ASPECTO
VISUAL.
Qualidade da letra, margem, espaços entre as
palavras, legibilidade, limpeza, pontuação,
facilidade de leitura, parágrafos (espaços),
períodos (se não deixou períodos longos).
ASSÍNDETO.
É a ausência de conjunções coordenativas no
período composto.
Cheguei, vi, venci.
O barco veio, chegou, atracou, chegamos.
AVALIAÇÃO.
A autocrítica pode ser essencial quando se
deseja melhorar o texto.
Avalie o texto. Verifique se as frases soam
bem, se não contêm cacófatos ou rimas.
Começou bem a redação e terminou-a melhor
ainda?
A avaliação de uma redação segue um critério
rigoroso, pois está relacionada à norma
culta da língua portuguesa. Além da parte
específica de gramática, muitas vezes
recorre-se à grafologia para verificar-se o
perfil psicológico e pendores vocacionais do
candidato à função que pleiteia.
BARBARISMO OU ESTRANGEIRISMO.
É a utilização de palavras ou construções
estranhas à língua portuguesa. Evite usá-lo.
ESTRANGEIRISMOS PREFIRA
Show Espetáculo
Jeans Calça de brim
BATE-PAPO.
Evite a projeção de bate-papo, ou seja,
escrever com estilo coloquial numa redação.
A Guerra do Iraque foi duramente criticada,
vai daí que os americanos tiveram abalado
seu conceito de democracia.
A expressão “vai daí que” é da fala
coloquial, devendo ser substituída por uma
construção mais adequada:
A Guerra do Iraque foi duramente criticada
e, em função de sua postura, os americanos
tiveram abalado seu conceito de democracia.
Ele repetia tudo o que dizia, que nem um
papagaio de madame.
A palavra adequada é como; “que nem”
desmerece o texto em que está inserido, a
não ser que represente a fala popular da
personagem.
BILHETE.
É uma forma de comunicação da língua
escrita, bastante simples e breve.
BOM SENSO.
Evite construções complexas. Leia o texto
várias vezes para ter certeza de que ficou
claro e preciso.
BRANCO.
Em caso de dar branco, procure relaxar e
tente escrever qualquer coisa, desde que
dentro do assunto e com um mínimo de
sentido.
CABEÇALHO.
Não há pontuação após os dados do cabeçalho.
Faça o cabeçalho de sua redação completo,
com todos os dados indispensáveis, dentro da
estética, ou seja, organizado, perfeitamente
alinhado um embaixo do outro e no centro do
papel.
CACOFONIA OU CACÓFATO.
É o encontro de sílabas que formam palavras
de sentido ridículo ou obsceno, com a
produção de som desagradável.
ORAÇÕES COM CACÓFATOS ESCREVA-AS ASSIM
Meu coração por ti gela. Meu coração gela
por ti.
Vou-me já para casa. Já estou indo para
casa.
O noivo beijou a boca dela. O noivo beijou-a
na boca.
Nunca gaste dinheiro com bobagens. Jamais
gaste dinheiro com bobagens.
CALIGRAFIA.
Escreva com capricho e nitidez, procurando
tornar sua grafia clara, uniforme e bem
legível.
Se tiver a grafia ruim, faça de tudo para
melhorá-la, porque uma redação escrita com
capricho e grafia bonita impressiona
favoravelmente.
Não invente traços novos nas letras e não
enfeite demais as maiúsculas, pois o leitor
do texto pode não compreender o que você
está escrevendo.
CARACTERÍSTICO.
Observe os seres no que têm de mais
característico. Procure traduzir essas
impressões ou os fatos sem se alongar em
considerações desnecessárias, que nada
acrescentem de importante à cena ou ao fato.
Ombros curvados, cabelos escuros que o pente
mal vira, passos arrastados – um homem ainda
moço, levando consigo a carga de uma pesada
e infeliz vida.
Em um canto, calada, estava Maria, com seus
grandes olhos negros, cabelos que caíam em
cascata pelos ombros, dona de uma beleza
intrigante e misteriosa. Para ela tudo era
novo e assustador.
