Existem dois tipos
de dissertação: a
dissertação
expositiva e a
dissertação
argumentativa. A
primeira tem como
objetivo expor,
explicar ou
interpretar idéias;
a segunda procura
persuadir o leitor
ou ouvinte de que
determinada tese
deve ser acatada. Na
dissertação
argumentativa, além
disso, tentamos,
explicitamente,
formar a opinião do
leitor ou ouvinte,
procurando
persuadi-lo de que a
razão está conosco.
Observar a estrutura
dos textos
dissertativos é um
bom momento de
aprendizagem.
Recomenda-se tal
exercício aos
vestibulandos: ler
editoriais e artigos
de jornais.
Na dissertação
expositiva, podemos
explanar sem
combater idéias de
que discordamos. Por
exemplo, um
professor de
História pode fazer
uma explicação sobre
os modos de
produção,
aparentando
impessoalidade, sem
tentar convencer
seus alunos das
vantagens e
desvantagens deles.
Mas, se ao
contrário, ele fizer
uma explanação com o
propósito claro de
formar opinião dos
seus alunos,
mostrando as
inconveniências de
determinado sistema
e valorizando um
outro, esse
professor estará
argumentando
explicitamente.
Para a argumentação
ser eficaz, os
argumentos devem
possuir consistência
de raciocínio e de
provas. O raciocínio
consistente é aquele
que se apóia nos
princípios da
lógica, que não se
perde em
especulações vãs, no
“bate-boca” estéril.
As provas, por sua
vez, servem para
reforçar os
argumentos. Os tipos
mais comuns de
provas são: os
fatos-exemplos, os
dados estatísticos e
o testemunho.
Em geral, para se
obter maior clareza
na exposição de um
ponto de vista,
costuma-se
distribuir a matéria
em três partes:
- Introdução
- em que se
apresenta a idéia ou
o ponto de vista que
será defendido;
-Desenvolvimento
ou argumentação -
em que se desenvolve
o ponto de vista
para tentar
convencer o leitor;
para isso, deve-se
usar uma sólida
argumentação, citar
exemplos, recorrer à
opinião de
especialistas,
fornecer dados, etc.
-Conclusão -
em que se dá um
fecho ao texto,
coerente com o
desenvolvimento, com
os argumentos
apresentados.