Anfetaminas
são
substâncias
químicas
produzidas
em
laboratório
consideradas
como
estimulantes,
já
que
provocam
o
aumento
da
atividade
cerebral
do
indivíduo,
deixando
o
usuário
eufórico,
ofegante
e
“elétrico”.
Esse
aumento
do
processo
cerebral
é
totalmente
nocivo
para
a
saúde,
já
que
leva
o
usuário
a
extrapolar
seus
próprios
limites,
podendo
causar
danos
irreparáveis
ao
cérebro.
Quando
esse
ciclo
de
euforia
acaba,
o
usuário
se
sente
debilitado,
fraco
e
depressivo,
se
vê
obrigado
a
voltar
a
consumir
novas
e
maiores
doses
da
droga,
criando
assim
um
processo
de
dependência.
Essas
drogas
podem
ser
consumidas
através
de
comprimidos,
por
via
oral,
diretamente
injetada
na
corrente
sanguínea,
sob
a
forma
de
pó
ou
dissolvidas
em
bebidas
alcoólicas.
Os
maiores
usuários
das
anfetaminas
geralmente
são
estudantes,
caminhoneiros,
pilotos
e
atletas,
que
buscam
a
melhora
de
desempenho
em
suas
atividades,
já
que
as
anfetaminas
aceleram
o
cérebro
e
provocam
a
perda
de
sono.
Além
de
afetar
o
cérebro
humano,
as
anfetaminas
causam
a
dilatação
da
pupila,
aumento
das
pulsações
e da
pressão
cardíaca.
Estudos
comprovam
que
entre
os
estudantes
brasileiros
do
1º e
2º
graus
das
10
maiores
capitais
do
país,
4,4%
revelaram
já
ter
experimentado
uma
droga
tipo
anfetamina
alguma
vez
na
vida.
Essas
drogas
possuem
efeitos
tão
fortes
que
alguns
delírios
e
alucinações
causados
pela
droga
podem
levar
o
usuário
ao
suicídio
por
razões
ilusórias,
como
uma
perseguição
imaginária,
por
exemplo.
As anfetaminas pertencem ao grupo mais comum das drogas psicoestimulantes, as quais são responsáveis por acelerar o sistema nervoso central, acarretando na redução da necessidade de sono e da fadiga, aumento da atividade motora e euforia.
Essas drogas são sintéticas, e em estado puro têm a forma de cristais amarelados. Elas podem ser consumidas via oral, aspiradas na forma de pó ou injetadas. Dentre os produtos comercializados, pode-se citar: Amphaplex, Benzedrine, Bifetamina, Dexedrine, Dexamil, Methedrine, dentre outros.
Estas drogas originaram-se no século XVIII e eram muito utilizadas em diversos tratamentos médicos, como doença de Parkinson, asma, obesidade. Devido aos seus efeitos estimulantes, as anfetaminas também foram utilizadas por soldados durante a Segunda Guerra Mundial, a fim de evitar fadiga e aumentar a resistência e o estado de alerta. Durante esse mesmo período, operários fabris japoneses ingeriram quantidades maciças das substâncias, visando o aumento da produção das máquinas de guerra. Este fato desencadeou num enorme número de dependentes químicos. No pós-guerra foram analisadas as graves conseqüências do consumo irregular dessas drogas e portanto, seu uso foi restringido em alguns países.
No Brasil, a substância é comercializada em forma de remédios e devem ser prescritas por médicos.
Atualmente essas drogas são utilizadas por caminhoneiros, que apelidaram-nas de “rebites”, e jovens (“speed freeks”) as tomam visando ter melhor desempenho nos estudos. Elas também são comuns nas baladas, sendo conhecidas como “ice”.
Porém, o perigo é que a sua maior utilização é como moderadora de apetite, o que a torna um grande risco à saúde, principalmente as mulheres, influenciadas pela mídia, que desejam obter um corpo ideal, ignorando os graves efeitos colaterais danosos da sua ingestão.
Assim como ocorre com outras drogas, com o tempo o organismo torna-se tolerante à quantidade ingerida, obrigando a pessoa ingerir cada vez mais para manter mesmos efeitos.
Dentre os efeitos a longo prazo, tem-se a irritabilidade, desidratação, insônia ou sono inconstante, aumento da tensão arterial, taquicardia, dor de cabeça, tontura, vertigens, tremores e perda de apetite, podendo esta acarretar na anorexia e na desnutrição.
O consumo excessivo dessas drogas pode acarretar na “psicose anfetamínica”, que pode durar dias e até semanas. Nesse período, a pessoa apresenta hiper-excitabilidade, insônia, náuseas, vômitos, fortes dores no peito, tremores, alucinações, convulsões e pode até morrer.