CARTA.
É uma das formas de comunicação da língua
escrita, usada desde a antiguidade. Por meio
dela você (remetente) pode dizer às pessoas
(destinatários) o que faz, o que pensa, o
que deseja.
A primeira carta de que se tem registro foi
escrita há 4 mil anos, na Babilônia e se
tratava de uma correspondência amorosa.
CENA.
Para descrever aspectos de uma cena, veja se
deve empregar pronomes indefinidos ou
adjuntos adverbiais, de modo a ordená-la.
A escada já lhe era conhecida. No entanto,
uma passadeira nova cobria os degraus
desgastados, tentando trazer um pouco de
claridade e alegria ao ambiente envelhecido
e quase sem vida.
Uma mulher ainda jovem procurava o endereço
que trazia nas mãos. Seu olhar vagava
aflito. Quem a observasse poderia confundir
aquela expressão ansiosa… Na verdade, o que
ela esperava é que, realmente, o tal
endereço não existisse.
CHAVÕES, CLICHÊS, FRASES FEITAS, JARGÕES,
LUGARES COMUNS, MODISMOS.
Evite-os, pois empobrecem o texto e
demonstram a ausência de originalidade,
falta de imaginação e de bom gosto. A
inflação galopante, rigoroso inquérito,
vitória esmagadora, astro-rei.
Caixinha de surpresas, nos píncaros da
glória, encerrar com chave de ouro, nos
primórdios da humanidade.
Não é fácil falar a respeito de… Bem, eu
acho que… A esperança é a última que morre.
…um dos problemas mais discutidos da
atualidade.
CLAREZA.
Redija frases curtas e, portanto, use ponto
à vontade.
Escreva com toda a simplicidade e clareza,
sem embolar o assunto. Ser claro é ser
coerente, conciso, não se contradizer.São
inimigos da clareza: a desobediência às
normas da língua, os períodos longos e o
vocabulário difícil, rebuscado ou impreciso.
O segredo está em não deixar nada
subentendido, nem imaginar que o leitor sabe
o que se quer dizer. Evidencie todo o
conteúdo da escrita.
Lembre-se de que está dando uma opinião,
desenvolvendo idéias, narrando um fato. O
mais importante é fazer-se entender.
TEXTOS EMBOLADOS—CONFUSOS CORREÇÃO
Participei de um campeonato tirei segundo
lugar em ping-pong e ganhei medalha de
prata. Participei de um campeonato de “ping-pong”,
no qual tirei segundo lugar, tendo ganhado
uma medalha de prata. NOTA: “Ping-pong”,
entre aspas, por ser estrangeirismo.
Comemoramos o aniversário de meu pai que foi
uma surpresa para ele, fizemos um churrasco
com muitas bebidas. Comemoramos o
aniversário de meu pai e, como surpresa para
ele, fizemos-lhe um churrasco com muitas
bebidas.
A coerência entre todas as partes do texto é fator primordial para
se escrever bem. É necessário que elas
formem um todo, ou seja, que estabeleçam uma
ordem para as idéias, se completem e formem
o corpo da narrativa. Explique, mostre as
causas e as conseqüências.
Em muitas redações fica patente a falta de
coerência. O candidato apresenta um
argumento e o contradiz mais adiante. As
idéias contidas no texto devem estar
interligadas de maneira lógica. O
vestibulando não pode expor uma opinião no
início do texto e desmenti-la no final.
Deve-se ter cuidado redobrado para não se
cometer esse tipo de erro.
COESÃO.
A falta de coesão provoca a redundância.
Fica-se dando voltas num assunto, sem
acrescentar-lhe nada de novo. É típico de
quem não tem informação suficiente para
compor o texto.
COLISÃO.
É a seqüência desagradável de consoantes ou
sílabas idênticas.
COLOQUIALISMO.
Uso da língua na forma como é escrita, ou
seja, é uma armadilha para o aluno o emprego
de termos coloquiais, gíria e jargão.
Expressões coloquiais só são aceitas na
reprodução de diálogos. Isso não significa
que o texto tenha de ser empolado, de
difícil entendimento.
