênio facilita a combustão. Numa época em que o normal era o cientista trabalhar sozinho, Edison chegou a contar com o apoio de sessenta pesquisadores. Só para a lâmpada, eles testaram dezenas e dezenas de filamentos - até fios de barba de colegas - antes de chegar ao algodão carbonizado usado no primeiro modelo de sucesso. O filamento (hoje usa-se o tungstênio) é aquecido a ponto de emitir luz. Ele foi o fundador da Edison Eletric Light Company, embrião da atual General Eletric, gigante conglomerado da indústria eletrônica.

 

Os sábios chineses foram os pioneiros na arte de imprimir livros. Mas o livro mais velho de que se tem conhecimento é uma cópia do Diamond Sutra, impresso em 11 de maio de 868 e encontrado nas grutas de Dunhuang, no Turquistão. Eram discursos do Buda para o seu discípulo Subhuti. Para o fazer, Wang Chieh usou letras entalhadas em blocos de madeira. O alquimista chinês Pi Cheng usou argila cozida para produzir os primeiros tipos móveis por volta de 1040. A vantagem é que, após a impressão, as letras podiam ser separadas e reutilizadas. Esse sistema foi aperfeiçoado por volta de 1300 com o uso de madeira e serviu para a impressão de livros. Em 1438, o alemão Johannes Gensfleisch Gutenberg começou a fazer impressões com tipos de metal, fazendo moldes de cada letra do alfabeto. Uniu os tipos em palavras, frases, parágrafos e páginas. Depois de besuntar as letras com tinta, Gutenberg imprimiu-as em papel branco. Desse modo, ele imprimiu os primeiros livros na Europa. O seu livro mais famoso é a chamada Biblía de Gutenberg, impressa entre 1451 e 1456. Das 48 cópias que sobreviveram, 36 eram de papel e 12, de pergaminho. Em 1448, Gutenberg associou-se a Johann Fust, que financiou a criação da imprensa. A sociedade terminou em 1455. Isso levou Gutenberg à ruína.

 

 

 
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