A estrutura de uma
carta argumentativa
Início:
identifica o
interlocutor. A
forma de tratá-lo
vai depender do grau
de intimidade
existente. A língua
portuguesa dispõe
dos pronomes de
tratamento para
estabelecer esse
tipo de relação
entre
interlocutores.
O essencial é
mostrar respeito
pelo interlocutor,
seja ele quem for.
Na falta de um
pronome ou expressão
específica para
dirigir-se a ele,
recorra ao
tradicional “senhor”
“senhora” ou Vossa
Senhoria.
O texto dissertativo
é dirigido a um
interlocutor
genérico, universal.
A proposta de carta
argumentativa
pressupõe um
interlocutor
específico para quem
a argumentação
deverá estar
orientada. Essa
diferença de
interlocutores deve
necessariamente
levar a uma
organização
argumentativa
diferente, nos dois
casos.
Até porque, na carta
argumentativa, a
intenção é
freqüentemente a de
persuadir um
interlocutor
específico
(convencê-lo do
ponto de vista
defendido por quem
escreve a carta ou
demovê-lo do ponto
de vista por ele
defendido e que o
autor da carta
considera
equivocado).
Mas que fique bem
claro: no
cumprimento da
proposta em que é
exigida uma carta
argumentativa, não
basta dar ao texto a
organização de uma
carta, mesmo que a
interlocução seja
natural e
coerentemente
mantida; é
necessário
argumentar.