Evite usar as expressões: só que, que nem, é
o seguinte, etc.
COLORIDA.
Procure dar, às suas personagens, uma
linguagem não só adequada, mas, também,
colorida por imagens pertinentes, ligadas a
elas e ao assunto.
37ª. COMEÇO.
Uma redação não é nenhum bicho de sete
cabeças. Respire fundo. Três vezes.
Devagarinho. Deixe o ar chegar lá em baixo,
no fundão da barriga. Visualize o umbigo.
Sorria para ele. Por dentro e por fora.
Escolha uma frase bem atraente. Pode ser uma
declaração, uma citação, uma pergunta, um
verso, a letra de uma música. Depois
desenvolva o seu tema. Cada idéia num
parágrafo. Por fim, conclua. Com fecho de
ouro.
COMPARAÇÃO.
É a aproximação de dois termos entre os
quais existe alguma relação de semelhança,
como na metáfora.
Quando usar comparações, escolha a conjunção
que as introduz em função do tipo de
linguagem que está empregada. Use a
comparação, hipotética ou não, quando
perceber que estabeleceu entre o ser que
você descreve e outro uma semelhança
interessante e que ela vai enriquecer seu
texto.
A liberdade das almas, frágil, frágil como o
vidro.
A chuva caía como lágrimas de um céu
entristecido.
As chamas, como língua de monstro, saíam
pelas janelas.
COMUNICAÇÃO.
Em situações de comunicação descontraída e,
sobretudo, oral, você pode, conforme o caso,
substituir o futuro do presente pelo
imperativo.
Não saia (sairás) até que tenhamos concluído
esta conversa.
Eu não sabia que ele era o meu pai. Veja
(verás) que não minto, basta que me dê a
oportunidade de provar.
CONCISÃO.
Elimine palavras ou expressões
desnecessárias.
Escreva com clareza e, na medida do
possível, diga muito com poucas palavras.
Concisão, clareza, coesão e elegância:
palavras-chaves que definem um texto
competente num exame vestibular. Seja claro,
preciso, direto, objetivo e conciso. Use
frases curtas e evite intercalações
excessivas ou ordens inversas
desnecessárias.
O aluno deve expressar o pensamento com o
menor número de palavras possível. Aquilo
que é desnecessário deve ser eliminado. A
concisão dá ênfase ao estilo. O prolixo
prejudica e enfraquece o texto, além de
tirar o brilho de suas idéias.
CONCLUSÃO.
Não conclua sua redação, jamais, com as
seguintes terminologias: concluindo, em
resumo, nada mais havendo, poderia ter feito
melhor, como o tempo foi curto, etc.
Termine-a, sim, com conclusões consistentes
(e não com evasivas).
CONCORDÂNCIA.
Cuidado para não cometer erros gramaticais,
como de concordância.
Lembre-se de que o verbo sempre concordará
com o sujeito e os nomes devem estar
concordando entre si.
CONHECIMENTO LINGÜÍSTICO.
Use todo o seu conhecimento gramatical. Faça
um rascunho e ao passar o texto a limpo,
observe se faltam acentos, sinais de
pontuação, se há erros de grafia, termos de
gíria, impropriedade vocabular.
CONJUNÇÃO.
Seja cauteloso ao utilizar as conjunções
como, entretanto, no entanto, porém. Quase
sempre são dispensáveis.
Evite o exagero de conectivos (conjunções e
pronomes relativos) para evitar a repetição
e para não alongar períodos.
Para mostrar hipóteses diferentes, as
dúvidas e conflitos de reflexão da
personagem, explore as conjunções
alternativas e adversativas.
CONJUNTO.
Quando quiser descrever um conjunto,
empregue termos indicadores de lugar que
revelem posição, aproximação ou afastamento
de aspectos diferentes do conjunto.
CONSTRUÇÕES.
Não escreva construções como lá em Recife,
aqui em Salvador mas, sim, em Recife, em
Salvador.
CONTEÚDO.
Um bom texto não é apenas o texto correto,
sem erros gramaticais. Ele deve ter
conteúdo.
O conteúdo, que vale, no mínimo, 5 (cinco)
pontos numa redação, não pode ser ridículo,
nem infantil, mas deve ser simples.
Faça sempre uma análise crítica do que
escreveu, como, por exemplo, através das
seguintes perguntas: Sua redação é
interessante? A leitura do texto é
agradável? Tem boas idéias? O texto dá uma
boa idéia daquilo que foi descrito? O texto
está bem organizado?
Presume-se que o candidato prestes a
ingressar numa universidade tenha certa
cultura. Assim sendo, não pode encarar o
tema da redação de modo infantil ou
rasteiro. É por meio do conteúdo,
especialmente, que o professor irá aquilatar
a capacidade ou o grau de conhecimento do
aluno.
CONTO.
É a mais breve e simples narrativa, centrada
em um episódio da vida.
CONTRADIÇÃO.
Para desenvolver a impressão de contradição,
use conjunções adversativas. Se for o caso,
varie as conjunções, observando as que se
prestam a determinada situação.
CONTRASTE.
Para manter a curiosidade do leitor com
relação a personagens (ou cenário)
contrastantes, oponha um a um os elementos
em contraste.
COORDENAÇÃO.
Coordene suas idéias como se estivesse
contanto uma história: o seu texto deve ter
início (introdução), meio (desenvolvimento)
e fim (conclusão).
COR.
Escreva apenas com caneta preta ou azul. O
rascunho ou o esboço das idéias podem ser
feitos a lápis e rasurados. O texto não será
corrigido em caso da utilização de lápis ou
caneta vermelha, verde, etc. Na redação
definitiva.
CORREÇÃO GRAMATICAL.
A linguagem utilizada na redação precisa
estar de acordo com a norma culta, ou seja,
deve obedecer aos princípios estabelecidos
pela gramática.
Tenha o máximo de cuidado para que sua
redação não apresente, principalmente,
nenhum erro de ortografia, acentuação,
pontuação e concordância, seja ela verbal ou
nominal.
Conhecer as normas que regem o uso da língua
é fundamental para a produção de um texto
correto. Em caso de dúvidas na redação,
consulte sempre um bom livro de gramática.
CRASE.
Expressões com crase: À beça, à toa, etc.
Uso corriqueiro da crase, mas absolutamente
errado: Marcelo reside à Rua (Avenida,
Praça, etc). O correto é: Marcelo reside na
Rua, na Avenida, na Praça, etc. (Quem
reside, reside em algum lugar).
CRIATIVIDADE.
É claro que uma abordagem original do tema
valoriza seu texto. No entanto, o
vestibulando deve ter cuidado para não
confundir criatividade com idéias
esdrúxulas. Na gíria estudantil, não viaje.
Lembre-se: Ninguém pode exigir que escreva
bem, como um escritor, pois isto pressupõe
talento; as faculdades querem que se escreva
certo.
CRÍTICA.
É um tipo de redação que aprecia e avalia
livros de caráter científico ou literário,
além de manifestações artísticas ligadas ao
cinema, ao teatro, à música, etc.
Habitue-se a criticar sua redação,
procurando ver se todos os seus pormenores
colaboram para criar a idéia que tem em
mente.
Solicite a uma terceira pessoa, de bom
conhecimento técnico ou nível escolar, para
ler e fazer críticas sobre o seu texto, pois
a leitura demasiada de nossos próprios
trabalhos torna-nos cegos para determinados
pontos.
CRÔNICA.
É uma narrativa curta que retrata, em geral,
fatos do cotidiano, presenciados ou não pelo
narrador, escrita numa linguagem leve, de
caráter jornalístico.
CURRÍCULO.
É um documento que reúne as informações
profissionais para alguém que se candidata a
um emprego. Contêm objetivo, formação
escolar, idiomas que domina, experiência
profissional, pretensão salarial, etc.
DESCRIÇÃO.
Descrever é fazer um retrato com palavras,
isto é, apresentar, detalhadamente,
características de pessoas, animais,
objetos, lugares, etc.
Quando quiser estabelecer uma ordem
cronológica na sua descrição, mostrando as
mudanças sucessivas da paisagem, use termos
que indicam sucessão (sobretudo adjuntos
adverbiais de tempo).
DESENVOLVIMENTO.
É a redação propriamente dita. No
desenvolvimento, o aluno deverá discutir os
argumentos apresentados na introdução. Em
cada parágrafo, escreve-se sobre um
argumento.
Tenha sempre em mente que o examinador de
sua dissertação provavelmente seja uma
pessoa culta, que lê bons jornais e revistas
e tem bastante conhecimento geral, portanto
não generalize.
É a parte mais importante em qualquer texto.
É quando podemos nos aprofundar nas idéias
que, por enquanto, foram apenas mencionadas
na introdução. Os argumentos devem ser
apresentados em função da idéia e
organizados com clareza para não confundir o
leitor. Devemos ser cuidadosos para que o
texto não se torne inconsistente e imaturo
por falta de informação de nossa parte. Para
isso, é preciso que nos ilustremos, lendo
revistas, jornais e livros; assistindo a
noticiários na televisão; freqüentando o
maior número possível de produções culturais
a que tivermos acesso - teatro, “shows”,
exposições, etc.
Em qualquer
uma dessas atividades, assuma uma posição
crítica questionadora que resultará em
análises objetivas e, conseqüentemente, em
julgamentos coerentes. Evite radicalismos,
ofensas pessoais, nacionalismos piegas e
“achismos” (eu acho, eu penso).
DIÁLOGO.
É a conversa entre duas ou mais pessoas. A
fala de cada personagem é indicada, na
escrita, por um travessão.
Ao apresentar um diálogo, ou a personagem
pensando, use o presente do indicativo para
sugerir a proximidade do fato futuro.
DIÁRIO.
É uma das formas do registro do mundo
interior, ou seja, das confissões, dos
segredos, etc, de uma pessoa.
DICAS.
Ao escrever uma redação, faça,
primeiramente, uma lista de tudo o que lhe
vier à memória.
Quanto mais idéias, melhor.
Não se preocupe em saber se as idéias são
boas ou más. Escreva-as, simplesmente.
Anote tudo, sem ordem, sem critério, sem
censura.
Use palavras simples e frases curtas.
Selecione as idéias e estruture o seu texto.
DICIONÁRIO.
Em vez de sair por aí “chutando” palavras
cujos significados você não conhece bem,
utilize-se de um bom dicionário, em livro ou
disquete, para aumentar o vocabulário.
DIMINUTIVO.
Use o diminutivo com muito cuidado, e sempre
quando for importante marcar a dimensão dos
seres, ou a afetividade (carinho, desprezo)
da personagem com relação a esses seres.
Pegou o banquinho para apoiar o pé enquanto
tocaria violão.
Disse para a avozinha que lhe traria o doce
de goiaba de que tanto gostava.
DISCUSSÃO.
Falar e ouvir são meios de desenvolvimento
do espírito humano. O debate de idéias pode
levar a um resultado enriquecedor.
DISSERTAÇÃO.
Nunca se inclua em sua dissertação,
principalmente para contar fatos de sua vida
particular.
É uma redação que, através do raciocínio,
expõe idéias, doutrinas, impressões, pontos
de vista.
Utilize sempre, em suas dissertações, a
primeira pessoa do plural em vez da primeira
pessoa do singular.
A dissertação é a forma mais comum de
redação. É a mais solicitada nos exames
vestibulares e provas de colégio.
Dissertar é defender uma opinião a respeito
de determinada questão. Para isto,
precisamos conhecer o assunto e refletir
sobre ele.
É analisar um assunto proposto, emitindo
opiniões gerais. Deve ser feito de modo
impessoal e com total objetividade. Essa
visão imparcial perde-se quando o autor
confunde a problemática que está analisando
com os problemas particulares que possa ter.
DIVAGAR.
“Estou sem inspiração para fazer uma
redação. Escrever sobre a situação dos
sem-terra? Bem que o professor poderia
propor outro tema.”
Não fale de sua redação dentro do próprio
texto, porque isso demonstra insegurança e
vazio de idéias. Ademais, sua nota ficará
seriamente comprometida quando da avaliação
do conteúdo.
DOIS PONTOS.
As citações vêm sempre após dois pontos.
Lá, fiz diversas coisas: tomei banho de
piscina, na sauna, montei cavalo e charrete,
comi cacau, etc.
Use dois pontos, antes de uma enumeração, se
quiser valorizar os termos que a constituem.
Descobri a grande razão da minha vida: você.
Já dizia o poeta: Deus dá o frio conforme o
cobertor.
E (minúsculo).
Faça-o um pouco aberto, para não ficar
parecendo “i”, de forma que o seu interior
apareça com toda a nitidez.
ECO OU
ASSONÂNCIA.
É a repetição desnecessária de palavras
terminadas pelo mesmo som, provocando rimas
desagradáveis, com um ritmo batido e
monótono.
EDITORIAL.
É um artigo que exprime a opinião do órgão
jornalístico. É o jornalismo opinativo.
ELEGÂNCIA.
A leitura de um texto elegante, que deve ser
criativo e original, torna-se agradável ao
leitor.
Fuja de gírias e palavrões. Mantenha certa
elegância no seu texto, sem cair em
pedantismos exagerados.
A elegância começa pela própria apresentação
do texto, ou seja, limpo, sem borrões ou
rasuras, e com letra bem legível.
Importantíssimo atentar, também, para a
correção gramatical, a clareza, a concisão e
para o conteúdo da redação, que deve ser
original e criativo.
ELIPSE.
É a omissão de um termo previsível,
subentendido, que deixa de ser expresso por
ser óbvio, mas também confere elegância à
frase.
Vida interessante, a dele…
Na rua, um malvado; em casa, um santo.
A casa era pobre. Os moradores, humildes.
EMBROMAÇÃO.
É o famoso "encher lingüiça". Fica-se dando
voltas no mesmo lugar, usando-se palavras
vazias e embromatórias.
EMOÇÃO OU LINGUAGEM EMOCIONAL.
Não analise os temas propostos movido por
emoções exageradas. Mantenha-se imparcial em
quaisquer circunstâncias. Não transforme seu
texto em desabafo nem em panfleto, com
linguagem apaixonada. A emoção deve ficar no
rascunho, enquanto que no texto definitivo
você deve chamar a razão para auxiliá-lo.
Quando nos exaltamos a respeito de
determinado assunto ou sobre a pessoa de
quem estamos falando, infringimos a boa
norma da escrita padrão, por fazermos uso de
juízos de valor sobre os fatos. A
objetividade é imprescindível, a fim de que
o texto se mantenha imparcial e claro.
Existem alguns temas dissertativos que
envolvem a análise de assuntos dramáticos,
que causam revolta e indignação pela própria
gravidade de sua natureza. Porém, por mais
revoltante que se mostre o assunto tratado,
ele deve ser abordado de modo comedido e, se
possível, imparcial. Não devemos deixar
nossas emoções interferirem demasiadamente
na análise equilibrada e objetiva que
precisa transparecer em nossas redações,
porque elas impedem que ponderemos outros
ângulos da questão. Só assim, com a
predominância da argumentação lógica, ela se
mostrará convincente.
Os noticiários apresentam-nos todos os dias
crimes bárbaros cometidos por verdadeiros
animais, que deveriam ser exterminados, um a
um, pela sua perversidade sem fim.
Muitos menores que perambulam pelas ruas e
se tornam delinqüentes são vítimas indefesas
de um governo ineficiente, que não se
preocupa e não respeita o direito que eles
têm à educação.
ENCHER LINGÜIÇA.
Não espiche o assunto, isto é, não diga com
8 (oito) palavras o que pode dizer com 5
(cinco). Seja objetivo e direto.
Encher lingüiça é, também, repetir idéias, a
saber, tornar a abordar um assunto com
palavras diferentes sobre o qual já tinha
escrito anteriormente.